Ídolos
Montenegro – nosso Presidente eterno (Parte I)
O blog Aliança Alvinegra teve a oportunidade de conversar com o nosso eterno Presidente, Carlos Augusto Montenegro. Um papo descontraído, onde falamos sobre passado, gestão atual, torcida, time atual e de 1995 e expectativas para o futuro do nosso clube.
Confira agora a primeira parte da entrevista e deixe seus comentários.
Passado
1 - Quais características você considera que foram importantes para fazer o time de 1995 vencedor? (Aliança Alvinegra)
Eu sou meio supersticioso…. Eu acho que aí, teve dois fatores: um sorte, e o outro, uma ajuda lá de cima. Meu pai tinha acabado de falecer em 94 e a minha luta aí pra conseguir aquela sede de volta em 91, 92, 93 foi muito grande. Então, eu acho que foi assim, um prêmio. Esse negócio do time de 95, eu digo que foi sorte, um prêmio porque tudo se encaixou. Você tinha o Wagner numa grande fase, a gente jogou sem laterais, que eram fracos, o Wilsinho ( Wilson Goiano ) e o André ( André Silva) , mas tínhamos dois zagueiros, que eram uma parede, o Gottardo e Gonçalves. Depois, tivemos a grande contratação que eu considero, que foi aquele Leandro ( troca por Nelson ). Eu consegui lá, aproveitando que o Eurico tava viajando, e o Calçada me deu. O Beto estava surgindo, e foi ótimo , o Jamir deu certo, o Sérgio Manoel, foi importantíssimo, o Donizete voltou super motivado, e o Túlio estava iluminado. E se você notar, praticamente, não teve contusão. Teve o Autuori, que também voltou pro Brasil depois de 10 anos, que era desconhecido. Me lembro até que no começo o pessoal vaiou… dizendo “quem é esse cara? É Português?” Mas ele era um cara de grande valor, e foi sempre super grato por ter dado uma chance à ele. Ele ganhou, uniu o time, enfim, deu tudo certo. Deu tanto certo, que você se lembra que não teve praticamente contusão séria, então, as substituições eram pouquíssimas, sempre a mesma. Colocava o Iranildo, no lugar do André Silva, o Sergio Manoel recuava, aquelas coisas. Inclusive, tem até um negócio engraçado aí, que dizem que o jogador ruim, acaba sendo o que mais joga, e realmente, quem mais jogou no Botafogo foi o …. o ….. Moisés. O Moisés jogou quase todas as partidas, impressionante! Bom, mas eu acho que foi isso, mas deu tudo certo, impressionante que não teve contusão, o Túlio iluminado, o Donizete jogando à beça. Tanto é que era um time que não tinha assim nomes fortes e vários deles acabaram depois sendo convocados para a seleção…
2 - O que e quem mais te marcou na sua gestão? (Aliança Alvinegra)
Foram duas coisas. O título de 95 e foi ter conseguido a sede de volta. Mais do que a sede, foi ter conseguido viabilizar com a Vale a restauração da sede e com a Pinto de Almeida, a construção do clube em cima de um shopping, porque não adiantava ter aquela sede de volta sem grana, e a gente conseguiu essas duas coisas sem dinheiro. Além disso, tiveram outras coisinhas, ganhar a taça Teresa Herrera em 96 foi legal também, que o Botafogo não ganhava há muito tempo. Enfim, o que me marcou foi isso. E aí, depois disso, eu saí, e nunca mais fui presidente e nem pretendo ser. Vou logo respondendo uma pergunta de hoje, eu acho que tem um título que ficou, de Presidente eterno, um carinho muito grande da torcida, que eu acho que isso aí não tem preço. Acho que se eu voltasse, acaba isso. Porque as pessoas iam esperar mais coisa, e hoje em dia tá tudo mais difícil, precisa de muito dinheiro, e eu acho que eu não vou conseguir de novo o que eu consegui.
Torcida
3- Qual sua opinião com relação ao torcedor que vaia no estádio, ajuda ou prejudica? ( @Aguedescartoon)
Olha, eu acho que é do futebol, tem que vaiar mesmo quando está ruim, tem que aplaudir quando tá bom. Eu acho que não prejudica não. Eu acho que a vaia faz parte, entendeu? Não pode ter agressão física, mas vaiar, eu acho que tem que vaiar mesmo. Agora, tem jogadores que já são marcados, como o caso do Alessandro, tal… e o pessoal já vaia antes de começar o jogo. Mas eu acho que isso não atrapalha não, o pessoal acaba se motivando.
