Sumiço
Caros Alvinegros,
Realmente a Aliança andou meio quieta esses dias. Não sei se foi o Carnaval que afastou os blogueiros dos computadores após dias de folia ou se é simplesmente o fato de termos pela frente um jogo digamos “complicado”. Do meu lado, posso dizer que estou nervoso sim! Um misto de apreensão com ansiedade pra ver logo no que vai dar. O espirito otimista acredita sempre, mas o lado racional admite que o lado de lá vem melhor, manteve a base do ano passado, e sobretudo tem a vantagem emocional em cima de nós. Afinal, eles venceram os últimos 3 confrontos finais, nós não vencemos um classico desde 2008 e o último foi de 6×0. O restrospecto realmente é assustador. Mas esse ano temos Joel, não temos atacantes ex-mulambos, e quem sabe, depois do sacode contra o Vasco, a maré não mudou?!
Enfim, não quero falar muito, pra não perder o foco, mas o jogo de hoje é importantissimo para o resto do ano. Confesso que não aguentarei outra derrota pro lado mal! Mas vamos pro pau! Guerra em plena quarta feira de cinzas! E que no final, acabe tudo em preto e branco!
Saudações
Salve, cachorrada
Salve, cachorrada.
Novo na praça, chego para compor elenco. Não serve ficar falando o que quero ou não fazer, vocês vão vendo ao longo dos posts. Devo seguir uma linha parecida com a do artigo já publicado, mas, prometo, mais curtos.
Agora, ao que importa, o fogão.
Os alvinegros são cachorros. Fiéis, amigos dos homens. Porém, mesmo os cachorros tem diferenças entre si.
Tem os Pitbulls, os que confundem os músculos com o coração, também os Vira Latas, uma nova espécie de mulher de malandro, adora apanhar gritando, mas fazem questão de voltar.
Têm uns com raiva, só correm e gritam o jogo inteiro feito um louco, não importa se está três a zero para nós ou para eles. Tem os amenos, ficam quietinhos, e vêm tudo apreensivos. Estes, as vezes, explodem, gritam, xingam, mas basta dez segundo para voltarem a sentar e roer as unhas.
Tem muito mais, mas o tempo é curto e a promessa, verdadeira.
Até a próxima.
Francisco Figueira
O Esporte que Vendeu sua Alma #3
O terceiro trecho da matéria do Marcos Alvino, publicada na Revista Piauí.
O Esporte que Vendeu sua Alma #3 Ler mais…
E cresce a Aliança
Gostaria de dar as boas vindas ao nosso mais novo blogueiro, Francisco Figueira, também conhecido como Ticão.
Após um excelente post no “Late Cachorrada” e uma colaboração no último post do Marcelo, Ticão chega pra agraciar nossas páginas e acrescentar ainda mais a Aliança Alvinegra.
Saudações e bons posts!
A frase mais dita de todos os tempos dos últimos 4 anos.
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Não foi a derrota para o tradicionalíssimo São Raimundo, sabidamente uma enorme potência esportiva, o que mais me irritou. Ela só comprovou que esse time do Botafogo não gosta de pular carnaval, pois antes mesmo dele começar, já se despiu daquela máscara de que as coisas estavam melhorando, de que o time ia se acertar, ganhar títulos – enfim, aquele coquetel de euforia que o carnaval sempre traz. E que o Botafogo teima em apagar tão rápido.
O que mais me irrita mesmo é a célebre frase proferida a cada novo vexame acumulado (sim, porque perder pro São Raimundo lá, mesmo que vença aqui, é um vexame): Ainda não tem nada perdido. Lá se vão 4 anos de fracassos e decepções e nada, nadinha mesmo, está e nem esteve perdido. Já perdi as contas de quantas vezes essa frase já foi dita por algum atleta que esteja envergando o manto, principalmente por Leandro e seu paradoxal sobrenome Guerreiro. Aliás, se ele quiser ingressar no plantel do Zorra Total, já tem seu bordão.
A sensação que tenho é que mesmo quando vencemos, os jogadores dizem isso. Fico imaginando no vestiário após aquela vitória sobre o River Plate aqui no Engenhão, o Leandro Guerreiro falando para um cabisbaixo Lúcio Flávio, “calma, Lúcio, a gente venceu, mas não tem nada perdido”. Ou então para o Alessandro, após o primeiro jogo da final do estadual do ano retrasado, quando vencemos a mulambada por 2 a 1.
