Lucas Habib
Queria ser jornalista como o pai, mas a paixão alvinegra impediu. Como não defender o Botafogo diante de tantas sacanagens que fazem com ele? Não seria imparcial jamais!
Talvez por isso tenha me tornado advogado. Ofício exercido quase diariamente em defesa de uma paixão, tão ultrajada por jogadores e dirigentes…
Aliás, a paixão virou amor há muito tempo, porque já aprendi a conviver com as eternas desventuras de ser botafoguense, sem jamais arredar um milímetro em meus sentimentos e convicções.
E como isso é lindo!!!
Ser botafoguense me transforma em um homem melhor a cada dia. Não tenho dúvidas.
Afinal, sou glorioso. Plenamente!
Opa!
Retirado do fogaonet.com
Sábado, 06 de março de 2010 – 18h07min
Botafogo afirma que fechou patrocínio, mas não divulga qual
Sérgio Landau acaba de dizer que na Rádio Globo que patrocínio já está fechado. Ele não quis dizer nome pq há acordo de divulgação conjunta. Mas deve ser a Hypermarcas…
Fonte: Twitter da Thayssa Bravo – Rádio Globo
10 minutos de esperança, voltando ao jogo de quinta (04/03) e pensando lá na frente
Na metade do segundo tempo do jogo contra o Caxias, me esforcei um pouquinho mais para não dormir (sim, o jogo estava sonolento).
Papei Joel resolveu fazer uma substituição ousada para seus padrões táticos. Tirou um cabeça de área, que na prática, sequer passa do meio campo, Eduardo (arh!!!) e colocou o gênio El Loco.
Com isso, Caio recuou para fechar o meio de campo, que, taticamente se desenhou com 2 cabeças de área, LG e Fahel (que joga como zagueiro quando o time está sem a bola) e 2 homens de ligação, o próprio Caio e Lúcio Flávio.

Pra mim, essa é a formação tática que deve jogar. Principalmente se a outra opção for deixar o LF como único armador. Já foi dito diversas vezes aqui, e em vários lugares em que se discute o Botafogo, que é sabido que LF não pode ter a missão de armar o time sozinho. Ele é o sujeito que organiza e distribui o jogo. Faz isso como poucos, mas é apenas isso que espero dele.
Caio pode ser seu companheiro. Pode não ser. Se Joel quiser, que guarde ele para mudar o jogo no segundo tempo. O que Joel deve fazer logo é colocar outro armador no time.
Temos que testar Caio, Edno, Renato, Rodrigo Dantas, Jorge Luiz, Júnior, mas acho isso melhor do que continar a jogar com uma ligação direta defesa-ataque, geralmente com bolas aéreas para o Loco fazer pivô.
Não vale o argumento de que o time ficaria exposto atrás, porque uma defesa sólida não é composta por homens de marcação, mas sim por um sistema eficiente. Por exemplo, se o time segurar a bola no ataque correrá menos riscos na defesa. Óbvio.
Sinceramente, acho que o Caio faria essa função muito bem, mas o Joel vai tentar o Edno antes de dar uma vaga ao nosso menino.
Se der certo, ótimo. Se não der, Caio neles!
A fila anda?
Um pequeno detalhe chamou muito a minha atenção no noticiário de ontem: os jogadores que não participaram do coletivo.
Foram eles. Índio, Flávio Pará, Vinicius Colombiano, Wellington Jr., Rodrigo Dantas, Diguinho e Jorge Luiz.
Isso significa que atualmente, na cabeça de papai Joel, eles não são sequer reservas dos reservas, já que de um coletivo participam mais que 22 jogadores.
Esse fato me preocupa.
É uma demonstração de que o grupo está inchado.
Culpa da incompetência explícita dos dirigentes que, ao se verem sem elenco para o início da disputa do estadual, começaram a contratar qualquer “inho” como se fosse “ão” e integraram precipitadamente alguns juniores ao elenco principal.
