Resenha #3

Clássico, mesmo nada valendo, é um  jogo chatinho toda vida. Mais nervoso e mais disputado, é nele que os jogadores realmente devem justificar seus vencimentos. E no domingo, alguns quiseram, outros não. Deus, como sempre, Antonio Carlos, Renato, como de hábito, Coqueirão (que faça aniversário sempre!), Lucas (sim, ele está jogando bem) e Andrezinho mostraram muito bem suas razões, mas o resto….

O resto tratou de perder gols. Foram 517 chances inimagináveis, que até poderiam nos levar a questionar a nossa capacidade de ganhar dos molambos. Mas ainda acho que não é o caso. Se existe algum problema, ele vem no mínimo desde a Geração Cuca e ninguém mais sobrou dessa época, salvo a torcida….

Alô Osvaldo! Cadê a aquela chegada do Renato de surpresa na linha de frente??? O esquema que valeu dos até os 10′ do segundo tempo, com Mago e Elkeson de pontas cada um na sua, é estático demais para o futebol moderno. A troca de posições de que tanto precisávamos durou só 10′ até a entrada do Herrera, aos 20′. Nesse curto tempo, tivemos dois bons lances que vieram de cruzamentos da direita: a cabeçada do Elke seguida da canelada do Locão e a cabeçada do 13 que tirou tinta. Mas com o Herrera em campo a zona e a correria, para variar, prevaleceram, e aí perdemos o rumo tático em troca do desespero.

Individualmente, Mattos correu e bateu; Herrera e Caio as nulidades e embromações a que já estamos acostumados; o Zen, coitado, pagou o pato, mas é bondoso demais até para reclamar disso (ponto para ele); Elkeson, Maicosuel, Loco, Herrera e Cracatua Ferreira, resolveram, por deliberação coletiva, não matar o jogo. Como o próprio Osvaldo falou, o juiz até pode ter influenciado no resultado, mas a incompetência do nosso time em matar o jogo influenciou ainda mais.

Agora dependemos dos outros para classificar, mas isso no Carioca não quer dizer absolutamente nada. O que conta nessa época do ano de tanto calor e de repetidos exercícios físicos é o entrosamento do time titular e dos principais reservas, é a definição precisa das funções táticas de cada jogador, para seguir rumo ao que interessa no ano: o título da Copa do Brasil.

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terça-feira, fevereiro 7th, 2012 Marcelo Figueira

1 Comentário to Resenha #3

  1. Finalmente alguém falando q o lucas tá jogando bem. Acredito q com uma sequência de jogos ele pode ser um bom lateral, claro q tá longe de ser craque mas pro nível dos laterais atuais tá d bom tamanho. Jogou a série b com cicinho do palmeiras e bruno do flu, dois dos laterais mais “falados” e foi eleito o melhor da posição. Melhorou muito na marcação desde que chegou ao clube.

  2. Carlos Bernardo - 7 de fevereiro de 2012

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