Os números não mentem.

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A cachorrada tem uma enorme implicância com ele. Amarelão, sangue-suga, mocinha, o que não faltam são adjetivos para desmerecer Lúcio Flávio, o nosso camisa dez. No entanto, os números não mentem: 48% dos gols do Botafogo no Brasileirão passam pelos pés do “maestro”. Ou em números absolutos, 24 dos 50 gols do time vieram de passes, cobranças de falta, escanteio ou dos próprios pés de Lúcio Flávio.

Confesso que tenho uma relação de amor e ódio por ele. Ao mesmo tempo em que acho que lhe falta vontade, sei de sua importância para o Botafogo. Também não sei se concordo que ele se esconda do jogo, ele só aparece de uma maneira, digamos, diferente. Reparem só, não tem um ataque que não passe por seus pés. Mal nossos volantes recebem a bola, já procuram por ele. No último jogo, contra o São Paulo, ele teve participação ativa, inclusive na marcação.

Não esperemos que Lúcio Flávio pegue a bola, passe por três, dê um chapéu no goleiro e saia pra galera. Ele não é disso, sua importância é outra. Até porque, para isso, temos nosso novo “mané”.

sexta-feira, novembro 27th, 2009 Guilherme Figueira

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