Números mentirosos se retratam.
Os números, que a princípio não mentem, mostraram dois dados, digamos, incríveis:
- O Botafogo é o time que mais finalizou a gol no campeonato.
- O Botafogo também é o quarto time que mais roubou bolas.
Para alguém que não está acompanhando o campeonato, o pensamento que deve vir à tona vendo esses números é: o Botafogo deve estar lá em cima na tabela, brigando pelo título. Deve ser um time que rouba muitas bolas no meio de campo e parte em velocidade, tramando jogadas perigosas que resultam em chutes a gol e, consequentemente, em gols.
Certo?
Claro que não. Porque em seguida os números se retratam. Explicam:
- O Botafogo é o sexto time que mais errou passes no campeonato.
- É também o décimo-segundo melhor ataque.
Ou seja: é um time que rouba a bola e desperdiça a sequência do lance, seja com erros bizonhos de passe (menções honrosas a Leo Silva, Fahel e Thiaguinho nesse quesito) ou com conclusões pífias (nesse quesito, méritos para André Lima e o “Lagosta”).
E a isso somam-se dois outros dados: temos a quarta pior defesa e o fato de Seu Estevam Soares ser o terceiro pior técnico do campeonato, superando apenas os “professores” Renê Simões e Renato Gaúcho.
Conclusão: os números não mentem.
A consequencia de um clássico…
Impressionante a repercussão na derrota de um clássico, ainda mais contra os mulambos. Depois de mais um domingo a ser esquecido e mais uma ressaca dolorosa na segunda, agora vem a onda negativa da mídia sobre as consequencias do clássico realizado no Engenhão.
Além do Glorioso ter perdido a chance de levar 3 pontos, da renda ter sido abaixo do potencial, e do time voltar a ao Z-4 (coisa horrível), a nossa pobre diretoria ainda tem que lidar com os prejuízos causados pela torcida adversaria (e alguem imaginava que seria diferente com aquele bando?).
Nao é perseguição não, são fatos. No setor aonde a mulambada estava presente, houve danos em tudo que é parte (parede, banheiro, cadeira, roleta), ainda bem que muitos ficaram do lado de fora, se não a coisa seria pior. Ta certo que nao é a primeira vez que isso acontece, pelo menos a diretoria do po de arroz pagou pelos seus danos. So que com a mulambada é sempre diferente, nao ficaria surpreso se a perícia da ‘justiça’ jogasse a culpa em cima da nossa diretoria.
O Engenhão é a nossa casa, não podemos deixar de jogar clássicos regionais lá por causa de um seleto grupo de vandalos que nao valorizam este espaço reservado somente para a alegria do futebol (e outros esportes). Alem de tudo os caras brigam entre si (pra variar) e a mídia usa isto para sustentar que o Engenhão ainda não é 100% seguro. Sai fora flapress!!!
Links caso queiram conferir o status da situação (citando varios sites esportivos):
http://justicadesportiva.uol.com.br/14327-BOTA-QUER-PASSAR-PREJUIZO-AO-FLA.html
http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Times/Botafogo/0,,MUL1354469-9861,00.html
Saudações,
Tonhão
Enquanto isso, na Coréia do Sul…
A torcida faz festa para Almir (com a 7), ídolo do Ulsan Hyundai, levantando até um cartaz em sua homenagem. Tem ou não tem vaga no atual time do Botafogo?

Frase do dia
“O Botafogo, na minha imaginação fértil, é uma espécie de mulher que amo de montão e que só me dá foras seguidos.”, por Roberto Porto.
Enquanto isso, nas Arábias…
Camacho é eleito o melhor jogador de um torneio e ganha um carrão como prêmio. Tem ou não tem vaga no atual time do Botafogo?

Esperança. Tem alguém aí vendendo?
Porque as minhas estão acabando. E olha que eu tinha bastante, cheguei até a emprestar uma parte dela. O Lucas Habib, companheiro aqui do blog, não me deixa mentir. Mas ela foi desaparecendo e não sei nem a quem pedir.
Peço ao Lúcio Flávio, que sempre amarela em jogos decisivos?
Peço ao Wellington e Juninho, que entram em todas as divididas que nem maria-mole? Fiquei com a sensação de que, para o lance do gol do Adriano, não tinha ninguém ali. Acho que é porque, de fato, não tinha. E o Juninho, coitado, nem acertar a bola em cheio consegue mais nas cobranças de falta.
Peço ao Victor Simões, que conseguiu a proeza de fazer a cobrança de escanteio mais pífia do mundo?
Peço ao André Lima, que é centroavante mas não sabe finalizar?
