Resenha #3

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012 - Postado por Marcelo Figueira

Clássico, mesmo nada valendo, é um  jogo chatinho toda vida. Mais nervoso e mais disputado, é nele que os jogadores realmente devem justificar seus vencimentos. E no domingo, alguns quiseram, outros não. Deus, como sempre, Antonio Carlos, Renato, como de hábito, Coqueirão (que faça aniversário sempre!), Lucas (sim, ele está jogando bem) e Andrezinho mostraram muito bem suas razões, mas o resto….

O resto tratou de perder gols. Foram 517 chances inimagináveis, que até poderiam nos levar a questionar a nossa capacidade de ganhar dos molambos. Mas ainda acho que não é o caso. Se existe algum problema, ele vem no mínimo desde a Geração Cuca e ninguém mais sobrou dessa época, salvo a torcida….

Alô Osvaldo! Cadê a aquela chegada do Renato de surpresa na linha de frente??? O esquema que valeu dos até os 10′ do segundo tempo, com Mago e Elkeson de pontas cada um na sua, é estático demais para o futebol moderno. A troca de posições de que tanto precisávamos durou só 10′ até a entrada do Herrera, aos 20′. Nesse curto tempo, tivemos dois bons lances que vieram de cruzamentos da direita: a cabeçada do Elke seguida da canelada do Locão e a cabeçada do 13 que tirou tinta. Mas com o Herrera em campo a zona e a correria, para variar, prevaleceram, e aí perdemos o rumo tático em troca do desespero.

Individualmente, Mattos correu e bateu; Herrera e Caio as nulidades e embromações a que já estamos acostumados; o Zen, coitado, pagou o pato, mas é bondoso demais até para reclamar disso (ponto para ele); Elkeson, Maicosuel, Loco, Herrera e Cracatua Ferreira, resolveram, por deliberação coletiva, não matar o jogo. Como o próprio Osvaldo falou, o juiz até pode ter influenciado no resultado, mas a incompetência do nosso time em matar o jogo influenciou ainda mais.

Agora dependemos dos outros para classificar, mas isso no Carioca não quer dizer absolutamente nada. O que conta nessa época do ano de tanto calor e de repetidos exercícios físicos é o entrosamento do time titular e dos principais reservas, é a definição precisa das funções táticas de cada jogador, para seguir rumo ao que interessa no ano: o título da Copa do Brasil.

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Bola fora

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012 - Postado por Marc Guerin

Fiquei extremamente preocupado com o emprestimo do Alex pro Joinville. Vejo que a diretoria fez um esforço pra manter o time titular, mas e os reservas? Temos pouquissimos reservas “titulares”. Estes, sendo os reservas imediatos, que já sabemos que vão entrar na posição do titular.

Ja começamos a notar que Herrera entra no lugar do Elkeson, Caio entra no lugar do Mago ou Andrézinho (quem cansar primeiro).

Na zaga, não temos ninguém. Brinner chegou e ja se machucou. Nunca vi chutar uma bola.

Nas laterais nem se fala. Lucas teve cansaço muscular e Lucas Zen não segurou a peteca.

Volante, temos Lucas Zen, Somália (?) e Bruno Thiago (??). Preciso comentar?

No meio, é a unica posição que estamos bem servidos, em números não necessariamente em qualidade. Mago e Elkeson estão bem abaixo do esperado. Andrézinho vem melhor que o esperado. Felipe Menezes é inconstante. Fellype Gabriel ainda não sabemos nada. Cidinho, precisa comer mais macarrão com batata.

E no ataque, temos o Locão que ta perdendo gol, penalti e etc., mas quando engrenar, vai sozinho. Herrera fez boa pré-temporada, mas nos jogos (fora a estreia) tem ido muito mal. Caio, segue caindo. Jobson, só em março, mas como bem disse o @aguedescartoon, não podemos confiar pois pode estourar a qualquer minuto.

Enfim, temos um time titular decente, mas não temos reservas imediatos, nem pra manter o padrão, nem pra mudar o esquema de jogo. Improvisar é bacana, quando dá certo. Mas e agora com a saida do Alex, se o Loco ficar de fora, quem vira nossa referencia na area?

Ta faltando peça no tabuleiro Dr. Oswaldo!!

Saudações

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Uma imagem repetida

domingo, 5 de fevereiro de 2012 - Postado por Francisco Figueira

São os juízes que não deixam os atacantes fazerem gol?

Ou, a cada jogo contra o clube da beira da Lagoa, os alvinegros se preocupam mais em falar do juiz do que mirar a rede?

