200m2 de futuro.
O departamento de marketing deveria dar uma celebrada volta olímpica antes do jogo de domingo. É golaço atrás de golaço.
A iniciativa de construir uma nova loja do Glorioso, colada em General Severiano, é mais um deles. A atual loja já é bonita, organizada e tem um bom atendimento, fora o principal: você respira Botafogo ali dentro. Mas a nova loja, além de maior, ainda vai expor muito mais a marca, já que poderá ser vista da rua. Sem contar que ainda terá espaço para exposições de arte, apesar de que tudo que tenha a Estrela Solitária, eu já considere arte.
Vale lembrar que, só no último ano e meio, o Clube aumento em 300% o faturamento com produtos vendidos nas lojas oficiais.
Golaço. E ainda vem outras duas lojas por aí. Uh, é chocolate!
Espelhos.
Impressionante como o Botafogo se espelha no adversário para decidir o tamanho do futebol que vai jogar. Se é contra um time melhor, jogamos bem. Se é contra um time pior, jogamos mal.
Pelo menos vamos pegar um time pequeno na semi-final. E com Arévalo no lugar do Coala, suspenso, o tal r10 não vai se criar de jeito nenhum…
Abre o olho, Joel!
Ano passado, Felipão fez tudo para ter Jobshow. Ontem, já cresceu o apetite falando do Loco. To achando que o cara quer mesmo é treinar o fogão inteiro!
Tudo é relativo. Ou quase.
O relativismo que dominou o século XX tomou de assalto o gramado do Engenhão neste domingo. Todos sabem das influências de espíritos e mandingas no campos de batalhas inglesas, mas de uma corrente de pensamento é a primeira vez, e espero que a única, para a saúde mental e física de todos nós.

O espaço é relativo, a linha do gol nem sempre é reta, principalmente quando o Cajá chuta, ela bate no travessão, atravessa um palmo e volta. Atravessou e não entrou. E o impedimento do He-Man? As linhas dos paralelos que cortam o engenhoso, o Meridiano de Greenwhich e toda e qualquer traço que liga A a B nos quadros das salas de aula foram borrados pelos bandeirinhas e juízes.
O relativismo foi moral. Uma falta qualquer virou agressão, desde que precedida por uma agressão de verdade. A punição ao qualquer foi capital, nosso capitão foi culpado não pelo que fez, mas pelo que foi feito antes dele. Quem disse que o juiz precisa de moral?
E a idolatria também. Nem herói nem vilão, Loco. Nunca fez mais sentido. O poderoso e mortal golpe cavado no peito do goleiro virou peteleco de criança. Não houve vaias, nunca, mas olhar perplexo. O que diabos quer este uruguaio? E foi chamado pelos torcedores para repetir, desta vez com um pouco mais de eficiência. E voltou a ser herói, relativizado com olhares de desespero e os gritos de repeteco. O Fred? Este pediu para sair aos 15 quando viu que o jogo era maior que ele. Quando viu que em terra de Deus e de Loco, um surfista não tem marra nem espaço. Forçado a ficar, teve que enrolar lá na frente.
E o tempo é relativo, Einstein e todos os torcedores hoje sabem. A sensação aos 20 do segundo tempo era de intervalo de prorrogação. O cansaço mental de quem assistia era de uma maratona que passou em segundos, as emoçoes se sucediam e alargavam os minutos. A experiência do tempo nunca foi pior medida.
O Caju também é relativo. Cajá, cajú, não importa. Como diz um primo meu, hoje ele soltou algumas jacas no gol do Cavalieri.
A torcida relativizou, pequena para o jogo, grande para o torneio.
Até o Estadual ficou relativo. Não era sobre uma taça do Rio, da Guanabara ou do estado. O prêmio não era a soma de três na tabela ou o topo. Era tudo. Relativismo puro.
Mas algo que nunca é relativa está escrito com as seguintes palavras: Série C.
Mais do mesmo ou tudo novo?
Engraçado esse tal de Papai Joel.
