Coisas que só acontecem com o Botafogo: Capítulo Arbitragem.
A noite de hoje foi triste. Triste pois pudemos comprovar, mais uma vez, que o Botafogo, em que pese sua grandeza, fora de campo se porta como time pequeno. Digo isso pelos reiterados – e muitas vezes grosseiros – erros de arbitragem que nos prejudicam, que ocorrem no Campeonato Carioca, Brasileirão, Copa do Brasil e, mais recentemente, na Sul-Americana. Na noite de hoje não foi diferente. O Sr. Sergio Pezzota – argentino, que los chupem! – e seus comparsas – também argentinos, malditos! – fizeram de tudo hoje. E deram um show de desrespeito ao Glorioso. Já no início da partida começou a perseguição ao Botafogo, com o bizarro cartão amarelo mostrado ao nosso arqueiro Jefferson – que, diga-se de passagem, foi a melhor coisa que aconteceu ao Glorioso neste ano. Entendeu sua excelência que o nosso “paredão” estaria fazendo cera, acreditem, com menos de dez minutos de partida. Vai entender. Quer dizer, melhor não entender. Logo depois, gol de Fahel – não podia mesmo ser verdade. Por mais que realmente tenha sido irregular, chama a atenção o fato de não ter havido nenhuma hesitação na opção pela anulação. Não valeu e ponto final. Segue o jogo. Tamanha certeza traduz, no mínimo, irreverência em relação ao time cujo gol se está anulando, no caso, o Botafogo – casa de diversos dos maiores ídolos do País do Futebol. Nas condições normais de temperatura e pressão tamanho desdém não deveria haver em lugar nenhum do mundo ao se tratar do Botafogo. Há de ter uma explicação. E há. Momentos depois, Vitor Simões – desce uma pra ele – faz gol absolutamente regular, em que, a despeito dos demais, sua condição era legal. Nova anulação, mas uma vez sem hesitação. Ah, mas no gol do Reinaldo ele levou a bola com a mão. A visão do árbitro estava encoberta. Só isso. Não fosse isso certamente teria o Glorioso seu terceiro gol anulado na mesma partida. Por muito menos já vi comentarista de arbitragem quase enfartar durante jogo de um certo time aqui da Cidade Maravilhosa. Bola pra frente. Falta de Léo Silva – não acredito!? – e, assim como dois mais dois são quatro, surge o retângulo vermelho apontado para o céu. Chuveiro, rua, vaza… O jogo se aproxima do fim quando, de repente, Emerson e aquele “bonde” se embolam na área, sendo nosso zagueiro-artilheiro (?) alvo de tentativas descaradas de cotoveladas. Resultado? Pênalti e expulsão. Pra finalizar, aos duzentos minutos do segundo tempo, expulsão pro lado de lá. Nitidamente para dar ares de seriedade e imparcialidade à atuação do trio. Convenceu? Óbvio que não! E daí? Amanhã ninguém fala mais nisso. Pode até ser que eles – o trio – posem para a Playboy depois do jogo de hoje… Talvez façam comercial de desodorante. Diante desse trágico episódio, fica a dúvida: Por que essa “coisa” sempre acontece com o Botafogo? Será algo místico? Podemos explicar com superstição? Penso que não. Tenho certeza que não. Sem pretensões de ser dono da verdade, parece-me claro que a postura de nossa diretoria é, há muito tempo, extremamente amadora. Comportar-se como time grande – enorme! – não significa invadir o campo, convocar coletiva para chorar junto aos jogadores ou sequer esbravejar com a imprensa. O “jogo” é outro, os tempos são outros e as cifras envolvidas são muitas. Falta à Administração do Glorioso, é claro, profissionalismo. Ninguém se acanha em prejudicar o Botafogo, seja propositalmente ou por simples incompetência. Esse é o problema. E isso é culpa nossa. De mais ninguém. Chegará o dia em que o Botafogo saberá se portar como o Botafogo, tempos em que a arbitragem, na dúvida, não optará por favorecer o outro lado. Aguardemos. Enquanto isso…



Concordo plenamente.
Mandato após mandato, somos sempre agraciados com diretorias amadoras, fracas e , por mais que a boa intenção de uns ou outros possa ser observada, prevalece a falta de competência e profissionalismo na gestão do BOTAFOGO. Nossa falta de punho e presença nos bastidores é , certamente, um dos fatores geradores dessa roubalheira do qual somos vítimas, toda semana.
SAUDAÇÕES ALVINEGRAS – BOTAFOGO É NOSSA RELIGIÃO