Futebolismo ainda fantástico
Acho que já perceberam, mas me apresento aqui como um defensor do futebol fantástico. Adoro o PVC, mas prefiro o Armando Nogueira. Por isso estou adorando a fase do nosso glorioso clube.
Temos um técnico que se proclama, e deve ser, a ultima lenda viva do futebol carioca. Temos um atacante que não usa os pés e é artilheiro, um vice-artilheiro que é reserva e ninguém (sensato) questiona e um volante importado das missiones com Guerreiro até no nome.
E isso olhando pro que ainda existe. Nos ultimos anos tivemos um mestre cuca que fez um carrossel, um artilheiro dos gols bonitos, um meio campo que incorporava os gênios franceses, um baixinho que jogava nas (e corria pelas) onze, um goleiro que pegava penalti até cego (e não é o wagner), um jogador que de tão vaiado virou piada e de piada fez o primeiro gol internacional do engenhoso, um sapo que virou mago, um menino que virou herói e, como todo herói, teve que sair na apoteose, entre tantas outras figuras. Estes hoje nos entristecem, mas a minha memória ainda é boa com eles.
Em resumo, o que quero dizer é que Garcia Marquez estaria orgulhoso.
PS.: Sim, eu tenho orgulho dos ultimos anos. E antes que me acusem de derrotismo, respondo que não me orgulho de não ter vencido, mas da batalha lutada.
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