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Procura-se um assassino.

domingo, 5 de fevereiro de 2012 - Postado por Guilherme Figueira

Algum jogador do Botafogo precisa aprender a matar um jogo.
Se alguém achar, a recompensa pode vir em títulos.

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E ta errado?

sábado, 4 de fevereiro de 2012 - Postado por Marc Guerin

Campos esburacados, publicos deprimentes, arbitragens confusas, estádios caindo aos pedaços. Até a maca e os maqueiros, se formos analisar a fundo, são mediocres! Quatro pedaços de PVC com uma lona no meio e dois malucos que parecem que foram tirados da obra do lado pra ganhar um trocado. Sim, o campeonato carioca é amador!!

Saudações

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Nova linha de produtos do Botafogo.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012 - Postado por Guilherme Figueira

Todos os modelos de chuveirinho você encontra aqui. E isso porque temos três meias, supostamente para fazerem a bola rolar. Ah, e ao que tudo indica, em breve também lançaremos uma linha de peneiras para a zaga.

Mais um tropeço. O calor, o horário e o início de temporada serão culpados. Talvez porque eles não foram para a área cabecear. E para trazer o Fellype Gabriel, era melhor trazer o Finnazi.

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Triste Torcida

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012 - Postado por Marc Guerin

Há tempos que nossa torcida não se comporta como tal. Sim, isso não é novidade. O time não ganha nada expressivo. Melhorou nos últimos anos mas sempre chegamos em dezembro com gostinho de que poderia ter sido melhor. O trabalho nos bastidores, vem sendo feito. Um clube vencedor não se constrói a base de contratos curtos pra ganhar título e depois desmanchar. O exemplo mais proximo disso é o São Paulo. Amargou anos sem ganhar nada, mas por trás, foi montando a base, fortelecendo sua estrutura, investindo na garotada, tem estádio próprio, um CT invejável e um departamento médico que recebe jogadores do mundo inteiro para tratamento. Mas pra conseguir tudo isso, foram anos e anos seguindo uma filosofia que deu certo!

O Botafogo parece estar seguindo o mesmo caminho. É uma época diferente, a economia está bombando, os jogadores estão hiper-inflacionados, os custos são mais altos, os jovens talentos agora são sugados pra Europa antes mesmo de poder dirigir. Mas apesar de tudo, o presidentista vem fazendo um bom trabalho. Existe a insatisfação pela falta de resultados imediatos, contratos com jogadores abaixo no nivel que esperamos, concordo com tudo isso. Mas o trabalho é bem maior que esse. Temos um estádio que hoje dá dinheiro. Quando pintou o projeto do “Stadium Rio”, pipocaram por todos os lados, criticos, dizendo que o Botafogo estava se vendendo, perdendo controle da casa e etc. Mas hoje o Niltão dá dinheiro e ponto! Temos nossa casa, pagamos nossas contas e ainda alugamos pros outros. Quando o zurubu  joga no Niltão e enche a casa, eles pagam. Olha a mulambada pagando o salário do Loco!! Possivelmente esse ano ainda, teremos o inicio concreto da construção do nosso tão sonhado CT. Novos talentos vem sendo revelados ano após ano. Temos um celeiro de goleiros com nivel de seleção! Não dependemos mais de empresários. Se não me engano, temos 18 jogadores em que o Botafogo tem participação no passe. Ou seja, se sairem, ganharemos dinheiro.

E aonde quero chegar com isso? Na torcida! Todas essas melhorias na espinha dorsal do clube (não do time), não fazem efeito imediato, não viram título da noite pro dia. E existe uma crescente dentro da torcida do Botafogo que insiste em não enxergar o trabalho que vem sendo feito. Preferem malhar o A. Barros e o A. Silva a qualquer erro de passe o M. Azevedo. Virou mais interessante fazer chacota da Diretoria pelo Twitter ou Facebook, que vestir o manto e perder a voz no Niltão!

Um episódio ontem motivou esse post. Estava assistindo o jogo da mulambada (secando como sempre) e acompanhando os comentários no Twitter. A maioria que seguimos é Botafoguense, e vi muita gente falando da torcida urubu, que são analfabetos, que são pobres, bandidos e etc. Não confirmo nem nego, mas odeio generalização. São chatos, não tem argumentos além de “framengo é framengo”, qualquer vitória parece uma Copa, mas aí vem a pergunta: pra que serve a torcida? Pra torcer, motivar o time quando precisa, convencer a tudo e a todos que são os melhores. E isso, eles fazem!! Qualquer jogo do lixo, tem 20 mil pessoas. E enquanto a nossa torcida trocaria uma derrota no domingo por ver o lixo não se classificar ontem (enquete lançada no Twitter durante o jogo ontem), eles estão lá, empurrando o time deles faça sol ou faça chuva. Então deixo aqui meu desabafo pra você que adora jogar pedra pelo twitter, da proxima vez que falar da torcida do lixo, lembre-se que os analfabetos, marginais e bandidos que alí estão, servem muito mais pro time deles, que você que fica no sofá cornetando pra ganhar seguidor no Twitter.