Peço ao Leandro Guerreiro que, embora seja bom jogador, parece ser quem mais sente o “complexo de vira-lata” em jogos contra a mulambada?
Peço ao Seu Estevam Soares, que escala mal e mexe pior ainda? Se o jogo que ele estava vendo era o mesmo que eu (e o resto da cachorrada toda que o chamou de burro) quando resolveu tirar o Reinaldo, que era o mais lúcido em campo?
Peço ao Batista, cujo auge da criatividade é tocar a bola pro lado?
Não sei mesmo a quem pedir. Assim como não sei porque o Rodrigo Dantas é preterido pelo Renato e o Wellington Júnior (que foi bem no mundial sub-20 e está arrebentando na Taça Otávio Pinto Guimarães) não fica nem no banco. E o Jônatas, não tem vaga nesse time? Aí alguns justificam “ah, mas ele não corre”. O Batista corre, o Fahel corre, o Leo Silva corre. Adianta? Não é maratona, é futebol.
Está complicado. E o que mais me assusta no Botafogo é o medo de ser feliz. Não decide os jogos simplesmente porque não sabe decidir. É justamente a diferença entre Flamengo e Botafogo. O Adriano recebeu um lançamento pouco na frente da risca do meio campo. Era ele contra 3 defensores do Botafogo. Mas ele foi lá e decidiu. Sem medo.
Temos 7 jogos pra aprender a decidir.
Enquanto isso, vou continuar procurando algum lugar pra achar esperança.
Se alguém souber onde vende, por favor me avise.
ps 1: O Lúcio não podia ter batido aquele pênalti. Não é de hoje que ele treme. E reparem que antes dele tocar na bola o Bruno já estava pulando pro canto. Mais telegrafado, impossível. Se tivesse batido de cabeça em pé, era só rolar pro outro lado e correr pro abraço.
ps 2: E aquela cobrança de escanteio do Lagosta???? Meu Deus…
ps 3: De bom, só a briga entre as duas facções da mulambada. Como gritou um torcedor atrás de mim “Deixa eles se matarem, só não pode quebrar o estádio”.
2007 ainda não acabou
Ao fim do jogo, não pude deixar de pensar: “Eu já sabia”
Era tão óbvio que nosso time não teria condições de vencer um rival, que minha única esperança de vitória era a própria paixão pelo clube e pelo futebol.
Não que eu não ache que um time de qualidades técnica, tática e emocional inferiores não possa vencer um adversário, principalmente se este for um rival tão presente ultimamente.
O problema é que ESTE time do Botafogo não é capaz de fazê-lo. Não é capaz de fazer o que o próprio time do Flamengo fez em 2007, quando nós éramos muito superiores e não conseguimos vencer nenhum dos 2 jogos das finais e ainda perdemos nos pênaltis (um deles desperdiçados pelo mesmo Lúcio Flávio. Coincidência?).
Fato é que enquanto tivermos no elenco jogadores remanescentes daquela final, não conseguiremos nada. Pelo menos não enquanto eles foram “os líderes” do time. A perda de mais um pênalti contra o mesmo adversário é apenas um sintoma do pensamento covarde e submisso que impera entre esse grupo dos remanescentes de 2007. (Em exemplo incontestável de covardia é o pênalti convertido pelo Zé Carlos (argh!) no estadual de 2008, em jogo que terminou 3 x 2 para o Botafogo. Naquela oportunidade, o jogo estava 1 x 1 e Lúcio Flávio sofreu o pênalti no fim do 1º tempo, mas preferiu simular ter se contundido para não bater. Ficou recebendo atendimento fora de campo e assim que o Zé fez o gol, saiu correndo pra comemorar. Ridículo).
E o que falar da dividida de Juninho com Adriano? E na falta que o mesmo bateu no 2º tempo?
Aliás, quantos gols já sofremos em falhas diretas de nosso “capitão”? Em qualquer outro time do Brasil, ele teria sido barrado depois da 2ª ou 3ª falha. Mas nós não somos um time qualquer e deve ser por isso que somos conhecidos como sofredores…
Quem sabe o nosso presidente já estivesse prevendo a queda e os trouxe de volta para disputa do campeonato de 2010? Pra isso eles servem.
Mas eu, pobre e apaixonado torcedor, ainda acho que dá pra escapar. – será que os jogadores acham isso também? -. Mas só se conseguirmos vencer o Náutico. Me darei por vencido se não obtivermos 3 pontos no próximo jogo.
ps: já fiz uma promessa e recomendo que todos façam. Não custa nada mesmo.