Ganhando ou perdendo, nada nunca está perdido. E ganho, está?
É o cúmulo!
Assistindo agora ao Globo Esporte, vejo que nosso “titularissimo” volante Fahel chegou a Santarém e durante o treino, aparece autografando a camisa de quem? De um mulambo!!! Explicação dele: “O que importa é o carinho da torcida”. Da torcida adversária???? Francamente, que falta de tato desse cabeça de bagre. Uma semana antes do nosso classico mais controverso, esse cidadão me apronta uma dessas?? Por favor! Alguém me diz que eu to exagerando porque já não aguento mais essas palhaçadas! Tirem esses caras do Botafogo. Pedir autógrafo do Fahel, NUNCA, e assinar em camisa de mulambo, JAMAIS!!! Vejam abaixo, lá pro final video.
Vem, mas vem sem fantasia.

Vitória nos três últimos jogos. Duas delas por goleada. Chuva de gols do El Loco. O agradável despontamento do garoto Caio. Classificação para as semi-finais da Taça Guanabara. Possível classificação antecipada para a próxima fase da Copa do Brasil hoje. Ao que parece, o Botafogo está vindo para o Carnaval fantasiado de euforia e otimismo. Por um lado, ótimo, porque as coisas de fato melhoraram. Mas por outro, me preocupo. Temo que essa fantasia – ainda mais se confirmada a vitória sobre o império do mal na quarta-feira – se perpetue, escondendo (ou fazendo-nos esquecer) do que está por trás da máscara.
À exceção da notícia de hoje de que a Sansung rechaçou a possibilidade de patrocínio, o assunto tinha caído em esquecimento. Se for por causa do sigilo da diretoria nas negociações, perfeito. E se não for? Pode um time com a grandeza do Botafogo estar sem patrocinador? A Liquigás ofereceu R$ 12 milhões, rejeitados de prontidão por nossos comandantes, que diziam ter uma carta na manga que pagaria 16. Cadê? Ou será que é esse “Sou Botafogo”, um programa de sócio-torcedor que ainda nem existe, que está pagando essa fortuna? Daqui a pouco (toc, toc, toc), os salários atrasam, os jogadores dão piti e aí, a coisa degringola de vez.
Outro assunto que não pode ser esquecido é a qualidade do elenco. No caso, a falta dela. Pode até ser que sejamos campeões estaduais, mas não será muito por mérito dos jogadores. Se o título vier (e ele há de vir), será mais pelo esquema “marca-forte-lá-atrás-e-os-gringos-que-se-virem-na-frente” do professor Joel. Ou então porque o pessoal lá de cima resolveu olhar por uma torcida que desacostumou-se a festejar.
Sandro Silva e Jancarlos até podem melhorar, mas não resolvem. Precisa-se urgentemente de um zagueirão e de um apoiador que jogue o fino da bola. Na frente, não temos reservas para os gringos – os garotos Caio, Alex e Júnior são promessas e há de se ter cuidado com a entrada deles pra não queimá-los.
É carnaval. Vamos nos divertir ao máximo, mas lembremos que tudo se acaba na quarta-feira.
Ou melhor, na quinta, porque na quarta ainda quero ir pras ruas comemorar a vitória sobre a mulambada.
Raspas e restos (não) me interessam.

O Botafogo acertou com o volante Sandro Silva. É mais uma contratação do tipo “sobrou em outro time, vem pra cá”, que tem sido a tônica da atual diretoria e sua falta de ambição. Vi o Sandro Silva jogar poucas vezes e não me pareceu nada demais – o que já lhe dá status para ser imensamente superior ao Fahel. O jogador chega trazido pela Traffic, nos mesmos moldes do Maicossuel: o Botafogo não paga nada pela sua vinda e tem direito a receber um percentual em caso de uma venda futuro. O problema é que é a Traffic quem escolhe quando quer vendê-lo.
Embora deva ser titular, Sandro Silva não vai resolver o time. Ou seja, é mais um jogador – como Somália e Vinícius Colombiano – que chega para ocupar um espaço que poderia muito bem ser de um jogador da base, como Rodrigo Dantas ou Wellington Júnior.
O Botafogo precisa de muito mais.




