O que está acontecendo?
Mais uma vez recorro ao VA (Vestiário Alvinegro, www.vestiarioalvinegro.com.br) para trazer uma notícia e comenta-la:
Claudio Good, vice de finanças e administrativo pediu licença por 30 dias e, já que não se sabe a razão, não há qualquer garantia de que vá voltar aos cargos.
Complicado falar sobre isso. Principalmente sem saber a razão, que pode ser pessoal ou profissional.
Fato é que fica difícil dizer se isso é bom ou ruim.
Alguns o acusam por ter participado da gestão anterior, que atrasou os últimos compromissos de 2008, e, mesmo assim, alegar desconhecimento das finanças ao assumir (novamente) o cargo de vice financeiro da gestão atual.
Essas mesmas pessoas dizem que ele mentiu ao alegar, à época da eleição, que o clube não tinha mais qualquer cota de televisão a receber, o que se comprovou ser inverídico na elaboração do orçamento 2010.
Outros (atual diretoria e imprensa) creditam a ele o sucesso da política de austeridade financeira imposta ao departamento de futebol.
Algumas verdades devem ser ditas, embora desconhecidas do “do grande público”.
Claudio Good é um profissional extremamente bem conceituado no mercado financeiro, sendo, inclusive, avalista de alguns empréstimos obtidos pelo Botafogo junto a bancos.
Ele foi responsável pela elaboração dos últimos orçamentos aprovados pelo Conselho do clube, inclusive, do orçamento de 2010, que prevê uma receita de patrocínio exatamente igual à da Liquigás, de 650 mil por mês.
Essa proposta foi considerada pequena pelo clube, representado por ele, e a negociação foi dada como encerrada.
Há algo estranho nisso? (eu acho que sim).
Ele afirmou que até o dia 16, data de estréia do Glorioso no campeonato estadual, teremos um patrocinador.
Ele é o maior responsável pela negociaciação de renovação (ou não) do patrocínio de camisa.
Ontem, ele foi visto sorridente e contende em uma mesa de um shopping coladinho ao Botafogo, junto a Estevam Soares e outros membros da diretoria.
Perceberam que não há muita lógica no raciocínio?
Pois é….
Será que isso é bom?



Meu caro,
Não há vejo nada de estranho na verba de patrocínio prevista no orçamento. Como ele não tinha números reais para trabalhar, optou por manter os valores do ano anterior. Vejo, na verdade, como mais uma prova dos tão falados “pés no chão”…
Sempre gostei da politica do Good de não estourar o orçamento. Isso mostra um certo profissionalismo da parte dele que como gestor de finanças, não se deixou influenciar pelos resultados dentro de campo e “abrir as pernas”. Agora, que esta notícia é estranha, isso é!
Nada contra a nota ou a notícia, mas, se já saiu no VA, não é “em primeira mão”. rsrs
Marcelo,
concordo que manter os números anteriores seja uma prova de “pés no chão”. A questão é a saída dele tão logo ter se encerrado as negociações com a Liquigás, que propôs um valor até maior (12 mi ao ano). Só espero que isso não tenha sido um blefe, porque se aparecer um patrocínio menor (ou até igual) a esse o clube terá de explicar a opção por romper com uma parceira mais antiga.
Zobaran,
boa observação. Alterado.
O problema foi com o patrocinio mesmo. Negociou o contrato de 1 milhão por mês com a Liquigás e estava tudo certo, mas o conselho vetou pois achava que conseguiria mais, passando por cima da autoridade dele como vice de finanças, além de manchar a credibilidade do Good no mercado… Agora resta esperar pra ver quais são as outras opções…
É.
Mas essa informação é triste em qualquer aspecto.
Mesmo que consigamos um patrocínio maior, o Good não pode ser achar acima do Conselho, que tem poder de veto nesso caso.
Por outro lado, o Conselho não pode simplesmente vetar contrariando o posicionamento da pessoa responsavél pelas finanças do clube sem argumentos sólidos pra isso. Pior, não pode vetar sem apresentar soluções melhores e concretas…
Cada novidade sobre esse caso me deixa mais preocupado com o futuro!
Salvo engano, o conselho não tem deliberou essa matéria na última reunião.
Além disso, é um assunto de administração de competência exclusiva da presidência. Pelo estatuto, eles não tem poder de vetar negociações. Já quanto a contratos assinados, eu não sei se em alguma hipótese a chancela do Conselho é necessária.
Um exemplo foi o contrato com a parceira para conseguir projetos para o Engenhão. A oposição quis se meter e fazer balbúrdia no Conselho e teve que aceitar o contrato da maneira que foi assinado…