Com a palavra, Rica.
Cirúrgica a análise do Rica Perrone sobre o jogo de ontem. Leiam aqui.
O resultado é normal, ainda mais quando se enfrenta um cracaço de bola. Sem baixar a cabeça. Faltam 8 jogos e estamos a apenas dois pontos dos líderes.
#euacredito
Registros da eternidade.
Cliquem no link abaixo e deliciem-se com fotos históricas do Botafogo. Dica do Glorioso Heitor Levy.
http://www.flickr.com/photos/botafogofr/
Latida: hoje é dia de ser líder, bebê. Pra cima deles, Fogão!
Outra final antecipada?

O campeonato de pontos corridos pode ser também o das finais seguidas. Existem jogos-chavões, como uma vitória para reacender a equipe ou um empate com gosto de derrota. Mas o mais repetido de todos é a final antecipada. Como se cada jogo definisse um título e ganhasse o campeonato quem tivesse mais títulos no final. Sim, os títulos também são conhecidos como pontos.
Por isso vamos ao que de fato é o campeonato, uma busca dos pontos perdidos. Não ganha quem vence só os clássicos, ou quem tem o ataque mais exuberante. Leva o caneco quem perde menos pontos. Não exatamente o retranqueiro, este perde dois pontos por empate. Quer dizer, o time que vai estar no ponta da tabela ao final é o time que tiver o máximo de pontos somados – e o mínimo de pontos perdidos.
Os pontos perdidos ficaram naquela derrota em Goiânia, no empate que levamos o gol no final, esses desvios de percurso. Como recuperá-los? Impossível. Mas é possível perder menos pontos a partir de agora, passar o rival e levar o caneco.
Ao contrário do que alguns pensam, ainda não estamos na liderança. Se os pontos perdidos são de desvios passados, não podemos misturá-los com jogos futuros. O jogo contra o Santos é mais um de uma série que virá. Nele temos a chance de passar o Corinthians em pontos ganhos e, portanto, em pontos perdidos.
O jogo de quarta não é a final antecipada. Não vai ser jogado pelo campeão de todas as finais, Nilton Santos. Quem leva o 6 nas costas é o eficiente Cortez, e a necessidade de apoiar o ataque e não comprometer atras, garantir a vitória e os três pontos na conta.
De tudo um pouco. (Assim se faz uma paixão!)
Confesso aos que acompanham o blog que não tenho tido muita paciência para ser um blogueiro ativo.
Confesso também que já acreditei mais no título, muito embora o momento de definição seja exatamente esse.
Mas isso pouco importa, porque depois de momento de baixa, o grupo soube assimilar os golpes e está dizendo com todas as letras a todos os concorrrentes: NÓS TEMOS PAIXÃO!
NÓS QUEREMOS O TÍTULO!
Quem somos nós – torcedores apaixonados que não entram em campo – para não acreditar?
Antes do jogo contra o curíntia do 1º turno escrevi que acreditava no Fogão e que continuaria acreditando mesmo em caso de derrota. E não deu outra: perdemos a única com mando de campo, mas continuamos no topo.
Agora, depois do “troco” no jogo de volta contra os “manos” posso dizer que estava certo.
Devemos lembrar que não há time perfeito, não há treinador que não erre e não há craques que não tenham seus dias de pernas-de-pau.
O importante para um time que se propõe a ser campeão é que sua torcida sempre acredite e dê força nos dias mais complicados.
Acho que demorou, mas a torcida entendeu esse papel (pelo menos nesse campeonato…)
Ontem tivemos um bom público (não o ideal, mas o melhor da rodada), que apoiou mesmo no momento mais complicado do jogo.
Sobre o jogo não há muito a dizer além do que já foi dito nas reportagens e nos blogs. Já entramos na fase do campeonato em que jogar muito bem e ser convincente não é tão importante. Apenas a vitória interessa.
Acho que desde o jogo contra o curíntia os jogadores entenderam isso, fazendo um 1º tempo primoroso e segurando o resultado no 2ª.
