Os Dias do Fico
Joelzão conquistou o Estadual à frente do Fogão e, apesar de muito velho conhecido dos boleiros cariocas, virou objeto de cobiça maior dos molambos e dos florzinhas.
Pois bem. O jogo de xadrez da semana da comemoração ocorreu da seguinte forma: Botafogo campeão no domingo e a molambada hesitando na Liberta (como diria o chavão jornalístico: criiiiiiise na gávea!).
Diante desse cenário, os flores, que não são bobos, mexeram o primeiro peão demitindo o Cuca já na segunda-feira. Por baixo dos panos, esse movimento teve um único objetivo: impedir que dona muriçoca voasse para a gávea. Começaram a negociar alto e o acerto está prometido para hoje, domingo.
Então, veio o ato dos molambos, esperado por todos: executaram uma torre e um bispo e, ainda prometeram que ia sobrar para um asno. Depois da crise, das lágrimas e dos batuques, fizeram o óbvio: entendendo que só um paizão-boleiro adestraria as víboras no próprio ninho, ligaram para o Léo Rabello. Conhecendo que o trabalho no novo manager seria hercúleo, e tentando se aproveitar disso, ofereceram $ por resultado obtido na Libetadores.
Em seguida, chegou vez do Botafogo usar todas as suas peças para um ataque duplo. O Rei Assumpção orquestrou o golpe: Torre Silva e Bispo Barros fizeram e mantiveram a proposta e os peões El Loco Abreu, o Talismã Caio, o viado do Somália, LG e LF apelaram para o lado sentimental do Papai Joel. E antes mesmo de começar o jogo, a atuação mais destacada foi do Fahel.
Na manhã de sábado, o Coach escutou o coração e foi convencido de ficar. Faltavam apenas o anúncio, depois de uma conversinha com o seu empre$ário, Mr. Rabello, e um “muito obrigado, mas…” para a presidenta molamba que em breve virará alvo do Greenpeace por tentar a aniquilação dos asnos na propriedade de Adriano.

Nova alegria Gloriosa em cima da molambada, já no final de semana seguinte ao título. Hoje, todos ao Engenhão comemorar com o Joelzão, que não poderia ficar de fora da festa.
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