Água na caipvodka.
Elas estão mais chiliquentas do que nunca: além de serem líderes do campeonato (se minha memória não falha, não lideram o brasileiro desde 99, quando jogaram a TERCEIRA divisão), ainda seguraram o treinador que, após tantos anos treinando times femininos, não teve coragem de treinar uma seleção masculina. O fato é que elas estão impossíveis e certamente estarão presentes em bom número no Engenhão, com seus mosaicos, pulseirinhas, maquiagem e outros bibelôs.
E do lado do Botafogo? Se os últimos jogos 7 jogos foram sem vitória, ao menos os últimos episódios nos dão esperança de dias melhores e, em consequência, motivos para ir ao nosso estádio amanhã. Aliás, como é nosso estádio, esse é o primeiro grande motivo para estarmos lá. Fora isso, amanhã terá festa pela volta do Mago e de Loco Abreu, o maior batedor de pênaltis do mundo. E ainda jogaremos motivados por um empate heróico contra o palmeiras e jogaremos contra um conhecido freguês nosso.
Ao contrário do que muitos na imprensa andam dizendo, não acho o fluminenC um time acima da média não. Se anularmos o conca (que contra Nós, costuma se anular sozinho) e botarmos os pontas (que falta faz o Jóbson…) nas costas dos laterais deles, impedindo seus avanços, é meio caminho andado pra vitória. Mas para isso, o time precisa contribuir, caprichando nas finalizações e com um Lúcio Flávio muito mais ligado do que tem andado. Se o Fahel se machucar na concentração hoje (vai que um aparelho de DVD cai no pé dele) então, cravo uma goleada do Fogão.
Amanhã é dia de botar água na caipvodka delas. Porque, afinal, menina não bebe chopp.
É tão dificil assim?
Esperei a manhã de hoje para escrever este post, pois se fosse ontem, as páginas do blog estariam cobertas de xingamentos e barbaridades que não fazem jus ao padrão do blog. Enfim, o jogo de ontem me deixou assim, alucinado! Sim, foi um empate batizado de “heróico” pela mídia, pois empatar fora de casa depois de estar perdendo por 2×0 realmente merece aplausos. Mas, só estávamos perdendo por 2×0 por culpa nossa. Dominamos grande parte do primeiro tempo e só não fizemos gol por pura incompetência. Caio logo perderá seu posto de primeiro reserva do ataque pois Jóbson mostrou a que veio e com claros indícios de que vai aproveitar ao máximo sua “segunda chance” no mundo da bola.
A culpa é do Joel e me explico. O manjado esquema retrancado do Joel, uma espécie de 5-2-1-2, expõe demais o Botafogo. Nossa tática parece querer que o time adversário nos martele antes que possamos fazer qualquer coisa. Por mais que ontem tenhamos envolvido o Palmeiras na primeira etapa, quando o Felipão entendeu que nosso meio campo não tinha nada nem ninguém, ele adiantou seus volantes e colocou Lincoln e Ewerthon pra se mexerem, e nos perdemos em campo. O esquema do Joel permite que o adversário, quando percebe, nos encurrale o jogo inteiro. Contra o Flamengo foi assim, não tinhamos nenhuma presença de meio campo. Ficamos todos atrás, esperando um erro do adversário, mas muitas vezes esbarrando nos nossos próprios erros pra tentar um contra-golpe.
O Botafogo sofre de uma sindrome de Rocky Balboa em que precisa apanhar pra melhorar e ganhar a luta. Muitas vezes, a hora que o time acorda, é tarde demais. Citando o excelente post do Francisco sobre como a Espanha se defende atacando, o Botafogo faz o contrário. Se defende na esperança de conseguir atacar. Um time grande como o Botafogo não pode jogar com esquema do Olaria. No Carioquinha, a teoria de jogar fechado e depois se garantir no mata-mata funciona. Mas no Brasileirão, tem que ganhar, ganhar e ganhar. O Brasil jogou a Copa do Mundo covardemente fechada, com apenas 1 meia de ligação, assim como nós jogamos com o Lucio Flavio. Enquanto Chile e Paraguai, times com menos tradição e poder de fogo jogavam com 3 atacantes, nós jogamos com 3 volantes (me desculpem mas Elano é volante). A Argentina, eterno rival e base de comparação jogava com 2 meias e 3 atacantes. O único volante era o batedor Mascherano. O Botafogo tem que jogar pra não deixar jogar. A melhor defesa é o ataque, ja dizia o batido jargão.
Sobre o jogo ontem, destaques para Marcelo Cordeiro com dois cruzamentos perfeitos para seus companheiros. Pode não marcar bem, mas se fizer essa parte já está valendo. Jóbson vem voando baixo e foi premiado com o gol ontem. Injustamente expulso ontem, foi punido por praticar o belo futebol que encanta enquanto o “experiente” M. Assunção foi dar xilique. Mais um Juan na vida do Botafogo…
Por outro lado, Lúcio Flavio não está bem. Parece que a Copa apagou a melhora do início do Brasileirão. Quem sabe o Mago não dá uma força. Agora Leandro Guerreiro… O que dizer? Não consegue fazer uma jogada vertical. É volante, sim! Mas quando você rouba a bola na sua defesa e vai até a intermediária do adversário, sem combate e quando tem que passar a bola pra 3 jogadores abertos, perde o lance, acho que tá na hora de dar um passada no banco. Pra passes laterais e chutões pra frente já temos o Alessandro.
