Marcelo de Andrade Figueira
Sou Botafoguense e, como todos os outros, tive que aprender a sê-lo. E, por mais difícil que seja, aprendi muito bem. Quem me ensinou foi meu avô, malandro do Cosme Velho. Depois, meu pai e meus tios deram uma ajustada nas engrenagens. E o resto foi fácil, tanto para mim, quanto para meus irmãos e primos. Minha estreia foi no Maraca aos dois anos de idade. Em seguida, conheci a Bariri, Conselheiro Galvão, Figueira de Melo e tantos outros. Eu nasci botafoguense, mas o meu batizado foi em 89, ao escutar o gol do Maurício no rádio ligado na tomada da sala de jantar. Mas hoje, apesar da pouca idade, posso dizer que tenho doutorado em Botafoguismos.
Pá & Bola
Procurando o calendário do estadual, abro o site da fferj e, para minha surpresa, me deparo com o seguinte:

Confesso que não entendo como os bambis deixaram o Márcio Costa sair do time deles de showbol…
Se ainda não acreditam nas notícias acima, cliquem aqui e aqui.
Patrocínio- $$
Passeando lá pelo twitter, leio que o patrocínio do Botafogo vale de R$ 80.000,00 por jogo. Fazendo uma conta rápida, encontrei dois cenários:

Vamos agora para um segundo exercício: o contrato foi assinado por quase 2 meses (na verdade, são 7 semanas de vigência). Tomando por base o cenário com menor número de jogos, a Hypermarcas pagará R$ 514.285,71 por mês e R$ 120.000,00 por semana.
Já considerando o cenário com maior número de jogos, teremos R$ 600.000,00 por mês e R$ 140.000,00 por semana.
Apesar de achar baixo, acho que valeu a pena. É o início de uma parceria que tem tudo para dar certo, pois (i) começou muitíssimo bem; (ii) os administradores da Hypermarcas perceberam que o Botafogo hoje é um clube diferenciado e, também por isso, aceitaram fechar o contrato.
Por fim, rezo para que o contrato seja prorrogado para até o estadual do ano que vem com valores dignos de Corinthians e Milan.
Vídeo da Semana #4
Canal 100 Botafogo FR – Campanha de 1962
Dúvida
Passeando pela internet atrás de uma bola de futebol para comprar, encontro a seguinte entrevista de ninguém menos do que Marvila Félix, zagueiro que se diz campeão brasileiro de 1995 com o Glorioso.
Ganha um doce quem adivinhar quem é….
O zagueiro Marvila Félix foi campeão brasileiro pelo Botafogo em 1995, e já jogou em Portugal, em Minas, no Rio de Janeiro, no Espírito Santo e hoje joga no Amazonas.
1 – Conta pra gente como foi fazer parte do time irresistível do Botafogo de 95, com o artilheiro Túlio Maravilha.
Marvila Félix: Foi uma satisfação e ao mesmo tempo um aprendizado, pois fazer parte de um elenco recheado de jogadores de nível de seleção me ajudou muito no meu inicio de carreira. E contar com o Túlio fazendo gols de todos os jeitos melhor ainda. Na minha posição Gottardo e Gonçalves, Beto (subimos juntos), Sérgio Manuel, André Silva e Moisés da base, e o melhor ataque do Brasil na época, Donizete e Túlio Maravilha.
2 – Como foi sua experiência no exterior? O que você aprendeu como profissional e como ser humano?
Marvila Félix:Foi uma experiência valida, pois o futebol português é muito competitivo, muito rígido profissionalmente em termos de horários e treinos. A adaptação aconteceu naturalmente, pois o foco estava sempre em realizar bons jogos, isso porque o estrangeiro tem que ser diferenciado no trato com a bola, então não vale à pena. E saber lidar com outra cultura se inserindo naturalmente.
3 – E suas experiências pelo interior do Brasil?
Marvila Félix: Gratificante, o atleta tem que estar preparado para as oportunidades aonde ela surgir. Fora dos grandes centros a paixão do torcedor parece maior em virtude de poucas opções de entretenimento em suas cidades, com isso a cobrança por bons resultados é muito grande. Jogar em time pequeno quase sempre representa uma cidade, um vilarejo. Mexe com o orgulho bairrista de ser nascido e criado no local.
4 – Estamos vendo uma evasão muito grande de jovens jogadores para a Europa e para a Ásia. O que você acha dessa situação e que dica daria a quem está começando?
Marvila Félix: Com o fim da lei do passe isso esta acontecendo com mais frequência, hoje o que segura o atleta é o tempo de duração do seu contrato. E o clube com receio de assinar por 3, 4anos ou mais, fica com medo de que não seja um atleta promissor. Assim, vão buscar novos horizontes quase sempre com sucesso. A dica é a de sempre: trabalho, dedicação e honestidade. Se for vinculado em time grande, é valido ser emprestado para ganhar experiência e ser aproveitado novamente, mais maduro e rodado.
5 – Você acha que hoje em dia há muita dificuldade em distinguir uma boa proposta, um bom contrato de uma ‘fria’?
Marvila Félix: Hoje em dia muito mais fácil, com o auxilio da internet vc pode saber como é o clube, a cidade, a moeda local, a forma da competição e etc. Mas, nada mais garantido do que uma boa conversa e por tudo preto no branco.
6 – Sabemos que existem muitos casos de jogadores que foram prejudicados por má fé do seu empresário ou procurador. Que cuidados um jogador deve ter ao contratar um empresário?
