Lucas Habib
Até quando?

Espero que a diretoria convença o empresário do Caio a mante-lo, ao menos, até o fim do Brasileiro deste ano.
O argumento é simples. Basta o próprio jogador acreditar que poderá manter o nível de suas atuações para que se valorize ainda mais.
Algo que Maicosuel parece não ter acreditado aceitando (sim, a verdade é que ele poderia ter batido o pé para ficar mais tempo) uma transferência em valores muito menores do que seu real valor de mercado.
Outra medida urgente é alterar seu sálario para que assim a multa rescisória também fique mais alta.
Abre o olho diretoria!
Queda de Braço
A coluna Panorama Esportivo, do jornal “O Globo” informa que o clima está pesado entre o gerente de futebol, Anderson Barros e papai Joel.
Diz a coluna que Joel está chateado com o gerente, que vetou a contratação de Jean (aquele ex- fRa, Vasquin, Flor…), que foi dispensado do Santos e está sem clube há alguns meses.
Na verdade, Jean vem sendo constantemente oferecido ao Botafogo desde o fim do ano passado por seu empresário, Léo Rabelo, o mesmo que aproximou Joel do Botafogo.
Independentemente de quem indicou, Joel queria sua contratação, mas Anderson analisa que o jogador não dará o retorno esperado.
Incrível é que mesmo na primeira vez que Anderson Barros age da foram correta (pelo menos com alguma repercussão) ele consegue arrumar confusão!!!
O desejo de Joel em contar com Jean comprova o que disse abaixo. Ele não é um treinador pra montar elenco ou para temporadas completas… Jean é simplesmente uma nulidade, no melhor estilo “me engana que eu gosto”. Corre, corre, mas erra passes e perde gols!
É triste admitir, mas espero que Anderson Barros vença essa disputa interna, sem que haja uma repercussão ruim internamente.
E não custa nada torcer para que Joel acorde!!! Afinal, ele sabe fazer um time jogar, mas…
A cura
Após um longo hiato, consigo, finalmente, voltar a ser um blogueiro.
Na verdade, pouco importa a quem lê esse blog se eu estava ausente ou não. A questão é o motivo de minha ausência.
Embora seja chato voltar ao tema, confesso que sucumbi diante da goleada imposta pelo WascO. Além do resultado em si ter sido impactante, as perspectivas do clube eram muito ruins, desde o ano passado, e tudo isso somado me levou ao desespero.
Com isso, resolvi parar de escrever para tentar não contaminar aos que aqui buscarm algum tipo incentivo ou sei lá o quê. Só sei que cheguei a conclusão que o torcedor botafoguense não precisava de mais um colega pessimista e deprimido.
Sim. Entrei em depressão com relação ao Botafogo.
É triste admitir, mas é verdade.
Contratações duvidosas ou comprovadamente ruins. Gerente de futebol envolvido com empresário, patrocínio inexistente, promessas de campanha não cumpridas, torcida ausente e inoperante, mesmo após ter sido humilhada.
A demissão de Seu Estevam foi um alento, mas não uma solução pra mim, eis que o time continuava (e continua) a ser limitado. Isso sem contar todos os aspectos externos que ainda persistem.
Achei a contratação de papai Joel interessante, principalmente porque ele é reconhecidamente um excelente bombeiro, mas tive (e ainda tenho) dúvidas quanto a capacidade dele comandar o time a temporada inteira. Afinal, quantas vezes ele conseguiu isso nos diversos times treinou?
Mas agora, honestamente, nada disso importa muito.
Papai Joel conseguiu o que provavelmente nenhum outro treinador no Brasil conseguiria: recuperou a auto estima da torcida.
Nunca um título de turno foi tão – justamente – comemorado. Basta lembrarmos do nosso sentimento ao vencermos os outros turnos que nos credenciaram às últimas 4 finais de estadual.
O passo mais importante foi dado. A torcida está feliz e contende. O clube, pela primeira vez em anos, agiu corretamente na área do marketing usando o – pequeno – bom momento para lançar um novo sócio torcedor (frustante, é verdade) e, aparentemente, elevamos as negociações de patrocínio a um patamar mais justo.
Eu voltei a ser botafoguense saudável!
Percebi, mais uma vez, que o Botafogo é eterno, lindo e surpreendente. Como é bom ser botafoguense.
Aí papai!!!!
Algumas verdades
Provas de que Seu Estevam foi tarde:
O time montado por ele não marca e não tem saída de bola.
Jair Ventura (ou Joel Santana, já que não sabemos o que aconteceu no vestiário) precisou de apenas 45 minutos para enxergar que;
- Marcelo cordeiro não é lateral, é ala. Colocou alguém ali pra tapar o buraco e mandou ele apoiar.
- Já que um dos laterais é ala, o esquema deve ser 3-5-2. Colocou o Fahel de terceiro zagueiro e ficamos menos expostos. O problema é que era o Fahel.
- Lúcio Flávio deve jogar fazendo a saída de bola. Isso até Seu Estevam tinha percebido ano passado, mas esqueceu sabe-se lá por quê.
Além disso:
Quando Deus está nervoso é sinal de que algo está errado.
Alessandro é nojento.
Wellington é banana de pijamas. Banana podre.
Renato é titular.
O quadrado Lúcio Flávio, Renato, Herrera e Abreu pode dar certo. Falta acertar o resto.
El Loco foi uma contratação acertada.
E mais:
Nada justifica a humilhação de domingo, mas acho que a preparação física tem uma parcela grande.
