Guilherme Figueira

Enquanto isso, no salão de cabeleireiro do futebol.

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Rápido comentário: se o time encaixar, vai fazer barba e cabelo no campeonato. Porque o bigode é de respeito, e não pode ser feito de jeito nenhum.

terça-feira, março 9th, 2010 Guilherme Figueira Nenhum Comentário

Sem tempero, é isso aí.

especiarias

Em uma entrevista que deu na semana passada, Joel falou que os times dele jogam o feijão-com-arroz bem-feito. No caso do time do Botafogo, ele não tem ingredientes para fazer algum prato mais elaborado e, por isso, tratou de temperar seu feijão-com-arroz com muita aplicação tática e raça.

No entanto, o Botafogo que entrou em campo hoje, contra o único representante do futebol feminino carioca, estava absolutamente sem gosto, pra não dizer com gosto ruim. Sem raça e disciplina tática, somos um time ruim, que marca mal e não cria jogadas de ataque. Na boa da verdade, nossas únicas jogadas de ataque desde que o Joel assumiu têm sido a bola aérea e arrancadas isoladas de Caio, Herrera ou Marcelo Cordeiro. Só que hoje, elas não funcionaram. E aí, não temos outras alternativas, como tabelinhas, “1-2″ ou ultrapassagens dos laterais.

Por isso, a vitória do FluminenC foi justíssima. Pelo que me lembro, o Botafogo finalizou 3 vezes a gol. E ficou inteiramente perdido com a altíssima velocidade com que o FluminenC ataca. Abaixo, algumas observações sobre o jogo:

- Os dois gols do FluminenC foram idênticos: cruzamento da linha de fundo, conclusão dentro da área. Sendo que, no gol do Fred, eram dois marcando ele.
- Sei que serei criticado, mas o Leandro Guerreiro deveria ser barrado. A fase dele é péssima. E o aproveitamento dele nos passes é pífio. O primeiro gol que tomamos hoje nasceu de um erro bobo de passe dele.
- Embora eu sempre tenha defendido o Lúcio Flávio, ele é outro está se esforçando muito para perder a vaga de titular.
- Eduardo nunca deu e nunca dará.
- El Loco deveria tentar ir com a cabeça mesmo quando recebesse passe rasteiro.
- Danny Morais, Sandro Silva e Edno devem ser testados como titulares o quanto antes.
- Nunca achei que sentiria saudades do Alessandro. Como disse um amigo meu, nada é tão ruim que não possa piorar.
- Marcelo Cordeiro esteve muito mal hoje, tanto no apoio (o que não é comum), quanto na marcação (o que é bem comum).
- Caio foi muito bem marcado. Eram sempre 2 ou 3 na marcação dele. Não é sempre que vai poder decidir.

A derrota veio quando poderia vir. Por um lado, é bom porque dá uma baixada na bola do time.
E que o Chef Joel trate logo de temperar novamente esse arroz com feijão. A Cachorrada é chique e não come qualquer coisa.

domingo, março 7th, 2010 Guilherme Figueira Nenhum Comentário

Chapeuzinho Vermelho: a anti-fábula da Cachorrada.

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- Vovó, para que serve essa ouvidoria tão grande?
- É pra te ouvir pior.

A saga do novo plano sócio-torcedor continua. Como já era sócio-torcedor, fui em busca de descobrir a tal pergunta: o que será que aconteceria com os casos como o meu? Desde segunda-feira, ligo o dia inteiro para o telefone informado no site, mas sempre dá ocupado. Assim como o Marc, mandei inúmeras mensagens pelo site Sou Botafogo (que inexplicavelmente se chama Botafogo no Coração – talvez pela semelhança com o antigo plano) e nunca obtive resposta. E aí, também recorri à Ouvidoria.

No e-mail que enviei, tocava em três pontos:
1) Como estava a minha situação? Fui realmente transferido para o Botafogo Acima de Tudo, conforme foi dito em alguns sites, inclusive aqui? Se sim, não teria que haver uma comunicação oficial?
2) Caso eu tivesse sido transferido para o novo plano, como fazia para pegar minha carteirinha?
3) Meu login e senha no site se manteriam os mesmos?