Domingo tem os flores, agora lideres. Me preocupa, mas confio no Botafogo. Herrera volta, mas Caio deve seguir titular. Um problema no meu modo de ver. Temos que ganhar pra encostar na ponta.
P.S. Quanto tempo será que o Loco precisará pra voltar a jogar depois das férias??
Saudações
Ele voltou.
Se Jefferson quiser, hoje vai ser o dia da virada do Botafogo: Mago oficialmente de volta, novo patrocinador no Engenhão (postos Ale) e uma bela vitória em são paulo.
Amém.
Primeiras Medidas
Há pouco o Botafogo anunciou a contratação de Marcelo Mattos e Elizeu.
Ambos vêm para preencher a maior carência do nosso elenco, os volantes. Como dito por aqui inúmeras vezes, LG não dá mais; um bom banco e olhe lá. Sandro Silva se foi (não que era a última maçã do pomar) e sobramos com Tulio Souza e outros Araruamas da vida.
O reconhecimento dessa necessidade não é à toa. Hoje, com a forma física atingindo os limites do aceitável, o futebol não começa mais por um camisa 10. Só os mais românticos ainda acreditam nisso.
Os gols se polarizaram entre jogadas de contra-ataque e de bolas parada. Times que mantém a posse de bola (o barça e a sua filial seleção espanhola) encantam pelo toque de bola. Times mais moderninhos fazem do contra-ataque uma arma mortal e bela de se ver (vide a alemanha na Copa de 2010).
O rabugento muricy, tri-campeão brasileiro em sequência, já deu a dica há muito tempo. Disse em uma longínqua entrevista que o futebol começa nos pés dos camisas 5 e 8 e a cada dia eles se tornam mais importantes para o time. Para comprovar sua tese, bastava ver o esquema de jogo adotado pelos bambis paulistas entre 2006 e 2008 com meio-campistas que sabiam defender ocupando as alas do campo (como jorge wágner e richarlyson).
Nesse sentido, a meu ver, a contratação de Marcelo Mattos parece boa se ele ainda tiver gana para jogar em alto nível. Ele é um jogador que, para a sua posição, está no ponto ideal entre o auge do vigor físico e a experiência exigida. O problema é que ele tinha um salário caro. Aguardemos mais detalhes da negociação para descobrir as questões financeiras. Sua colocação no time é uma incógnita, mas ele tem vaga tanto como primeiro quanto como segundo cão-de-guarda.
A aposta em Elizeu, ex-sport e ex-internacional, parece válida pela possibilidade de descobrir um novo talento, mas devemos abrir o olho. O rapaz fugiu do clube pernambucano na véspera de um jogo contra os mulambos e conseguiu a liberação na justiça trabalhista (provavelmente aliciado pelo clube gaúcho). Em maio desse ano, o inter pagou R$1.000.000,00 a uma empresa pelos 50% dos seus direitos econômicos. Se ele pegou um quê da experiência, do senso de colocação e da roubada de bola do guiñazu, teremos um professor para os nossos garotos.
PS. A outra notícia do dia foi o retorno de Élvis, que se destacou numa das viagens dos juniores à Europa, ao paraná clube.
Novas caras
Acabamos de fechar com dois volantes, Marcelo Mattos, ex Curintia e Panathinaikos e Elizeu, ex-Internacional.
Marcello Mattos, de 26 anos, chega ao Glorioso por empréstimo de um ano. O volante brilhou no Curintia em 2005, no time campeão brasileiro, liderado por Carlitos Tevez. Já Elizeu, de 21, chega também emprestado até o final desta temporada com opção de compra de 50% dos seus direitos ao término deste período.
Marcelo Mattos me parece um bom nome, raçudo, tem bom porte físico e sabe sair jogando. Elizeu é uma grande incógnita pois nunca havia ouvido falar e deve ser banco mesmo assim.
O time começa a tomar mais corpo, com as chegadas de um volante de qualidade, a iminente estréia do Mago e a volta do Loco.
É esperar pra ver se rende! Já vejo o time com a seguinte escalação: Jeferson, Alessandro (argh!), A. Carlos, F.Ferreira, M. Cordeiro, M. Mattos, Somália, LF e Mago; Herrera e Loco. Será Joel?? Já daria um caldo!
P.S. Ô da chapinha!! Abre teu olho!!!
Não comecem, por favor.
Pronto, começou de novo a mania alvinegra de colocar a culpa na arbitragem pelas derrotas. Que mania detestável essa da cachorrada: mesmo tendo um pedigree apurado, insiste em se achar vira-lata. Complexozinho que insistimos em sustentar há alguns anos.
Não estou aqui defendendo o péssimo nível das arbitragens, vide a Copa do Mundo. Não estou aqui defendendo a péssima atuação dos homens de preto ontem. Mas não consigo aceitar em transferirmos a culpa sempre para eles.
Se o Botafogo joga em casa contra um clube da segunda divisão do campeonato paulista, tem que meter seis. Se o juiz anular um ou deixar de marcar um pênalti, ainda sobram uns cinco gols. Além do quê, não foi o juiz que treinou o Botafogo por 40 dias e, paradoxalmente, não conseguiu ter uma jogada treinada sequer. Não foi o bandeirinha que escalou Alessandro e Leandro Guerreiro, que já deveriam estar jogando em nosso time de showball, ou deu conselhos pro Caio se tacar em todos os lances. Também não foi o quarto árbitro que não se preocupou em contratar um volante ou um zagueiro, por achar que os que estão no clube são ótimos, pois não tomaram gols do Resende, Bangu e tomaram só um do potente América.
Então, não comecem. Por favor.



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