Se tivéssemos dirigentes confiáveis (e/ou inteligentes, e/ou competentes) esse fato não preocuparia tanto, já que a solução é simples. Bastaria emprestar os juniores para times que vão disputar a série B esse ano. Essa é a melhor oportunidade para eles mostrarem serviço e para o clube se respaldar sem queimar o cara.
Honestamente é isso que eu gostaria que fizessem com a maior parte de nosso juniores, porque, verdade seja dita, se eles fossem muito bons ou se já estivessem prontos para atuar nos profissionais, já estariam jogando. Vide Caio.

Em contrapatida, existem alguns juniores que já mostraram não dever nada a alguns reservas ou até mesmo a alguns titulares (ninguém fica atrás de Fahel e Eduardo…).
Não entendo como Wellinton Jr. e Rodrigo Dantas não são mais bem aproveitados. Salvo engano, Wellington Jr. ficou no banco em apenas 2 jogos esse ano. No único que entrou, foi bem e fez gol. Por que está no grupo dos excluídos?
Já o caso do Rodrigo Dantas pode ter uma explicação física, já que ele está fazendo um trabalho de reforço muscular. Isso tira completamente o ritmo do jogador e o afeta durante um bom tempo. Não sei como ele está se saindo nos treinamentos ou se esse tratamento já acabou, mas acho que, em boa forma física ele pode render. Principalmente se for recuado como 3º ou 2º homem de meio campo.
Se a fila continuar como está, com a entrada do Sandro Silva no time, por exemplo, Eduardo vai pro banco, que já tem Somália nessa posição. Chances de Wellington Jr. jogar? Quase zero.

E mais, no final do ano Sandro Silva vai embora e voltaremos a ter uma acirradíssima disputa de posição entre Eduardo, Fahel e Somália.
E Wellington Jr. e Rodrigo Dantas estarão fazendo reportagens sobre “2011, o ano da afirmação”. Até trazerem o Túlio de volta e os “garotos” ficarem sem nem treinar…..
Até quando?

Espero que a diretoria convença o empresário do Caio a mante-lo, ao menos, até o fim do Brasileiro deste ano.
O argumento é simples. Basta o próprio jogador acreditar que poderá manter o nível de suas atuações para que se valorize ainda mais.
Algo que Maicosuel parece não ter acreditado aceitando (sim, a verdade é que ele poderia ter batido o pé para ficar mais tempo) uma transferência em valores muito menores do que seu real valor de mercado.
Outra medida urgente é alterar seu sálario para que assim a multa rescisória também fique mais alta.
Abre o olho diretoria!
Queda de Braço
A coluna Panorama Esportivo, do jornal “O Globo” informa que o clima está pesado entre o gerente de futebol, Anderson Barros e papai Joel.
Diz a coluna que Joel está chateado com o gerente, que vetou a contratação de Jean (aquele ex- fRa, Vasquin, Flor…), que foi dispensado do Santos e está sem clube há alguns meses.
Na verdade, Jean vem sendo constantemente oferecido ao Botafogo desde o fim do ano passado por seu empresário, Léo Rabelo, o mesmo que aproximou Joel do Botafogo.
Independentemente de quem indicou, Joel queria sua contratação, mas Anderson analisa que o jogador não dará o retorno esperado.
Incrível é que mesmo na primeira vez que Anderson Barros age da foram correta (pelo menos com alguma repercussão) ele consegue arrumar confusão!!!
O desejo de Joel em contar com Jean comprova o que disse abaixo. Ele não é um treinador pra montar elenco ou para temporadas completas… Jean é simplesmente uma nulidade, no melhor estilo “me engana que eu gosto”. Corre, corre, mas erra passes e perde gols!
É triste admitir, mas espero que Anderson Barros vença essa disputa interna, sem que haja uma repercussão ruim internamente.
E não custa nada torcer para que Joel acorde!!! Afinal, ele sabe fazer um time jogar, mas…
A cura
Após um longo hiato, consigo, finalmente, voltar a ser um blogueiro.
