Futebol é simples
Quem tem a bola ataca, quem não tem defende, já dizia o bom e velho Neném Prancha. Tal máxima se aplica perfeitamente no futebol americano, onde existem onze para atacar e, ao perder a bola, outros onze entram para defender. Cada time tem dois grupos, na verdade três, mas não importa, e aqueles que sabem roubar a bola saem de campo tão logo o fazem.
Fora de tempo, uma piada:
O problema é o que o nosso futebol não é assim. Os mesmos onze que atacam, defendem e parece que o BFR não descobre isso. Leandro Guerreiro, Sandro Silva, Somália ficariam lindos se saissem de campo após cada desarme, voltando quando a bola foi perdida. Jobson, Caio e Herreira poderiam entrar só para desferir ataques com a redonda, saindo das 4 linhas na hora de defender.
Outro ponto dos americanos. O ataque serve também para defender. Apesar de só jogar com a bola na mão, quanto mais tempo o time estiver com a posse, menos o adversário terá, diminuindo a chance destes de fazer gol, também o desgaste da defesa daqueles. O ataque funciona para controlar o jogo.
Agora pensem na Espanha, aquele primor de time, mas se esqueçam da final, pois é sempre diferente. Quem viu algum jogo do time ibérico, viu como o ataque deles COMANDA o jogo. Xavi, Iniesta, Xabi Alonso, Pedro, aquele time não deixava o outro atacar, não por ter marcação perfeita, mas sim por segurar a bola.
O que nos leva a princípal diferença entre os dois esportes, o meio-campo. Essa chave para tudo no esporte nosso. Parece palavra mágica, mas pensem. Um bom meio-campo marca, distribui, controla o jogo. É exatamente o que não existe no futebol americano, um jogador que domina a partida, quando ataca e quando defende.
E o Botafogo? O Botafogo parece não ter meio-campo. Eu já falei aqui mil e uma vezes que adoro o Lucio Flavio, exatamente porque ele controla o jogo. ontem, por exemplo, o time só funcionou quando nosso maestro passou a jogar pelas lateirais, o meio estava muito afogado. Então tudo começou a funcionar um pouco melhor.
Agora, um meio-campo também é setorizado. Existe o primeiro volante, o segundo, o terceiro homem e o armador. Leandro, Somália, Lúcio. Falta o terceiro homem, tudo bem, desde que os laterais ajudem na formação do primeiro tempo, ou que o terceiro atacante volte no desenho da segunda parte do jogo.
O que não pode nunca acontecer, é o time jogar sem meio-de-campo. Com o Lúcio sozinho, pois o resto do setor só sabe marcar. Ele não pode controlar tudo sozinho, o Xavi tem o Iniesta, todos os maestros tem que ter alguém para tocar passes. E com o Lúcio não acontece isso. Ele está sozinho, os laterais não apoiam tão bem.
E, por fim, o que quero dizer é: um time cheio de zagueiros não vai ter a melhor defesa, como já vimos tantas vezes nos primeiros tempos desse ano, e um time cheio de atacantes não vai fazer necessariamente mais gols, como nos segundos tempos. Falta meio campo. Meu sonho?




Concordo contigo!
Minha esperança é que a chegada do Maicosuel desafogue um pouco essa responsabilidade imposta ao Lucio Flavio. O mago poderá jogar lá, mais perto dos atacantes, e o Lucio ficará mais atrás, comandando o ritmo e distribuindo o jogo alvinegro…
Assim, quem sabe, saímos desse tal 3-5-2 mal organizado e jogamos num esquema mais simples? Para isso precisaríamos de (pelo menos) um volante diferenciado, o que tá difícil de achar nesse elenco…
Rezo para que a síndrome do Robin Hood tenha voltado, porque nossos próximos jogos são: 5ª contra o Palmeiras no Parque Antártica (21h) e domingo contra os bambis no Engenhão (18h:30)…