Guilherme Figueira

No fim do jejum de 21 anos, em 89, eu estava lá.
No bicampeonato de 90, eu estava lá.
Na conquista da Conmebol de 93, eu estava lá.
Nas finais do Brasileiro de 95, eu estava lá – tanto no Maraca, quanto no Pacaembu, onde tive que torcer comedidamente porque acabei sentado no meio da torcida do Peixe.
Na conquista da Taça Maravilhosa de 96, eu estava lá.
Na final do Estadual de 97, eu estava lá, fazendo a dança da bundinha junto com o Gonçalves.
Na final do Rio-São Paulo de 98, eu estava lá.
Na final da Copa do Brasil de 99, eu estava lá. Se saí decepcionado, pelo menos vi um dos Maracanãs mais bonitos da história.
Na última rodada do Brasileiro de 99, contra o Guarani, eu estava lá, e vi o Reidner marcar o gol que nos livrou do rebaixamento.
No jogo contra o São Paulo, em 2002, no Caio Martins, eu estava lá, e vi o Dill nos rebaixar.
No jogo contra o Marília que marcou a nossa volta à Primeirona, eu estava lá.
Na final do Estadual de 2006, eu estava lá para gritar “É campeão”.
Nas finais do tri-vice, eu estava lá.
No próximo jogo, seja ele qual for, tenha a certeza de que vou estar lá.

Muito prazer, sou Guilherme Figueira e minha vocação é ser Botafoguense.
Trabalho árduo, mas muito recompensante. Só quem ama entende.


Procura-se um assassino.

domingo, 5 de fevereiro de 2012 - Postado por Guilherme Figueira

Algum jogador do Botafogo precisa aprender a matar um jogo.
Se alguém achar, a recompensa pode vir em títulos.


Nova linha de produtos do Botafogo.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012 - Postado por Guilherme Figueira

Todos os modelos de chuveirinho você encontra aqui. E isso porque temos três meias, supostamente para fazerem a bola rolar. Ah, e ao que tudo indica, em breve também lançaremos uma linha de peneiras para a zaga.

Mais um tropeço. O calor, o horário e o início de temporada serão culpados. Talvez porque eles não foram para a área cabecear. E para trazer o Fellype Gabriel, era melhor trazer o Finnazi.


Era uma vez o passado.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012 - Postado por Guilherme Figueira


Todo fim de semana no Engenho de Dentro é a mesma coisa. O ansioso sol, o primeiro a chegar, vai de casa em casa, porque lá elas ainda existem, convocando seus moradores a se juntarem a ele nas calçadas. As cadeiras são fincadas e, sob elas, os moradores se deliciam esperando sem pressa alguma a hora de dormir, para então dormirem, acordarem e repetirem o ritual.

Todo ritual tem seus símbolos. O fim de semana no subúrbio não é diferente. Para acompanhar o prazer do ócio, um bom papo com os vizinhos, uma cerveja gelada e um petisco. Está aí a única coisa que legitima levantar das cadeiras: a ida até o bar de alguém. Porque nos resquícios de antigamente guardados no subúrbio, os bares ainda são conhecidos pelos nomes dos seus donos.

Em dia de jogo, a rotina muda um pouco. As cadeiras continuam nas calçadas, mas as garagens são abertas como estacionamento e as janelas, abertas para a venda de camisas, cervejas e quitutes. E, por algumas horas, todos vivemos um tempo em que nem todos vivemos. Cada vez que chego às imediações do Niltão, renovo uma esperança de, assim que subir as voltas e voltas de rampa do estádio, ver Garrincha entrando em campo, ao lado de Nilton Santos.

Não bastasse o tempo voar e nos privar do passado, agora o choque de ordem vai chegar para nos privar da nostalgia. É a tentativa de estabelecer o controle até mesmo do tempo. A cerveja vai ser proibida, o salsichão vai ser proibido, a venda de camisas vai ser proibida. O presente vai se tornar uma prisão. A poesia do subúrbio periga acabar na fogueira.