No dia seguinte, o ouvidor me respondeu.

Sobre a minha situação, disse: “[...] Sobre a necessidade de migração, entendo que estamos resguardados, pois o regulamento de 2009 determinava o seguinte: “25. O programa de fidelidade “Botafogo no Coração” funcionará e terá validade até o último dia útil do ano de 2009. A partir de 2010, o Botafogo poderá renovar ou não o programa, definindo novos preços e novos benefícios de acordo com o seu exclusivo interesse”””.
Ou seja, parece que ele não “ouviu” muito bem a minha pergunta, já que sua resposta não teve nenhum sentido. Estamos quem? E resguardados de quê?

Sobre a comunicação oficial, suas palavras foram: “Não há dúvida que uma comunicação direta, voltada para cada sócio-torcedor, esclarecendo previamente as questões mais diretas deveria ter existido. A julgar pelo seu e-mail, imagino que ela não tenha existido. Se o que eu imagino estiver certo, nesse caso, peço-lhe desculpas.”
Desculpas? E isso vai resolver? Se eu chegar na porta do Engenhão e falar que o ouvidor do BFR me pediu desculpas, vou poder entrar no estádio como sócio-torcedor?

E sobre a carteirinha, falou: “Sobre esse ponto, vou redirecionar a sua dúvida à empresa Novo Traço, responsável pelo gerenciamento desse plano sócio-torcedor. Eles vão entrar em contato contigo, em um prazo bastante curto de tempo, para te esclarecer”.
O que é um período bastante curto? Lá se vão quatro dias sem qualquer telefonema.

Sobre o login e senhas, ele não fez qualquer menção.
E aqui continuo eu, sem saber qual o meu status como (sócio) torcedor.
Resta saber se as anti-fábulas têm finais felizes.

quinta-feira, março 4th, 2010 Guilherme Figueira 1 Comentário

Essa matemática ainda vai me engolir.

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Esquisitíssima essa decisão da CBF de tirar três pontos do São Raimundo em um campeonato de mata-mata, como a Copa do Brasil. Claro que para nós, Botafoguense, foi uma ótima notícia – aposto que boa parte da Cachorrad, e eu sou um deles, estava com medo desse jogo, é típico nosso entregar em situações como essas – mas que é esquisito, isso é. Para o São Raimundo se classificar, tem que ganhar, primeiro no jogo e, depois, nos pênaltis. Fico imaginando o inverso: um time que está em primeiro em um campeonato de pontos corridos perder o caneco para o vice, simplesmente porque o vice venceu os dois confrontos diretos contra ele Ou seja, o “mata-mata” que tinha dentro do campeonato de pontos corridos.

Sei lá, mas essa matemática ainda vai me engolir.

quinta-feira, março 4th, 2010 Guilherme Figueira 2 Comentários

Sócio-Torcedor: um bom começo.

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Não sei ainda como será o novo programa de Sócio-Torcedor, que está sendo apresentado em cerimônia que acontece nesse momento no Engenhão. No entanto, uma escolha foi acertadíssima: a do garoto-propaganda, Marcelo Adnet.

Além de um botafoguense apaixonado, Adnet é engraçado, carismático e um fenômeno de popularidade, tendo se tornado um grande ídolo dos jovens. Jovens esses, que estão sumidos dos estádios em jogos do Glorioso. Desde que assumiu seu mandato, a atual diretoria discute os porquês de a cachorrada não comparecer mais em grande número aos estádios. Dentre as possíveis causas levantadas, estão a falta de um time competitivo – basta lembrar que a torcida compareceu em massa em jogos decisivos, à exceção das finais com o Flamengo (pelo medo da violência e de mais um vice) – e um possível envelhecimento da torcida.

Diante disso, ninguém poderia ser melhor do que o Adnet para fazer brilhar novamente a estrela nos peitos jovens, onde ela anda meio ofuscada. Mas é claro que o time e o próprio programa de sócio-torcedor têm que ser atrativos.

quinta-feira, fevereiro 25th, 2010 Guilherme Figueira Nenhum Comentário

Coluna da Beth Fogo.