Saudações

P.S. Sim, a imagem usada é autoflagelo!

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Batalha campal

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012 - Postado por Marc Guerin

Eis que mais uma vez, após uma rodada de insucesso, aparece algum medalhão de time grande reclamando do gramado. Influenciou o resultado da partida? Talvez! Mas não é disso que quero falar hoje. Desculpas para maus resultados sempre vão existir. Meu ponto hoje é como resolver o problema crônico dos gramados brasileiros. Na verdade, se tivesse a resposta, me candidataria a presidencia da CBF (apesar do coronelismo me arrebentar). E é justamente nessa CBF que vou mirar.

O Brasil, com o fortalecimento do Real (R$, não o time espanhol), conseguiu repatriar muitos dos seus grandes jogadores, além de atrair cada vez mais craques internacionais. Estamos falando de jogadores acostumados a jogar nos tapetes europeus. E quando chegam aqui, se deparam com verdadeiras várzeas, campos minados com buracos, diversos tipos de grama e areia(!!!).E não vou nem ter a petulancia de incluir os estaduais. Estou falando dos campos da primeira divisão do campeonato mais disputado do mundo (segundo muitos)!!

E é ai que entra a nossa amiga CBF. Em 2010, a CBF lucrou R$83 milhões, ou seja, ta dando dinheiro! Dentro desse lucro liquido, poderiam incluir uma despesa de manutenção dos campos somente para times da Serie A. Assim, todos teriam a oportunidade de manter seus palcos do espetáculo em melhores condições. Atualmente no Brasil, vejo 4 campos com qualidade decente para a prática do futebol em alto nivel: Arena Kyocera (Atletico-PR), Morumbi (SP), Vila Belmiro (Santos) e Engenhão (somente a partir desse ano pois os anteriores foram horrorosos). Então, de 20, apenas 4 tem bons gramados. Se o Brasil quer realmente melhorar o nível do seu principal campeonato, sugeriria começar pela raiz. A raiz da grama!

Saudações

 

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Melhor faltar que sobrar

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012 - Postado por Francisco Figueira

Se o Campeonato Brasileiro não consegue reunir 20 times com um mínimo nível técnico, como o Carioca quer fazer um campeonato com 16 equipes? Esperei passarem alguns dias do empate, para separar a decepção do pensamento crítico, mas ainda não consegui entender: como ter 16 times no estadual?

As vezes me parece aqueles amistosos comemorativos com meia dúzia de globais e ex-jogadores onde cada um joga 15 minutos para aparecer e ganhar o cachê e os ex-BBBs e cantores sertanejos são os únicos que correm e não querem sair.

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Contratações

terça-feira, 31 de janeiro de 2012 - Postado por Francisco Figueira

Chega aos cartazes brasileiros em algumas semanas o filme O homem que mudou o jogo. A história de um dirigente de baseball que transformou o modo como se pensava o baseball: antes os times eram feitos com contratações de jogadores. Traziam grandes nomes, tidos como corajosos ou campeões e evitavam certos jogadores que eram vistos como mal sucedidos.

 

A partir de um pensamento lógico, o dirigente muda a filosofia de seu clube. Quem quer vitórias, não precisa de nomes. Precisa de pontos, ou corridas no baseball. A partir da análise de estatísticas sobre pontos, as contratações mudam de foco. Ao invés de atuar com o mercado, indo para onde havia grande interesse e altos preços, vai-se onde apontam os números e se conseguem melhores jogadores sem os altos custos.

Resumindo: os números dizem muito mais que a fama.

Claro que traduzir para o futebol não seria nada simples. O homem do bastão joga praticamente sozinho. Fora o Messi e o Maradona, nenhum jogador vai driblar o time inteiro. Ainda assim, creio que pode-se usar mais estatísticas nas contratações. Posse de bola ou toques certos, assistências, chutes a gol, desarmes. Muitas variáveis que ajudam a montar um time melhor.

A revolução vai chegar a qualquer momento. Ou já chegou. Nesta matéria se fala de porcentagem de passes certos no campo do adversário, de chance de gol adicionada, de controle da bola. Nada de dados simples como sugerido anteriormente. Grandes e difíceis estatísticas são as únicas que talvez criem grandes vitórias.

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