Digo logo que gostava muito do trabalho de Lino Fachini, mas, aparentemente, a pré-temporada foi totalmente focada em trabalho de força e isso deixa os jogadores sem explosão e sem mobilidade.
Isso ficou claro no jogo de hoje e em pelo menos 3 gols de domingo.
A ferida vai demorar muito a cicatrizar. Muito!
Extracampo. Ou Dinamite-se, parte II
Ao ler o diário Lance de ontem, 23/01, pude ver como o presidente do nosso rival de hoje é incompetente, incoerente, infeliz e oportunista (há outras qualidades impublicáveis e outras para as quais precisaria de provas)
Infelizmente me sinto obrigado a voltar ao tema, já que o “senhor da verdade” insiste em repetir asneiras.
Primeiro ele diz que quer a mudança do local da partida por questões de segurança. Mentira!
Agora, como seu pedido foi sumariamente ignorado, ele volta suas críticas ao estado do gramado, dizendo que o clássico deveria ter sido transferido por este motivo.
É verdade que o gramado do Engenhão está uma lástima, por conta da troca da grama realizada recentemente. Incompetência da diretoria alvinegra, que deveria ter providenciado a reforma no primeiro dia após o término do Brasileiro, para que assim houvesse tempo hábil para finalização da obra (O Marc já fez uma abordagem mais completa sobre isso. Clique aqui.)
A questão é que não é essa a preocupação do dirigente cruzmaltino.
Se fosse, ele deveria ter justificado seu pedido de transferência do clássico com base no gramado, e não no infundado argumento da segurança.
Engraçado é que não apareceu nenhum repórter competente para perguntar: Sr. presidente, o que o Sr. quer afinal de contas?
A resposta nós sabemos, mas temos de ouvir da boca do próprio…
ps: nesse sentindo considero perfeita a atitude da diretoria em “bater o pé” e refutar qualquer argumento contrário ao Engenhão. Espero que mudem a postura também com relação ao ínfimo aluguel cobrado para uso do estádio por terceiros.
Filosofando com Seu Estevam

“Garoto é que nem bebê, a gente nunca sabe quando vai fazer xixi. O atleta demora a adquirir maturidade”. (Seu Estevam se referindo a Jorge Luiz, 22/01/10)
Ainda é cedo?
Os mais desesperados já devem estar temendo novo sofrimento no Brasileiro deste ano.
Eu, embora já preocupado, ainda acho que não podemos diagnosticar nada. Podemos apenas dizer que falta muito pra esse grupo de jogadores se tornar um time.
Todos sabemos também que o tempo de pré-temporada foi ínfimo – muito por culpa dos atrasos nas contratações -, então estou tentando enxergar esses primeiros jogos de uma forma bem mais complacente.
Fato é que existem algumas verdades que todos nós já sabemos há tempos.
Sobre o jogo:
Jéferson – é Deus. Portanto, quem foi aquele sujeito que teve a cara de pau de trombar com ele dentro da área?
Alessandro – talvez essa seja a verdade mais clara de todas. Pelo amor de Deus!!!!! Já o defendi algumas vezes pela raça demonstrada em campo, mas além de ser sofrível tecnicamente é totalmente descontrolado emocionalmente. Quantas vezes já foi expulso em clássicos??? Aliás, com essas vaias logo no início da temporada, me arrisco a dizer que será expulso contra o Vasco, no domingo? Alguém aposta?
Quero ver o Pará jogando, já!
Wellington – até que foi bem. O problema é que não passa firmeza. Errou um passe grotesco. É muito novo e ainda pode melhorar. Tem um excelente desarme rasteiro e não compromete nas bolas aéreas.
Antônio Carlos – Não comprometeu. Vale lembrar que a proteção à zaga praticamente não existiu. Os zagueiros estavam sempre no mano a mano.
Marcelo Cordeiro – Algumas qualidades, principalmente no posicionamente ofensivo. O problema é que não acertou 1 cruzamento. Nem um!
LG – Normal. Sobrecarregado como sempre.
Fahel – Normal. Ou seja, HORRÍVEL. Vai saber o que faz pra ser titular…
Eduardo – Errou um passe de 2 metros, como sempre faz em todos os jogos. Por que será? Pode parecer contraditório, mas tecnicamente ele não é dos piores, mas se acha dos melhores. E isso não dá certo. Talvez sirva pra ficar no banco. Talvez.
LF – não acho que tenha ido tão mal até quando perdeu o pênalti. Talvez tenha se abatido com as vaias após o lance, mas, a verdade é que ele não tem culhão (desculpem o termo, mas é exatamente isso) pra ser “maestro”. Pelo menos, desde que Seu Estevam assumiu, tem marcado, corrido e dado até carrinho.
Jorge Luiz – quem? Não vi. Acertou 1 único cruzamento. Merece outras chances, principalmente na posição de origem, simplesmente porque é garoto e é “nosso”.
Herrera – a raça vale por muito. É esperto e ainda tá fazendo gol. É o cara.
Renato – 2 lances muito interessantes. O do gol principalmente. A matada de bola e a conclusão são animadoras.
Caio – Estava apagado até o lance do pênalti, mas valeu a pena esperar. É rápido, objetivo e tem personalidade.
Seu Estevam – não gosto muito, mas não credito (ainda) a ele a dificuldade pela vitória. Aliás, foi interessante ver ele dando instruções no tempo técnico. Aparentemente, é fácil entender o que ele quer e ele pede o que deve ser pedido. Qual a dificuldade então? Aí que eu comecei a me desesperar…

