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Opiniões
Ainda sobre a derrota de ontem, recomendo a todos a leitura da crônica do jogo do “O Globo”.
Infelizmente, o conteúdo do site é restrito e não tenho o jornal em mãos para transcrevê-lo a vocês, mas, resumindo em poucas palavras, lá estão as mesmas impressões que já foram expressas nos posts aqui de baixo (e nos comentários), com uma dose de imparcialidade (acreditem!).
- Afinal, nós perdemos para um time “pronto” e melhor que o nosso;
- Jogamos bem até o 1º gol, sim;
- Nos perdemos no 2º tempo, muito pela excelente marcação do curíntia;
- Caio Jr. errou ao escalar Zen na lateral e ao tirar Caio. Errou ao manter Maicosuel em campo e erra gravemente em insistir que ele jogue de costas para gol, como acontece em determinados momentos dos jogos.
Para não dizer que a minha opinião e a do “O Globo” são exceções, segue também o link pro post do Lédio Carmona no globo.com.
Saudações,
Renascimento do Pé de Coelho
Poucos perceberam, mas estamos a ver o ressurgimento do pé de coelho, do menino que entra no segundo tempo para dar arrancada ao time. Bom para ele, bom para nós.
No Estadual do ano passado, ele entrava com o Edno, os dois faziam as pontas. Hoje ele faz algo parecido, entra com o Cidinho e os dois jogam mais pelo meio, mas ainda explorando a linha de fundo, como no segundo gol contra o Grêmio.
Pontas perdidos pelo tempo
Os clubes tem alma. Não simplesmente torcida, camisa e presidente, os grandes costumam ter um espírito. Os alemães dizem que cada época tem seu zeitgest, ou o espírito do seu tempo, e este seria o exemplo que representa toda aquela vida. Talvez baseado nisso, sempre acreditei que o time do Botafogo tivesse de se comportar segundo o espírito alvinegro.
Antes de tudo, jogar pelas pontas. Se o futebol moderno acabou com os pontas clássicos, pode-se ver o ressurgimento dos jogadores de efeito, além do simples corre-pra-linha-e-cruza (nada contra, Alessandro). E o Botafogo, não preciso nem dizer, foi um clube de grandes pontas, muito mais que cruzadores.
O Jorge Henrique foi o primeiro dos novos pontas. Não era nem atacante, mas verdadeiro lateral-esquerdo-ponta-direita. Contudo não se pode negar que ele foi o primeiro nos anos recentes a ocupar bem aquele espaço lateral. Depois que ele se foi, dois surgiram num mesmo ano: Jobson e Maicosuel. Os dois o mundo levou, um o dinheiro, outro as drogas.
E, no ano que corre, surge nova promessa. Dessa vez não é ponta, lamento dizer, mas meia-atacante que corre para dentro, drible fácil e pé de coelho. O Caio chegou a jogar no time do segundo tempo como ala direita, voltando para marcar, mas não como jogador que explora aquele espaço ao lado da área. Por isso, o talismã é ponta-de-lança e dos bons.
A volta dos novos pontas Magosuel e Jobshow, se confirmada, não significa simplesmente retorno de jogadores que levantam a torcida, mas também o retorno dos nossos pontas.
Bem-vindo de volta, espírito alvinegro.

