Guilherme Figueira
No fim do jejum de 21 anos, em 89, eu estava lá.
No bicampeonato de 90, eu estava lá.
Na conquista da Conmebol de 93, eu estava lá.
Nas finais do Brasileiro de 95, eu estava lá – tanto no Maraca, quanto no Pacaembu, onde tive que torcer comedidamente porque acabei sentado no meio da torcida do Peixe.
Na conquista da Taça Maravilhosa de 96, eu estava lá.
Na final do Estadual de 97, eu estava lá, fazendo a dança da bundinha junto com o Gonçalves.
Na final do Rio-São Paulo de 98, eu estava lá.
Na final da Copa do Brasil de 99, eu estava lá. Se saí decepcionado, pelo menos vi um dos Maracanãs mais bonitos da história.
Na última rodada do Brasileiro de 99, contra o Guarani, eu estava lá, e vi o Reidner marcar o gol que nos livrou do rebaixamento.
No jogo contra o São Paulo, em 2002, no Caio Martins, eu estava lá, e vi o Dill nos rebaixar.
No jogo contra o Marília que marcou a nossa volta à Primeirona, eu estava lá.
Na final do Estadual de 2006, eu estava lá para gritar “É campeão”.
Nas finais do tri-vice, eu estava lá.
No próximo jogo, seja ele qual for, tenha a certeza de que vou estar lá.
Muito prazer, sou Guilherme Figueira e minha vocação é ser Botafoguense.
Trabalho árduo, mas muito recompensante. Só quem ama entende.
Nunca será!
Loco só tem um, Neymar…
DEUS É DEUS!
Enfim, Deus está no lugar dele! Parabéns, Deus! Você merece e muito!
E o Botafogo volta a estar onde sempre esteve!
Desesperar jamais.
Antes da bola rolar, uma bela apresentação do Mago. Emocionado, ele parecia não acreditar que estava de volta. Esse aí entendeu o sentido de ser escolhido, o verdadeiro sentido do que é ser Botafoguense. Seja bem-vindo de volta, Mago! E faça a diferença!
Depois, o que vimos foi mais um empate na conta do Fogão. O sexto em onze jogos, o que nos custou entrar na zona maldita. No entanto, não vejo motivos para desespero. O Botafogo foi bem melhor do que o adversário hoje. Por falta de capricho ou de sorte, não saímos de campo com uma vitória. Isso jogando contra o até então líder do campeonato, o que prova que realmente não estamos nada longe, em termos técnicos, dos times que estão na outra ponta da tabela.
O primeiro tempo do Botafogo foi ótimo. Para ser excelente, faltou somente o gol. Nunca achei que falaria isso, mas a escalação de início do Meu Relíquia, Edno, foi uma bela cartada do Papai. Como sempre disse o Lucas Habib, companheiro aqui de blog, o Edno deveria ser testado na vaga do Loco. E deu certo, na medida do possível (se ele fosse melhor tecnicamente, teria dado mais certo ainda). A zaga estava bem postada e o Leandro Guerreiro, que fez boa partida, anulava o Conca. No entanto, o grande destaque, principalmente pelo posicionamento tático, foi Somália. Se fosse um pouquinho melhor com a bola nos pés, seria o novo Ramires (se bem que o verdadeiro novo Ramires, Elizeu, ainda não estreou…).
No segundo tempo, aconteceu o que eu temia, com o muricy ajeitando o time, e o fluminenC voltou mais perigoso. Quase marcou o primeiro num lance que começou numa furada do Herrera. Mas, quem diria, na cobrança de tiro de meta, Deus errou e as meninas abriram o marcador. Sim, até Deus erra. Durante os dez, quinze minutos depois, o Botafogo se perdeu. Papai Joel fez as mudanças mais do que previstas: Caio no Fahel e Cajá no Lúcio Flávio (que saiu vaiado por pura birrinha da torcida, porque estava muito bem no jogo). Aí achamos um gol e voltamos a jogar bem. E aí, veio a tal falta de sorte ou capricho, que impediu a virada – que seria merecidíssima.
Domingo que vem pegamos o vitória no barradão, muito provavelmente com o time reserva deles, já que é um jogo entre as finais da copa do brasil. Uma ótima oportunidade de trazer 3 pontos, ainda mais porque devemos contar com a reestreia do Mago.
Como é o segundo jogo que empatamos jogando melhor do que o adversário, não há motivos para desespero.
Pelo menos por enquanto.
Latida 1 – Cachorrada, seja mais paciente! O Lúcio Flávio jogou bem hoje. Deu uns 3 ou 4 ótimos passes para gol, mas como não saiu o gol, os passes acabaram esquecidos.
Latida 2 – Papai, que tal o Danny Moraes de titular no lugar do sempre substituído Fahel? Ele esteve bem hoje.
Latida 3 – O lateral recebe a bola, dá um balão no adversário, deixa o mesmo adversário no chão, dribla mais um, dá um drible da vaca e…sai com bola e tudo. Se tivesse completado o lance, seria o Nilton Santos, e não o Alessandro!
Latida 4 – Como bate e é esquentadinho esse time do fluminenC. O rodízio de faltas do primeiro tempo foi terrível. E todo lance de falta vira um evento, como disse o Marcelo, com eles se jogando, empurrando, cercando…enfim, típico time do muricy, ex-futuro técnico da seleção, ainda bem.
