50 por 7.
Meio caminho andado. 50 porcento que merecem nota 7.
Não dá para reclamar da posição em que estamos. Mas também não dá para lamentar por não estarmos um pouco melhores.
Como ainda falta a outra metade do caminho, a pergunta que fica é: o título é possível?
Fora de casa, temos um desempenho digno de campeão, com quatro vitórias (contra atl-go, sampaulo, vitória e prudente). A se lamentar fora de casa, só aquele jogo contra o atl-pr, que fizemos 2 a 0 e tomamos a virada. Para quem quer o título, não pode.
Até aqui, o problema esteve dentro de casa, com muitas vitórias que escorreram pelas mãos. Algumas, no melhor estilo Botafogo, um gol do adversário no finalzinho do jogo, como contra o curíntias e, bem recentemente, grêmio. Além disso, outros empates desceram bem quadrados, como contra o guarani e as meninas do fluminenC. E ainda podemos lamentar aquela derrota contra a mulambada, abalada pelo caso de seu ex-goleiro, atualmente no Bangu.
Mas dá para sonhar com o título sim. A diferença de 7, 8 pontos contra os dois primeiros colocados é grande, mas não impossível. Vale lembrar que já foi de 11, 12 pontos. O time melhorou muito com a entrada do Mago e do Marcelo Mattos. O viado do Somália e o Guerreiro cresceram muito de produção. A zaga acertou. E Jóbson vem comendo a bola.
Além disso, a sorte tem sorrido para o Glorioso, e nos fez vencer uns 3 ou 4 jogos em que jogamos mal.
Só que isso tudo não basta. Para ser campeão, precisamos de mais algumas coisas. Loco Abreu, Caio e Herrera precisam voltar a jogar o que sabem (a última partida já me deu alguma esperança em relação aos dois últimos). Precisamos arrumar um jeito de jogar sem os laterais quando eles estiverem lesionados ou suspensos. Precisamos torcer para não termos muitas contusões, pois o elenco é bom, mas não é tão grande. Precisamos que a Cachorrada vá ao Engenhão em grande número e para apoiar. Precisamos que os salários e os egos não atrapalhem o dia-a-dia do clube. Precisamos que os atacantes e meias parem de perder tantos gols. Precisamos que o Papai abra mão de algumas convicções, como a mania de segurar o resultado em vez de fazer mais gol e essa nova mania de só colocar atacantes e meias nas substituições, pois nem sempre a partida pede isso (contra o grêmio, por exemplo). Ah, e precisamos também secar os adversários, porque não custa nada dar uma secadinha.
Enfim: para ganhar o título, já temos algumas coisas e precisamos de muitas outras. Mas eu gosto dessa proporção. Ela impede a acomodação. Essa aí só pode vir quando o troféu estiver no salão nobre de General Severiano.
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