Em protesto, colocarei minha cadeira na calçada hoje.


O eletrocardiograma mais rigoroso do mundo.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012 - Postado por Guilherme Figueira

Tudo é sofrido.
Toda vitória é um alívio.
Toda derrota é uma pequena morte.
Toda bola que entra insistiu antes em não entrar por algumas vezes.
Todo jogo é decisão.
Toda goleada é um placar perigoso, e o adversário pode virar.
Todo título vale por campeonato mundial.
E todo fracasso é esperança.

O Botafogo não é para qualquer coração.
Desculpe-nos, Rojas. Mas é pela sua saúde.


Coração em forma de estrela.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012 - Postado por Guilherme Figueira

“O lindo de jogar no Botafogo é que nunca é fácil, é sempre sofrido. Só quem está aqui sabe o que é jogar no Botafogo.”

Washington Sebástian Abreu Gallo


Quem sabe, sabe.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012 - Postado por Guilherme Figueira


Que prazer seria ver esses dois jogando juntos.
Ainda sonho com o neymar se naturalizando uruguaio e formando o ataque com o Locão.
Ou então, com o Botafogo comprando o passe dele junto ao santos, com o dinheiro das vendas de Lucas Zen para o milan, Vitinho para o barcelona e Jóbson para o real madrid.


O amanhã como o ontem.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012 - Postado por Guilherme Figueira

Cheguei em casa ontem por volta de 21h30, liguei a TV e, qual não foi minha surpresa, quando me deparei com a Gloriosa camisa com o escudo mais bonito do mundo. Era nossa base em campo, pela copinha. Àquela altura, o relógio marcava 46 minutos do segundo tempo e o Botafogo perdia por 2 a 1. E aí, não tinha jeito, era ligação direta da defesa pro ataque em busca do milagre de um gol. Mas o Botafogo, vocês sabem bem, não é dado a isso. Nesse desacostume em sermos grandes que escrevi aqui, não mais decidíamos jogos no finalzinho, pelo contrário, costumamos é tomar gols por ali.

Mas o milagre chegou. Aos 49. No último lance do jogo. Escanteio pra gente e o time inteiro foi para a área: goleiro, técnico e até o presidente estava ali para cabecear, se minha vista não falhou. Bola batida e nosso zagueiro escora no primeiro pau. Bola no fundo da rede. E logo me perguntei, empolgado: será o futuro do Botafogo tão grandioso quanto seu passado?

E tem mais: na última rodada da primeira fase da copinha, o Botafogo precisava da vitória para se classificar. Aos 5 minutos de jogo, já perdíamos por 2 a 0. O filme do desacostume voltou à minha cabeça. Duas horas depois, resolvi acessar a internet para ver quanto tinha sido o jogo. Na minha fantasia botafoguense, tínhamos tomado um sacode. Mas não. Viramos o jogo, 4×2, cheios de autoridade. Por um instante, desconfiei do site que estava e acessei outro. E o 4×2 estava confirmado.

Voltando ao jogo de ontem, acabamos sendo eliminados nos pênaltis. Tudo bem, sem problemas. O futuro a longo prazo do Botafogo é muito mais importante do que o futuro dentro da copinha.


Retrospectiva.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011 - Postado por Guilherme Figueira

Quem diria que, esse ano que começou com cara de mais um ano típico de Botafogo, seria um dos mais vencedores da história.

O início, foi o mesmo filme (de terror): mais um vice no estadual. Bom, pelo menos dessa vez não foi para a mulambada, e sim para o bacalhau. Um a zero para eles, gol de pênalti aos 40 minutos do segundo tempo, após empate de 2 a 2 no primeiro jogo. Ah, e claro que o pênalti foi muito duvidoso. Aqui, vale explicar que o uso da palavra duvidoso é apenas para nos livrar mais uma vez da alcunha de chororô, já que foi um escândalo marcar aquilo. Gol no fim, roubado e mais um vice; tudo indicava que seria mais um ano com a cara de Botafogo.

