Os paramédicos, as ambulâncias e os 90 minutos

Alguns jogadores tem uma prática extremamente chata: valorizar o lance. Seja uma falta de raspão ou um empurrão mal dado, o alvo se joga ao chão e faz os espectadores pensarem na UTI e nos longos doze meses de recuperação pós-cirurgica.

A valorização também está na ausência de bola rolando. Qualquer um sabe que se, em um jogo de 90 minutos ininterruptos, se um time com a vantagem conseguir deixar a bola o máximo possível fora de jogo, esta equipe tem maior chance de levar a vitória. E seus jogadores valorizam. E caem pelas tabelas, escondem a bola, chamam a maca para cada unha encravada.

Depois, como se arautos da boa-fé, os mesmo jogadores exigem a devolução da bola, que teve que ser jogada para fora quando os paramédicos entraram de helicóptero em campo. A bola precisa ser devolvida, afinal, a posse era nossa, dizem eles cheios de moral.

A FIFA já falou que a decisão de parar o jogo é do juiz, nenhum time tem o poder de deixar entrar a maca do Jornal dos Sports. Algumas práticas, como o Kleber pelo Gremio no Flamengo, já contestam este comportamento, que mais esconde abusos.

Sempre vale a discussão, até onde vai o Fair Play?

PS.: Só para balancear com o tom do post, um belo exemplo de jogo limpo.

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terça-feira, fevereiro 14th, 2012 Francisco Figueira

1 Comentário to Os paramédicos, as ambulâncias e os 90 minutos

  1. Infelizmente esse lance do fair play NUNCA sera visto no Brasil, pelo menos na primeira divisão… Triste realidade da “malandragem” brasileira!! Palmas pro tecnico!

  2. Marc Guerin - 14 de fevereiro de 2012

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