Marcelo Figueira

O Passarinho e o Caio Junior

Fim de ano se aproxima e o Glorioso entra em ebulição. A conturbada saída do Caio Junior foi demais para o descanso do passarinho e o fez bater asas na direção de General Severiano. Em boa e rápida conversa, descobriu que nada que está na imprensa relata a verdade (como de hábito no Botafogo, devido ao bom trabalho do Departamento de Futebol).

O que de fato aconteceu foi um pedido de demissão, partindo do próprio Caio Junior, na noite de quarta-feira. Logo em seguida, tentaram convencê-lo a ficar e liderar o time nessa reta final, apesar de todo a pressão que se sucederia. Ele pediu um tempo para pensar e na quinta-feira pela manhã anunciou sua decisão pela saída.

As respostas dadas nas entrevistas, até aqui, abordam o assunto quase sempre indiretamente. Quando obrigada a dar uma resposta direta, a Diretoria, com a educação e o respeito de um Sir inglês, poupa a fraqueza de nosso ex-treinador.

O passarinho, então, voltou lentamente ao seu ninho, orando por dias melhores.

sexta-feira, novembro 18th, 2011 Marcelo Figueira 2 Comentários

A Queda

Tarde ou cedo, decisão correta ou errada, nada mais importa, pois foi-se Caio Junior.

@AndreMarquesRG: “Atenção: Caio Júnior não é mais o técnico do Botafogo! Mais informações em instantes na sua #RádioGlobo
Agora é levantar a cabeça para os céus e orar pela não vinda do Capita e para que a vaga na libertadores nos caia nas mãos por um milagre. Pois com o futebol jogado recentemente, nem no Parapan ganhamos alguma coisa.

quinta-feira, novembro 17th, 2011 Marcelo Figueira 1 Comentário

A Xepa

A xepa. Seja na feira ou no quartel, ela não é benquista. Mas no futebol é diferente: dela não se pode abrir mão. E essa rejeição foi fundamental para a derrota no jogo de sábado.

Temos um time que se impõe contra não importa quem seja quando joga no Niltão e outro que se adapta ao ímpeto adversário quando atua longe dele. Essa tática, até hoje, foi muito criticada e elogiada, mas, depois que encaixou, deu-nos muitas alegrias pois íamos ao Niltão para ver goleadas ou vitórias sem grandes sofrimentos (à exceção do jogo contra os bambis paulistas).

E isso tudo logo na 32ª rodada, quando tínhamos em mãos a terceira chance de passar a dar as cartas no campeonato, resolvemos mudar nossa característica. A torcida, acostumada à avassaladora pressão inicial e aos gols no primeiro tempo, assistiu incrédula a um enorme respeito ao poderosíssimo figueirense. E esse respeito veio na forma da mudança do 4-2-3-1 avançado (ou 4-3-3, como queiram) com constantes trocas de posições e compensações táticas para o 4-3-2-1 estático e burocrático, sob o argumento implícito de se proteger dos perigosíssimos wellington nem e julio cesar.

A mudança foi a simples substituição de um jogador limitado, mas eficiente para os fins a que se presta: o Herrera contagia o time desde o início com sua correria quase sempre sem sentido ou direção. Com o estrago já feito, um dos grandes vencedores do concurso de vídeos do intervalo, me soltou a grande pérola do jogo: “quem é essa pǿ®®@ de figueirense que merece tanto respeito?”

O motivo tático do desastre foi somente um: a xepa; ou, em bom futebolês, a sobra. Abrimos mão dela porque nossa tão elogiada meiúca não se adaptou à nova formação e porque o time deles é bem treinado demais. Marcelo Matos, mais à esquerda do que de costume, foi nulo no primeiro tempo; Renato, enfiado no meio dos volantes adversários, perdera a função de verdadeiro organizador (enquanto cabeça-de-área); Léo, coitado, pagou o pato pela mudança tática e não deve mais jogar esse ano. Com esse distúrbio organizacional, não pegamos uma sobra sequer no primeiro tempo. Cada tirada de bola da área ou corte de passe na intermediária tinha endereço certo: os pés de seus atacantes para os contra-ataques infrutíferos. Somente no segundo tempo, na base do abafa, vimos a pressão Gloriosa a que estamos habituados.

Mas aí surgiu um novo problema bastante incomum: os erros individuais. Deus mais parecendo coroinha, Renato errando passes (?!), Elkeson zunindo a bola, Maicosuel evitando a linha de fundo e Cortês com medo de ir ao ataque. Diante disso tudo, descobrimos que não era dia. E quando não é dia…

Pelo menos, o domingo foi amigo e o título continua muito próximo. Permanecemos a três pontos dos líderes e só fomos ultrapassados pelos bambis cariocas, contra quem ainda jogamos.