Latida 5 – O Joel reclamou, o Presidentista reclamou. Só que, sinceramente, não culpo a arbitragem pelo jogo de hoje. Ela foi confusa, mas não decisiva. Talvez o Somália não merecesse ser expulso. Mas não foi o juiz quem cobrou o tiro de meta errado ou perdeu tantos gols.
Água na caipvodka.
Elas estão mais chiliquentas do que nunca: além de serem líderes do campeonato (se minha memória não falha, não lideram o brasileiro desde 99, quando jogaram a TERCEIRA divisão), ainda seguraram o treinador que, após tantos anos treinando times femininos, não teve coragem de treinar uma seleção masculina. O fato é que elas estão impossíveis e certamente estarão presentes em bom número no Engenhão, com seus mosaicos, pulseirinhas, maquiagem e outros bibelôs.
E do lado do Botafogo? Se os últimos jogos 7 jogos foram sem vitória, ao menos os últimos episódios nos dão esperança de dias melhores e, em consequência, motivos para ir ao nosso estádio amanhã. Aliás, como é nosso estádio, esse é o primeiro grande motivo para estarmos lá. Fora isso, amanhã terá festa pela volta do Mago e de Loco Abreu, o maior batedor de pênaltis do mundo. E ainda jogaremos motivados por um empate heróico contra o palmeiras e jogaremos contra um conhecido freguês nosso.
Ao contrário do que muitos na imprensa andam dizendo, não acho o fluminenC um time acima da média não. Se anularmos o conca (que contra Nós, costuma se anular sozinho) e botarmos os pontas (que falta faz o Jóbson…) nas costas dos laterais deles, impedindo seus avanços, é meio caminho andado pra vitória. Mas para isso, o time precisa contribuir, caprichando nas finalizações e com um Lúcio Flávio muito mais ligado do que tem andado. Se o Fahel se machucar na concentração hoje (vai que um aparelho de DVD cai no pé dele) então, cravo uma goleada do Fogão.
Amanhã é dia de botar água na caipvodka delas. Porque, afinal, menina não bebe chopp.
Ele voltou.
Se Jefferson quiser, hoje vai ser o dia da virada do Botafogo: Mago oficialmente de volta, novo patrocinador no Engenhão (postos Ale) e uma bela vitória em são paulo.
Amém.
Não comecem, por favor.
Pronto, começou de novo a mania alvinegra de colocar a culpa na arbitragem pelas derrotas. Que mania detestável essa da cachorrada: mesmo tendo um pedigree apurado, insiste em se achar vira-lata. Complexozinho que insistimos em sustentar há alguns anos.
Não estou aqui defendendo o péssimo nível das arbitragens, vide a Copa do Mundo. Não estou aqui defendendo a péssima atuação dos homens de preto ontem. Mas não consigo aceitar em transferirmos a culpa sempre para eles.
Se o Botafogo joga em casa contra um clube da segunda divisão do campeonato paulista, tem que meter seis. Se o juiz anular um ou deixar de marcar um pênalti, ainda sobram uns cinco gols. Além do quê, não foi o juiz que treinou o Botafogo por 40 dias e, paradoxalmente, não conseguiu ter uma jogada treinada sequer. Não foi o bandeirinha que escalou Alessandro e Leandro Guerreiro, que já deveriam estar jogando em nosso time de showball, ou deu conselhos pro Caio se tacar em todos os lances. Também não foi o quarto árbitro que não se preocupou em contratar um volante ou um zagueiro, por achar que os que estão no clube são ótimos, pois não tomaram gols do Resende, Bangu e tomaram só um do potente América.
Então, não comecem. Por favor.
Diebete Mellitus.
O goleiro dá no lateral, que estica na frente pro ponta. O ponta volta o jogo pro meia, que toca de lado pro cabeça-de-área que, por sua vez, dá no outro volante. Esse aí dá no lateral do outro lado, que estica mais uma vez à frente pro outro ponta. E aí, tudo se repete, no sentido inverso.
E isso parece ter sido tudo o que o Botafogo treinou (???) nesses 40 dias. Claro que nem no jogo essa jogada ensaiada (???) deu tão certo, pois o que mais aconteceu foi alguém errar um passe no meio do caminho. Ah, e de vez em quando ainda tinha uma outra variação (???) da jogada: a bola alçada na área, procurando um atacante que está no Uruguai, mas não avisaram aos jogadores.
Do outro lado, um adversário fragilizado, moral e tecnicamente, com um time recheado de jogadores de nome duplo que nunca ouvimos falar. Jogo perfeito para quebrar um incômodo tabu de dez anos e afundar ainda mais a mulambada na crise. Até porque a paz reinava em General Severiano. Jóbson e Maicosuel de volta, ótimos treinos (???) no recesso, Loco disseminando o orgulho de ser Botafoguense pelo mundo.
Mas não.
O Botafogo é diabético. Não pode ficar num céu de brigadeiro de jeito nenhum.
Latida 1 – precisamos de um volante e um zagueiro, urgentemente. Algum leitor aí se habilita? Tá facinho, facinho ganhar a vaga.
Latida 2 – o “Meu Relíquia” Edno conseguiu o que parecia impossível: me deu uma baita saudade do Lagosta Victor Simões.
Latida 3 – Papai Joel, se você pegar o regulamento, vai ver que “triangulação”, “bola enfiada”, “jogada de ultrapassagem” e “um-dois” são permitidos.






