Os paramédicos, as ambulâncias e os 90 minutos
Alguns jogadores tem uma prática extremamente chata: valorizar o lance. Seja uma falta de raspão ou um empurrão mal dado, o alvo se joga ao chão e faz os espectadores pensarem na UTI e nos longos doze meses de recuperação pós-cirurgica.
A valorização também está na ausência de bola rolando. Qualquer um sabe que se, em um jogo de 90 minutos ininterruptos, se um time com a vantagem conseguir deixar a bola o máximo possível fora de jogo, esta equipe tem maior chance de levar a vitória. E seus jogadores valorizam. E caem pelas tabelas, escondem a bola, chamam a maca para cada unha encravada.
Depois, como se arautos da boa-fé, os mesmo jogadores exigem a devolução da bola, que teve que ser jogada para fora quando os paramédicos entraram de helicóptero em campo. A bola precisa ser devolvida, afinal, a posse era nossa, dizem eles cheios de moral.
A FIFA já falou que a decisão de parar o jogo é do juiz, nenhum time tem o poder de deixar entrar a maca do Jornal dos Sports. Algumas práticas, como o Kleber pelo Gremio no Flamengo, já contestam este comportamento, que mais esconde abusos.
Sempre vale a discussão, até onde vai o Fair Play?
PS.: Só para balancear com o tom do post, um belo exemplo de jogo limpo.



Infelizmente esse lance do fair play NUNCA sera visto no Brasil, pelo menos na primeira divisão… Triste realidade da “malandragem” brasileira!! Palmas pro tecnico!