Será mesmo que foi apenas o “esporro” dado por Locão (ídolo!) Abreu que o vez mudar a convicção tática ou ele estava esperando o momento certo para adaptar o esquema de jogo?
Agora, isso pouco importa. Mas que vimos um Botafogo diferente no clássico de hoje, isso vimos.
A começar pela escalação, que privilegiou a surpresa do elenco até o momento: Bruno Thiago.
Até hoje tinha gostado do futebol dele, mas a dúvida pairava, motivada, principalmente, pelo fato dele não ter sido aproveitado por mais do que 30m no Brasileiro do ano passado.
Ora, como e por que um bom jogador não fora aproveitado mesmo estando no elenco?
Essa resposta só Papai tem, mas que ele é bom isso é. E parece ser muito!
O Botafogo do primeiro tempo jogou no esquema 3-2-2-2-1
Pirulito, Tonhão, Caveirão,
Coala, Marcelo Matos
Presidente, Varejão,
Herrera, Cajá
Loco
Com a expulsão (injusta) do Capitão, Joel tirou o inútil João Felipe e colocou o correto Arévalo para proteger a zaga, como um falso terceiro zagueiro. O resto do time continuou como estava, ou seja, jogando muito bem.
Principalmente Cajá. FINALMENTE. Particularmente, sempre acreditei que ele pudesse dar certo, mas ele errava muito durante os jogos. Errava porque tentava sempre as jogadas mais interessantes, mas errava.
Agora começou a acertar. Que continue assim. Para o bem do Botafogo, para o bem do futebol.
O resto todos vimos.
Um juiz confuso. Fred enciumado com a genialidade do Locão. Herrera voltando a ser Herrera…
Deus – Mesmo após um primeiro tempo ruim, com duas saídas em falso e uma falha em gol, recuperou-se no segundo tempo e foi simplesmente o que ele é: Deus. Obrigado por existir!!!
João Filipe – Decida se quer ser zagueiro, cabeça de área, meia, atacante. Depois nós conversamos.
Tonhão – Muito bem, como sempre.
Caveirão – Falem mal, mas falem dele. Eu acho um ótimo zagueiro. Bom posicionamento e bom na bola aérea. Precisamos de mais?
Presidente – Em clássicos sempre surpreende. Ou é expulso, ou joga bem. Jogou bem!
Márcio Azevedo – Abaixo fisicamente, mesmo assim bom. Será destaque ao longo da temporada.
Bruno Thiago – Se continuar assim será ídolo.
MM – ídolo. Injustamente expulso. Era falta pra cartão amarelo apenas.
Cajá – O nome do jogo. Se continuar assim será ídolo. (alguém sentiu falta do Lúcio Flávio?)
Herrera – É por isso que é titular. Quando precisamos, corresponde.
Loco – Só Cavallieri não sabia que ele faria a cavadinha de novo. Por isso é ídolo, por isso eu amo ele!
Arévalo – Correto.
Somália – Esqueceu o futebol na DP. Voltará a ser Somália.
Éverton – Espero que seja apenas falta de ritmo….
Que isso mude, já!
Que em 2011, a matéria mude para “Apoiadores chegam ao ápice”, com Maicosuel, Everton, Bruno Tiago, Cajá e, quiçá, Andrezinho…
#soltaacoleirajoel
PS. Sobre a tática utilizada pelo Papai Joel também nesse ano, vale a pena ler a coluna Olho Tático, do globoesporte.com.
Vai dar Loco. E no 1º turno.
O Lance está fazendo uma enquete sobre quem é melhor: Loco Abreu ou fred. É um absurdo que precise de uma enquete para provar que o Uruguaio é muito melhor. É como comparar a carreira do Mike Tyson com a do Maguila ou a quantidade de pêlos do Tony Ramos com a da Sandy. Mas já que a enquete está no ar, vamos votar:
http://www.lancenet.com.br/minuto/melhor-Fred-Loco-Abreu_4_421197877.html







