Curiosas Novidades da Copa
Terminada a Copa do Mundo, chegou a hora de voltarmos nossa atenção ao já saudoso Campeonato Brasileiro, simplesmente pelas iminentes estreias do Mago e do Jóbgol.
Mas antes de entrar nesse mérito, penso que vale a pena tocar em um assunto diferente por essas bandas: nesta Copa do Mundo, quais foram os benefícios que a tecnologia trouxe para o torcedor, e não para o espetáculo (alô, Dona Fifa!) . Para ser mais preciso, resumirei o que foi visto de novidade pela internet ao longo desse último mês.
Sem sombra de dúvidas, a moda da vez foram os infográficos, que começaram antes mesmo de 11 de junho com a espetacular tabela do espanhol Marca. Mas sobre o jogo propriamente dito, vimos algumas novas ferramentas interessantes.
A ScoreGrid trouxe um mapa no qual é possível ver a trajetória da bola ao longo do jogo, alguns heat maps indicando as regiões do campo aonde ele é disputado, bem como as estatísticas da posse de bola. A Umbro, por sua vez, criou um blog que media o volume de jogo de cada time, combinando os passes trocados com as ações importantes.
Para a comparação dos jogadores e das estatísticas, o NYTimes usou dados fornecidos pela Match Analisys para dar suas informações sobre cada o jogo, enquanto que o site Visual Sport era muito mais preciso com o Compare Players Tool .
Já para os jornalistas, foram criadas algumas ferramentas que mediam o burburinho de cada jogo / ação promovia na grande rede.
Nesse caso, temos a CNN que, ao criar o TwitterBuzz com objetivo de saber o que as pessoas comentavam online, pretendia apontar os tópicos mais tweetados por determinado período e destacava a importância desse ou daquele assunto. O inglês Guardian também usou o Twitter para dar as suas informações no World Cup Match Replay. O NYTimes também não passou batido e construiu ferramenta semelhante, com foco no Facebook: o Top World Cup Player on Facebook.
Para medir o benefício de cada patrocinador da Copa ($$$), o lainformacion.com montou o seu esquema tático:
Enfim, no fundo no fundo, isso tudo serviu para (i) os especialistas de plantão definirem se a seleção da Espanha (que, guardadas as devidas proporções, me lembrou o Carrossel Alvinegro de 2007) joga no 4-5-1 ou no 4-2-3-1; (ii) para os viciados em internet, terem mais brinquedinhos para justificar suas loucas conclusões futebolísticas; (iii) para os profissionais do esporte bretão conseguirem analisar melhor o que vem sendo praticado em termos de tática e forma de jogar.
PS. Tirei tudo isso do Weblog do Tiago Dória.
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