Mas, paralelamente ao estadual, tinha a copa do brasil. Teve river-pi, sampaio corrêa, patético-pr, patético-mg e, quando nos demos conta, já estávamos na semi-final contra o poderoso são paulo. Poderoso? Não para quem tem Jóbson e Loco em grande fase. 2 a 0 aqui, 1 a 0 lá. E lá estávamos na final contra o coritiba. E dessa vez, voltamos a ser aquele Botafogo destruidor e irresistível, sapecando 3 a 0 aqui, num hat-trick do Loco, que pediu uma canção de cúmbia no fantástico e ainda se consagrou como o maior artilheiro da copa do brasil em uma mesma edição. No jogo de volta, no sul, perdemos por um a zero, com aquele gol contra do Pica-Pau, que substituía o excelente Brinner, suspenso. Festa e lágrimas em General Severiano. O Glorioso, enfim, voltava a levantar uma taça de expressão. Quanta emoção, amigos.

Logo após a final, perdemos Jóbson, enfim com a cabeça no lugar. Mas não dá para lamentar a maior venda da história do Botafogo: 12 milhões de euros para o dínamo-kiev. Até porque o Caio, também com a cabeça no lugar, resolveu jogar e muito, e não deu nem tempo de sentirmos saudades do primeiro.

E o Caio voltou a ser o Talismã, marcando aquele golzinho no fim contra o peñarol. O Botafogo voltava a ser o gigante que sempre foi, conquistando a Sulamericana. Lindo, emocionante e arrebatador ver o Loco Abreu levantando a taça em pleno estádio Centenario, numa final contra o time que sempre foi o seu maior rival. Mais festa e lágrimas em General Severiano. E uma torcida abarrotando o Galeão para receber os Campeões.

O Brasileiro foi bom, regular e sem sustos. Um quinto lugar que nos daria o direito de disputar a pré-libertadores, se já não tivéssemos outras duas vagas garantidas. Aliás, algum rival do rio quer comprar? Porque nesse ano todos ficaram de fora, sem contar que o time de terceira só não foi disputar a segunda que deve para a história, por conta de um milagre, daqueles que só o dinheiro sujo pode proporcionar.

Esse ano nunca mais vai acabar em nossos corações alvinegros.

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É melhor sonhar com a retrospectiva 2012 do que lembrar esse duro 2011.
Feliz ano novo, Botafogo.


O absurdo e o paradoxo.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011 - Postado por Guilherme Figueira

Uma notícia, dois pontos de vista.
Nenhum deles positivo.

Primeiro, vamos falar do absurdo da medida. Se já não podíamos beber nossa cervejinha dentro do estádio, agora também não podemos fora. E, assim, o futebol se descola cada vez mais do conceito de entretenimento. E, assim, a política do choque de ordem vai vencendo a política de investir em educação, o que poderia tirar da bebida alcóolica a culpa pela violência nos estádios. E, assim, os moradores do entorno do Niltão vão deixando de ganhar seu dinheirinho extra em dias de jogos. E, assim, a vida vai perdendo poesia, porque era bonito ver centenas de grupos de amigos reunidos, batendo um papo e tomando sua cervejinha antes e depois dos jogos.

Agora, vamos falar do paradoxo da medida, se comparada a uma outra notícia, que saiu no mesmo dia. Segue:

Então quer dizer que, no mesmo dia em que a patrocinadora dos quatro grandes anuncia um incentivo (não discuto se o valor é alto ou não) aos clubes, a prefeitura trata logo de restringi-lo?

Uma notícia, dois pontos de vista negativos, quatro clubes lucrando menos e milhões de torcedores privados de seu prazer. Dá-lhe Brasil.


No lugar certo.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011 - Postado por Guilherme Figueira

Jefferson pode até tardar, mas não falha. E agora, o infeliz (para ser suave no adjetivo) está no lugar certo, que nunca foi dentro de campo.


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