Imagem2Tive o prazer de ser convidada pelo presidente Maurício Assumpção para a festa de comemoração do título da Taça Guanabara, na Estrela do Sul, aquela churrascaria que fica ali ao lado da nossa sede. Uma maravilha de festa. Abaixo, um breve relato do que vi por lá.

“Desce uma picanha mal passada!”, pediu para o garçom um sorridente André Silva, ainda em pé, antes mesmo de escolher a mesa onde sentaria. Ao seu lado, Joel Santana pegou um chopp e avisou: “Hoje é dia de festa, eu mereço”.
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Em um canto, chorando sozinho, estava Leandro Guerreiro. Ao ver a cena, o capitão Lúcio Flávio se aproximou.
- O que houve, Guerreiro? Muita emoção?
- Não, Lúcio. Tô com medo de perdermos o campeonato…
- Leandro, levanta essa cabeça. Ganhamos o primeiro turno, não tem nada perdido ainda. Vamos dar a volta por cima, Guerreiro!
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Em frente à mesa de saladas, Jefferson jogava ovos de codorna na parede e fazia pontes para defendê-los quando voltavam.
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Sentado na mesa, Fahel tentou servir um pedaço de carne para Renato Cajá, mas acabou errando o prato dele. Se ele não acerta nem uma bola para os companheiros, não seria um pedaço de carne que ia acertar.
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À essa altura, Joel já estava em seu oitavo chopp: “Hoje é dia de festa, eu mereço”.
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Já André Silva atacava em seu oitavo prato de comida. Ao seu lado, estavam Somália e um preparador físico, que repetia sem parar “Vamos, Somália, no mesmo ritmo do André!! Você precisa engordar!!”.
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O Rebolation tocava pela décima vez consecutiva e El Loco se acabava na pista, dançando com a cabeça no chão. Afinal, com os pés ele não tem habilidade. Enquanto isso, Eduardo fazia um trenzinho com sete loiras.
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Em uma outra mesa, Maurício Assumpção examinava cuidadosamente a boca de Wellington Júnior, que reclamava de um pedaço de carne entre os caninos.
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Herrera queria um copo de água. Mas em vez de chamar os garçons na mesa, preferiu ficar correndo atrás deles.
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Joel foi para o seu décimo-terceiro chopp: “Hoje é dia de festa, eu mereço”. André Silva foi para o seu décimo-terceiro prato.
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Com um uísque na mão, Eduardo telefonava para mais sete loiras, convidando-as pra festinha. “Essas são pro Fábio Ferreira e pro
Gabriel”, avisou para Túlio Souza, que lamentou não poder chamar uma, já que, com dores no púbis, ia acabar fazendo feio com ela.
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Sempre atrasado, Wellington chegou.
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O garçom assinalou o vigésimo chopp na prancheta de Joel: “Hoje é dia de festa, eu mereço”. André Silva chegou a seu vigésimo
prato. Somália chegou a seu vigésimo minuto no banheiro.
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Lúcio Flávio, Leandro Guerreiro e Fahel foram embora para casa.
Eduardo, Gabriel e Fábio Ferreira foram embora para casa. De massagem.
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No final da festa, um barraco na entrada da churrascaria. Alegando estarem atrás de uma night, Vagner Love e Adriano tentaram invadir a festa, sem se importarem que era do Botafogo. “Quero só curtir uma festa, parceiro!” – repetia incessantemente o
pseudo-artilheiro do amor. Mas os seguranças não os deixaram entrar, mesmo com a ameaça do pseudo-imperador em chamar seus amigos da Vila Cruzeiro.
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Ao saber do episódio, Joel propôs um brinde, em seu trigésimo-segundo chopp, cantando “dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe ôôôô, cadé o império do amor?”. Todos os que estavam na festa cantaram junto. Menos o André Silva, porque é feio falar de boca cheia.

quarta-feira, fevereiro 24th, 2010 Guilherme Figueira 2 Comentários

Eles só queriam ser a gente…

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Não dou uma semana para o FluminenC, único representante do futebol feminino do Rio, anunciar o interesse em Macnelly Torres.

terça-feira, fevereiro 23rd, 2010 Guilherme Figueira 6 Comentários