Na verdade, pouco importa a quem lê esse blog se eu estava ausente ou não. A questão é o motivo de minha ausência.
Embora seja chato voltar ao tema, confesso que sucumbi diante da goleada imposta pelo WascO. Além do resultado em si ter sido impactante, as perspectivas do clube eram muito ruins, desde o ano passado, e tudo isso somado me levou ao desespero.
Com isso, resolvi parar de escrever para tentar não contaminar aos que aqui buscarm algum tipo incentivo ou sei lá o quê. Só sei que cheguei a conclusão que o torcedor botafoguense não precisava de mais um colega pessimista e deprimido.
Sim. Entrei em depressão com relação ao Botafogo.
É triste admitir, mas é verdade.
Contratações duvidosas ou comprovadamente ruins. Gerente de futebol envolvido com empresário, patrocínio inexistente, promessas de campanha não cumpridas, torcida ausente e inoperante, mesmo após ter sido humilhada.
A demissão de Seu Estevam foi um alento, mas não uma solução pra mim, eis que o time continuava (e continua) a ser limitado. Isso sem contar todos os aspectos externos que ainda persistem.
Achei a contratação de papai Joel interessante, principalmente porque ele é reconhecidamente um excelente bombeiro, mas tive (e ainda tenho) dúvidas quanto a capacidade dele comandar o time a temporada inteira. Afinal, quantas vezes ele conseguiu isso nos diversos times treinou?
Mas agora, honestamente, nada disso importa muito.
Papai Joel conseguiu o que provavelmente nenhum outro treinador no Brasil conseguiria: recuperou a auto estima da torcida.
Nunca um título de turno foi tão – justamente – comemorado. Basta lembrarmos do nosso sentimento ao vencermos os outros turnos que nos credenciaram às últimas 4 finais de estadual.
O passo mais importante foi dado. A torcida está feliz e contende. O clube, pela primeira vez em anos, agiu corretamente na área do marketing usando o – pequeno – bom momento para lançar um novo sócio torcedor (frustante, é verdade) e, aparentemente, elevamos as negociações de patrocínio a um patamar mais justo.
Eu voltei a ser botafoguense saudável!
Percebi, mais uma vez, que o Botafogo é eterno, lindo e surpreendente. Como é bom ser botafoguense.
Aí papai!!!!
Algumas verdades
Provas de que Seu Estevam foi tarde:
O time montado por ele não marca e não tem saída de bola.
Jair Ventura (ou Joel Santana, já que não sabemos o que aconteceu no vestiário) precisou de apenas 45 minutos para enxergar que;
- Marcelo cordeiro não é lateral, é ala. Colocou alguém ali pra tapar o buraco e mandou ele apoiar.
- Já que um dos laterais é ala, o esquema deve ser 3-5-2. Colocou o Fahel de terceiro zagueiro e ficamos menos expostos. O problema é que era o Fahel.
- Lúcio Flávio deve jogar fazendo a saída de bola. Isso até Seu Estevam tinha percebido ano passado, mas esqueceu sabe-se lá por quê.
Além disso:
Quando Deus está nervoso é sinal de que algo está errado.
Alessandro é nojento.
Wellington é banana de pijamas. Banana podre.
Renato é titular.
O quadrado Lúcio Flávio, Renato, Herrera e Abreu pode dar certo. Falta acertar o resto.
El Loco foi uma contratação acertada.
E mais:
Nada justifica a humilhação de domingo, mas acho que a preparação física tem uma parcela grande.
Digo logo que gostava muito do trabalho de Lino Fachini, mas, aparentemente, a pré-temporada foi totalmente focada em trabalho de força e isso deixa os jogadores sem explosão e sem mobilidade.
Isso ficou claro no jogo de hoje e em pelo menos 3 gols de domingo.
A ferida vai demorar muito a cicatrizar. Muito!