A despeito do erro na escalação inicial, acho o Caio Junior um excelente técnico. Em muito pouco tempo nos arrancou fora a mentalidade defensiva do joel (que afunda o cruzeiro até hoje) e emplacou um esquema tático bonito de se ver, tanto que ainda estamos na zona da Libertadores e a um jogo da liderança. E por isso, Glorioso, que no próximo domingo seu lugar é apoiando o time até o último segundo no Niltão.

segunda-feira, novembro 7th, 2011 Marcelo Figueira 6 Comentários

Dentro do Esperado

O jogo contra o Cruzeiro foi fácil. Sim, foi muito fácil. Criamos quatro boas chances de gol (Herrera, Herrera, Loco e Caio) e fizemos uma só. Em contrapartida, estivemos perto do precipício apenas duas vezes: uma no primeiro tempo (que Deus salvou) e outra no segundo, com o montillo, que se tivesse entrado, eu agradeceria por estar no estádio e ver a pintura ao vivo.

 Em alguns momentos do segundo tempo cedemos o campo e a bola, é verdade. Mas já havíamos feito isso contra palmeiras, ceará, atlético-PR e são paulo (outros jogos recentes em casa que saímos na frente) e essa parece ser a tônica da equipe em casa: abrir o placar, se defender de forma compacta e esperar um contra-ataque avassalador que não tenha o Caio ou o Herrera na ponta final.

O principal ponto positivo foi a lambança do juiz, que não quis ver o recuo do diego renan no final do primeiro tempo. A sacanagem atingiu em cheio o orgulho da torcida, que se mostrava tímida até então e passou a gritar uníssona com o fôlego de um verdadeiro campeão brasileiro até o fim do jogo. O time recebeu o empurrão, se manteve de pé e abriu o placar num petardo de cabeça do Locão. Depois foi só aguardar o apito final para comemorar mais três pontos, que nos colocaram a um jogo da liderança.

Os outros destaques foram:

  • a zaga, que conseguiu novamente se organizar de forma concisa e impedir as tentativas adversárias, mesmo com o Léo, segundo reserva na cabeça de área;
  • a boa apresentação defensiva do Alessandro, apesar de, no ataque, eu o enxergar como um menino de cinco anos que está dentro da piscina, mas  sempre fica no meio do caminho (aonde ainda dá pé) com medo de chegar ao fundo;
  • as funções táticas exemplarmente exercidas pelos nossos meias Elkeson e Maicosuel, com trocas constantes de posicionamento e cobertura precisa aos defensores;
  • a constatação de que o Maicosuel é botafoguense para c@®@|#0. Fez uma apresentação exuberante e se entregou até o último segundo. Resultado:

 

 Os pontos negativos foram todos da torcida: presença ridícula para quem briga pelo título, pancadaria e uma garrafa jogada no gramado.

Agora é hora de o time descansar para um joguinho complicado no próximo sábado (que tem no contra-ataque sua principal arma fora de casa, aonde já ganhou 5 vezes) e de 45.000 Gloriosos comprarem ingresso para não deixar um lugar vazio sequer contra o azarão da corrida para a Libertadores 2012. Mas, por favor, se você for, vá para torcer.

segunda-feira, outubro 31st, 2011 Marcelo Figueira 2 Comentários

Mais que Mil Palavras

sábado, setembro 24th, 2011 Marcelo Figueira Nenhum Comentário

Nascedouro de Craques

Marechal Hermes volta a ser nosso!

terça-feira, julho 19th, 2011 Marcelo Figueira 1 Comentário

Promessas

A revista portuguesa futebol finance varreu o mercado sulamericano e fez uma lista das melhores compras nesse inverno. Nenhum Glorioso na lista, infelizmente.

Mas considerando que já temos uma razoável infra-estrutura e uma administração bem organizada, que servirão de base para os tão sonhados títulos, acho que devemos preencher a vaga do Arévalo (o ainda Alvinegro que parou o messi) com:

- Bryan Carrasco, chileno, 1m,69, 19 anos, meio de campo – Audax Italiano: €300.000

- Pedro Franco, colombiano, 1m,82, 20 anos, meio de campo – Milionários: até €375.000

- Felipe Gutiérrez, chileno, 1m,70, 20 anos, meio de campo – Universidad Católica: até €800.000

- Michael Hoyos, argentino, 1m85, 19 anos, meio de campo – Estudiantes de la Plata: até €600.000

- Cristián Palacios, uruguaio, 1m.71, 19 anos, meio de campo – Peñarol: até €200.000

Para conhecer a matéria completa visite:

http://www.futebolfinance.com/os-20-negocios-de-jogadores-que-recomendamos-em-2011-america

segunda-feira, julho 18th, 2011 Marcelo Figueira Nenhum Comentário

Vídeo da Semana #43

O facebook oficial do Glorioso publicou o vídeo dessa semana: a redação inteira do Lance! comemorando a cavadinha do Loco contra gana na copa do mundo.

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sábado, junho 25th, 2011 Marcelo Figueira 1 Comentário

Felipe Menezes

Seu empréstimo de um ano acaba de ser anunciado no site oficial.

terça-feira, junho 21st, 2011 Marcelo Figueira 3 Comentários

Chupa, cruzeiro!

Depois de anunciar a convocação do fabio e do henrique, o cruzeiro deu com os burros n’água… Jefferson, melhor goleiro brasileiro hoje, foi convocado para dar o mínimo de graça à amarelinha!

quarta-feira, junho 15th, 2011 Marcelo Figueira Nenhum Comentário
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