Marcelo Figueira
Selecionáveis Alvinegros
El Loco comentando sobre a Copa do Mundo e, depois, papeando com Deus:
Deus é Brasileiro!
“O Botafogo representa tudo. Agradeço a todas as pessoas que fizeram um esforço para que pudesse voltar ao clube. Dedico essa convocação a todos os botafoguenses. O Botafogo é um clube grande, que merece ter jogadores na Seleção Brasileira sempre.“
Primeiras Medidas
Há pouco o Botafogo anunciou a contratação de Marcelo Mattos e Elizeu.
Ambos vêm para preencher a maior carência do nosso elenco, os volantes. Como dito por aqui inúmeras vezes, LG não dá mais; um bom banco e olhe lá. Sandro Silva se foi (não que era a última maçã do pomar) e sobramos com Tulio Souza e outros Araruamas da vida.
O reconhecimento dessa necessidade não é à toa. Hoje, com a forma física atingindo os limites do aceitável, o futebol não começa mais por um camisa 10. Só os mais românticos ainda acreditam nisso.
Os gols se polarizaram entre jogadas de contra-ataque e de bolas parada. Times que mantém a posse de bola (o barça e a sua filial seleção espanhola) encantam pelo toque de bola. Times mais moderninhos fazem do contra-ataque uma arma mortal e bela de se ver (vide a alemanha na Copa de 2010).
O rabugento muricy, tri-campeão brasileiro em sequência, já deu a dica há muito tempo. Disse em uma longínqua entrevista que o futebol começa nos pés dos camisas 5 e 8 e a cada dia eles se tornam mais importantes para o time. Para comprovar sua tese, bastava ver o esquema de jogo adotado pelos bambis paulistas entre 2006 e 2008 com meio-campistas que sabiam defender ocupando as alas do campo (como jorge wágner e richarlyson).
Nesse sentido, a meu ver, a contratação de Marcelo Mattos parece boa se ele ainda tiver gana para jogar em alto nível. Ele é um jogador que, para a sua posição, está no ponto ideal entre o auge do vigor físico e a experiência exigida. O problema é que ele tinha um salário caro. Aguardemos mais detalhes da negociação para descobrir as questões financeiras. Sua colocação no time é uma incógnita, mas ele tem vaga tanto como primeiro quanto como segundo cão-de-guarda.
A aposta em Elizeu, ex-sport e ex-internacional, parece válida pela possibilidade de descobrir um novo talento, mas devemos abrir o olho. O rapaz fugiu do clube pernambucano na véspera de um jogo contra os mulambos e conseguiu a liberação na justiça trabalhista (provavelmente aliciado pelo clube gaúcho). Em maio desse ano, o inter pagou R$1.000.000,00 a uma empresa pelos 50% dos seus direitos econômicos. Se ele pegou um quê da experiência, do senso de colocação e da roubada de bola do guiñazu, teremos um professor para os nossos garotos.
PS. A outra notícia do dia foi o retorno de Élvis, que se destacou numa das viagens dos juniores à Europa, ao paraná clube.
Vídeo da Semana #23
Antecipando a edição de sexta-feira:
Curiosas Novidades da Copa
Terminada a Copa do Mundo, chegou a hora de voltarmos nossa atenção ao já saudoso Campeonato Brasileiro, simplesmente pelas iminentes estreias do Mago e do Jóbgol.
Mas antes de entrar nesse mérito, penso que vale a pena tocar em um assunto diferente por essas bandas: nesta Copa do Mundo, quais foram os benefícios que a tecnologia trouxe para o torcedor, e não para o espetáculo (alô, Dona Fifa!) . Para ser mais preciso, resumirei o que foi visto de novidade pela internet ao longo desse último mês.
Sem sombra de dúvidas, a moda da vez foram os infográficos, que começaram antes mesmo de 11 de junho com a espetacular tabela do espanhol Marca. Mas sobre o jogo propriamente dito, vimos algumas novas ferramentas interessantes.
A ScoreGrid trouxe um mapa no qual é possível ver a trajetória da bola ao longo do jogo, alguns heat maps indicando as regiões do campo aonde ele é disputado, bem como as estatísticas da posse de bola. A Umbro, por sua vez, criou um blog que media o volume de jogo de cada time, combinando os passes trocados com as ações importantes.
Para a comparação dos jogadores e das estatísticas, o NYTimes usou dados fornecidos pela Match Analisys para dar suas informações sobre cada o jogo, enquanto que o site Visual Sport era muito mais preciso com o Compare Players Tool .
Já para os jornalistas, foram criadas algumas ferramentas que mediam o burburinho de cada jogo / ação promovia na grande rede.
Nesse caso, temos a CNN que, ao criar o TwitterBuzz com objetivo de saber o que as pessoas comentavam online, pretendia apontar os tópicos mais tweetados por determinado período e destacava a importância desse ou daquele assunto. O inglês Guardian também usou o Twitter para dar as suas informações no World Cup Match Replay. O NYTimes também não passou batido e construiu ferramenta semelhante, com foco no Facebook: o Top World Cup Player on Facebook.
Para medir o benefício de cada patrocinador da Copa ($$$), o lainformacion.com montou o seu esquema tático:
Enfim, no fundo no fundo, isso tudo serviu para (i) os especialistas de plantão definirem se a seleção da Espanha (que, guardadas as devidas proporções, me lembrou o Carrossel Alvinegro de 2007) joga no 4-5-1 ou no 4-2-3-1; (ii) para os viciados em internet, terem mais brinquedinhos para justificar suas loucas conclusões futebolísticas; (iii) para os profissionais do esporte bretão conseguirem analisar melhor o que vem sendo praticado em termos de tática e forma de jogar.
PS. Tirei tudo isso do Weblog do Tiago Dória.
Vídeo da Semana #22
“Um gol do futebol arte.”
PS. Parabéns, Guilherme Figueira! Muitas felicidades e muitos anos de vida a ti, Genial Botafoguense.
As emoções ratificam Abreu
Texto bem legal de Marcus Alves publicado no site da ESPN sobre o W. S. Abreu G.:
Tenho muito pouco apreço por pessoas certinhas. Dessas que acham que a vida acaba aos 25. Que o que resta a elas é se juntar a alguém e por ali ficar, com uma rotina regrada, até o fim dos dias. Em alguns casos, vá lá, é justificável, tem algo por trás de tudo aquilo, mas, em boa parte, é pura questão de comodidade, conformismo. Não dá para entender. Mas cada um sabe o que é melhor para si.
Sebastián Abreu é desses que casou cedo. Poderia estar por aí, jogando num Danubio, Defensor da vida e perto de sua família. Não é o caso. Preferiu rodar o mundo. Foram 17 clubes em não sei quantos anos de carreira. Alguns países conhecidos. Sempre com mulher e filhos a tiracolo. Ele garante. Nunca tiveram problema de adaptação. Que bom. Puderam testemunhar de perto algumas de suas loucuras.
Sim, porque as aparências enganam. Abreu não é desse tipo que parte para o matrimônio ainda jovem e abre mão de alguma dose de emoção em seu dia-a-dia. Ele, não. O atacante tem no futebol o refúgio para essas coisas. Ali, dentro de campo, se sente muito à vontade. É terreno conhecido. Sabe onde pisa. Não estranha em nada tudo aquilo.
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