Ontem foi bem parecido.
Vencemos. Ponto final. Ou melhor, mais 3 pontos…
Meu Rio
O verdadeiro artista é aquele que brilha nos grandes jogos, nos grandes palcos. E nenhum palco é maior que o maior do mundo, o Maracanã. Lá, o lenço foi um latifundio para Garrincha enquanto Armando Nogueira escrevia sua crônica. Lá, Tulio fez gol de tulheta, Dimba comeu grama. O carrossel girou que foi uma maravilha naqueles 110 por 75.
Didi fez o primeiro gol pelos cariocas. Depois os paulistas viraram, mas a folha seca foi plantada antes de quaisquer agrobusiness. Nilton Santos nunca errou um quique de bola naquela relva verde, já o Furacão causou muito estrago.
Ali já penduramos muitas vezes que “gostavamos de vo6″.
E agora, nosso palco histórico está sobre reformas. Reformas no nome, porque está sendo reconstruído, sem nem sabermos como vai ficar ou, pior, quanto vai custar.
Eu quero saber como vai ser a reforma do palco histórico. Eu quero saber mais detalhes da reforma do estádio das grandes finais. E tem gente comigo. Tem um site pedindo os documentos da reforma do Maraca, o Meu Rio.
E tem também uma competição. Qual a torcida mais engajada? #MeuRioéFogo
Aqui tem o Bando do Loco.
Uma noite que o Botafogo mostrou que é o Botafogo. Que mostrou que tem colhão. Que mostrou que é, sim, candidatíssimo ao título. E que mostrou, principalmente, que podemos deixar nosso histórico negativismo esquecido no fundo do armário, pelo menos durante os 10 jogos que faltam.
Uma noite em que o Menino Jesus se comportou como Deus e realizou o milagre da multiplicação das grandes defesas. Que a zaga voltou a ser a muralha que vinha sendo. Que o Presidente Alessandro mostrou que é importante para o elenco, vaiem o que quiser. Que nossa dupla de volantes fez jus ao título de melhor dupla de volantes do Brasil. Que os meias foram bem, dinâmicos, rápidos, confundindo a marcação. E que Loco Abreu mostrou porque é nosso herói do otimismo. Fez o primeiro gol, orientou o time o jogo inteiro e, no fim, a grande surpresa: por conta própria, foi jogar na zaga, marcando o adriano. Senhoras e senhores, isso eu nunca tinha visto na minha vida! Um centroavante que decide ir para a zaga por conta própria, por saber que vai ser fundamental na bola aérea. E foi.
Foi uma vitória para encher de orgulho a estrela que mora no nosso peito. Se tem que ter paixão, domingo vamos mostrar toda ela, lotando o Niltão.
Só deixe o seu negativismo em casa. Não combina com um time comandando por Washington Sebástian Abreu Gallo.
Tem que ter o quê?
A (bela) campanha iniciada pela diretoria é muito bem intencionada. Mas é uma campanha para além das 4 linhas. É para a torcida. Porque é inadmissível um time brigando pelo título e jogando em casa, ainda que uma casa emprestada, levar apenas 5 mil torcedores ao estádio. E sobre isso, o Rica Perrone já escreveu com propriedade. Leia aqui.
Só que, como falei antes, publicidade não entra em campo. Paixão não resolver problemas de marcação na bola aérea, não comete pênalti infantil (ou imbecil?), não perde gol, não erra passe, não chuta todas as faltas para fora, não cabeceia bola decisiva no travessão. Paixão não decide. E está na hora de decidir. Não deu contra o são paulo, não deu contra o atlético goianiense, não deu contra o baêa. O próximo jogo é uma grande oportunidade de que, sim, somos um time decisivo.
Mas para isso, não é paixão que temos que ter. É outra coisa:
No mais, endosso o coro do Fogãonet: Botafogo, apesar de tudo, estou contigo e não abro.