Marvila Félix: Que seja uma pessoa que esclareça bem as coisas para o atleta, que as duas partes acertem os valores e coloquem no papel para não haver problemas. Vale lembrar que existem atletas que agem de má fé com seus procuradores, no final do mês quem recebe é o atleta, no final do contrato tem que repassar a porcentagem do procurador, assim sendo, muitos somem e não o fazem. Vi um caso no Vietnã, não citarei nomes, mas o empresário acertou um contrato de 10 meses com salário de 10 mil dólares para o atleta, sendo que 3 mil de cada mês seria do empresário. No final teria que passar 30 mil dólares para o empresário. O atleta desapareceu.
7 – Qual é sua relação hoje com o mundo do futebol?
Marvila Félix: Quando criança somos apaixonados, fui para o Botafogo por ser botafoguense, por amor a camisa.Cresci lá dentro. Já no juniores vc vê cada coisa que faz perder a magia, assim tudo fica estritamente profissional, como é hoje. Mas quando se entra em campo vestindo o uniforme em jogo oficial, esquece-se de tudo e o prazer, a paixão e a honra vem em primeiro lugar.
8 – Pra você, o que é levar a vida na esportiva?
Marvila Félix: É saber se reerguer após uma adversidade, é se acostumar a vencer, saber contornar uma situação complicada com sutileza. Estar preparado para os bons e maus resultados. E saber que uma boa semana de treinos pode curar muita sequelas deixadas por resultados anteriores, não só das derrotas, uma vitória fácil e elástica pode esconder e camuflar erros da equipe.
Abs.
Equipe Leva na Esportiva
ATUALIZAÇÃO:
PS. Segue o link da entrevista, e um outro no qual ele diz que fez dois gols no campeonato em 1995.
Será?
Quando a maré está boa, tudo caminha às mil maravilhas. Graças ao Titio Joel, os ares em General Severiano mudaram com o meio-título da Taça Guanabara. E os resultados já são vistos fora de campo.
Segundo o UOL, Sérgio Landau está reunido com diretores da Hypermarcas em São Paulo (mesmo patrocinador do Corínthians) e poderá voltar de lá com o patrocínio estampado na camisa. Na matéria, André Silva diz que o montante envolvido é ao menos o dobro do pago pela Liquigás ano passado.
Se for verdade, quem se importa com Avanço nas axilas?
Botafogo terá reunião com patrocinador e pode sacramentar acordo nesta 2ª
Diretoria do Botafogo poderá ter um novo patrocinador para 2010
O momento do Botafogo dentro das quatro linhas é favorável porque o time sagrou-se campeão da Taça Guanabara recentemente. Fora dele não é diferente. O clube está perto de sacramentar um acordo de patrocínio até o final do Estadual do Rio de 2011.
Representantes da Hypermarcas terão uma reunião com o diretor executivo do Botafogo, Sérgio Landau, nesta segunda-feira, em São Paulo. Até o final do dia, a resposta deve sair. A empresa, que estampou seus produtos na camisa do Botafogo na final da Taça Guanabara e na primeira rodada da Taça Rio, desejava assinar um contrato até o encerramento do Estadual deste ano. No entanto, o clube fez uma contraproposta para firmar um vínculo até o final do regional do ano que vem.
“Ainda não recebi uma resposta da reunião que teremos à tarde em São Paulo. Espero que o desfecho seja favorável. Essa relação nos deu sorte. Como os alvinegros são um pouco supersticiosos, espero que continue como está. Queremos que eles assinem até o final do Estadual do ano que vem. Espero que o Sérgio Landau nos traga notícias positivas”, afirmou o vice-presidente de futebol do Botafogo, André Silva.
O dirigente não quis revelar os valores do contrato. No entanto, deixou claro que os valores são bons porque será no mínimo o dobro do valor recebido pelo clube ano passado, quando o Alvinegro tinha um vínculo com a Liquigás.
“Como botafoguense quero sempre mais para o meu clube. Sem demérito para ninguém, o Botafogo é o maior clube do mundo e nunca deve ficar satisfeito. Porém, o contrato será bom. O valor será no mínimo o dobro que recebíamos antes”, disse André.
Para o torcedor mais animado, André avisou que a princípio o patrocinador não irá ajudar na possível vinda de um atleta de nome. No entanto, cogita essa possibilidade para o futuro.
“A princípio não vão nos ajudar nesse sentido. Vão apenas nos ajudar na parte financeira. Porém, pude perceber no jogo contra o Vasco (pela final da Taça Guanabara) que estão sensíveis. Podemos pleitear algo deste tipo no futuro”, encerrou.
Quem é quem?
Resposta: O da direita é o Marcos Valério….
PS – Apesar da piada, fica o registro que o acho honesto: assumir um clube falido e pagar R$30MM no primeiro ano é digno de palmas.
Vídeo da Semana #3
Após a ressaca do Carnaval e das vitórias sobre molambos e manoeis e joaquins, voltamos à programação normal. Driblar, tendo pernas tão tortas – e driblar como ninguém – eis um mistério de Garrincha que eu não ouso explicar; Driblar, tendo uma perna mais curta que a outra – e driblar como ninguém – eis um mistério de Garrincha que tu não ousas explicar; Driblar, tendo um desvio na espinhar dorsal – e driblar como ninguém – eis um mistério de Garrincha que ele não ousa explicar… Driblar, quase sempre para o mesmo lado, repetindo o gesto mil vezes para mil vezes afirmar-se negando o próprio conceito de drible – eis um mistério de Garrincha que não ousais explicar… Driblar – e driblar com tanta graça e naturalidade – eis um mistério de Garrincha que só Deus pode explicar. Armando Nogueira, publicado em A Bola na Rede, 1973, José Olympio Editora.