Time atual
4- Considerando projetos recentes na área esportiva e as recentes manifestações dos alvinegros, qual seria a melhor maneira de trazer de volta o Botafoguense para o estádio? Contratando grandes nomes de marketing ou montando um time sem grandes estrelas, mas vencedor? (Aliança Alvinegra)
Eu acho o seguinte, que futebol hoje, e aí não é só o Botafogo, tem televisão, o horário dos jogos, por causa da televisão, e não adianta reclamar, porque a televisão paga um dinheirão, tem um pouco da violência, se bem que no Rio isso está mudando. Mas, você por exemplo, fazer um jogo as 21:50h lá no Engenhão, que é um lugar que ainda as pessoas não tem cultura, é um lugar ótimo, um estádio maravilhoso, mas não existe ainda a cultura. Então, é complicado o cara ir lá e sair de lá meia noite. Isso não acontece só com o Botafogo, mesmo Flamengo, Fluminense e Vasco, os times de São Paulo, a media de público, diminuiu bastante. Não sei se hoje em dia, a falta do Maracanã, para alguns espetáculos, então eu acho que você tem que ter um time bom pra ir, obviamente se o time for bom e tiver bem o pessoal vai passar a ir. Agora, você o que acontece com o Botafogo, começou bem o campeonato, sem oito jogadores. Fiz as contas outro dia, Jefferson na seleção, que vai voltar, tem o Gustavo zagueiro que foi contratado, tem o Cortês que está machucado, tem o Renato que não estreou, o Marcelo Mattos que foi lá na Grécia acertar a situação, o Felipe Menezes, que não estreou, tem o Alexandre Oliveira, que parece que é um bom jogador, que jogou muito tempo no Catar, tipo o Émerson, que jogou no Flamengo e Fluminense, e tem o Loco Abreu. Quer dizer, a gente está sem vários jogadores e estava indo bem. Aí, de repente vai e, todos o resultados foram normais, perder do Palmeiras, ganhou do Coritiba, do Santos, empatou com o Flamengo, apesar de ter um a mais, mas tudo normal. Aí ganha do São Paulo lá fora e empata com o Atlético Goianiense em casa, e dá um baixo astral tremendo, e depois veio e empate com o Bahia, que também é normal. São essas coisas que as vezes faz com que o Botafoguense não pegue o embalo. Mas eu acho que nesse campeonato, a gente vai brigar pela Libertadores. E esse negócio, quando você briga pela Libertadores, você pode até ganhar o título, porque você vai estar no bolo.
Aguarde a segunda parte….
Avante Argentina!
- Copa América sem Brasil x Argentina não tem graça;
- Locão não joga;
Volta logo!
Tudo é relativo. Ou quase.
O relativismo que dominou o século XX tomou de assalto o gramado do Engenhão neste domingo. Todos sabem das influências de espíritos e mandingas no campos de batalhas inglesas, mas de uma corrente de pensamento é a primeira vez, e espero que a única, para a saúde mental e física de todos nós.

O espaço é relativo, a linha do gol nem sempre é reta, principalmente quando o Cajá chuta, ela bate no travessão, atravessa um palmo e volta. Atravessou e não entrou. E o impedimento do He-Man? As linhas dos paralelos que cortam o engenhoso, o Meridiano de Greenwhich e toda e qualquer traço que liga A a B nos quadros das salas de aula foram borrados pelos bandeirinhas e juízes.
O relativismo foi moral. Uma falta qualquer virou agressão, desde que precedida por uma agressão de verdade. A punição ao qualquer foi capital, nosso capitão foi culpado não pelo que fez, mas pelo que foi feito antes dele. Quem disse que o juiz precisa de moral?
E a idolatria também. Nem herói nem vilão, Loco. Nunca fez mais sentido. O poderoso e mortal golpe cavado no peito do goleiro virou peteleco de criança. Não houve vaias, nunca, mas olhar perplexo. O que diabos quer este uruguaio? E foi chamado pelos torcedores para repetir, desta vez com um pouco mais de eficiência. E voltou a ser herói, relativizado com olhares de desespero e os gritos de repeteco. O Fred? Este pediu para sair aos 15 quando viu que o jogo era maior que ele. Quando viu que em terra de Deus e de Loco, um surfista não tem marra nem espaço. Forçado a ficar, teve que enrolar lá na frente.
E o tempo é relativo, Einstein e todos os torcedores hoje sabem. A sensação aos 20 do segundo tempo era de intervalo de prorrogação. O cansaço mental de quem assistia era de uma maratona que passou em segundos, as emoçoes se sucediam e alargavam os minutos. A experiência do tempo nunca foi pior medida.
O Caju também é relativo. Cajá, cajú, não importa. Como diz um primo meu, hoje ele soltou algumas jacas no gol do Cavalieri.
A torcida relativizou, pequena para o jogo, grande para o torneio.
Até o Estadual ficou relativo. Não era sobre uma taça do Rio, da Guanabara ou do estado. O prêmio não era a soma de três na tabela ou o topo. Era tudo. Relativismo puro.
Mas algo que nunca é relativa está escrito com as seguintes palavras: Série C.
Fla-Press, lamentável!
Mais uma excelente charge do André Guedes (@zedascharges) postada no blog do João Roberto (@zefogareiro) do Globo.com!
Atualização: A charge acaba de ser removida do blog do João Roberto. Globo.com né?! A carapuça serviu…
Saudações
O Número 1 da Canarinho
Boa matéria publicada por Marcelo Monteiro no seu blog Memória E.C., que relata o fato do Glorioso ser o clube brasileiro que mais cedeu jogadores para a seleção em copas do mundo. Quem já nao teve essa discussão com amigos de clubes rivais que teimam em esquecer tudo que o Botafogo já fez pela seleção, pelo Brasil?? Pois bem, podem avisar aos ignorantes de plantão que somos líderes isolados! Como diz bem o banner postado pelo GF no post “Os Meus 23”, o Fogão é o clube que formou os principais atletas nas conquistas de 58, 62, e 70. No total foram 46 jogadores, ou seja, formamos duas seleções completas. E precisa falar dos que foram campeões mundiais? Garrincha, Nilton Santos, Zagallo, Didi, Jairzinho, Amarildo, CA Torres… a lista não acaba. Mais uma prova de que a Estrela Solitária nunca para de brilhar! Rumo ao hexa Brasil!



Loco Alvinegro
Vejam o trecho que saiu no VA hoje:
Uma curiosidade: depois de ter dado entrevista na véspera do compromisso contra o Vasco da Gama (aquele que causou a demissão de Estevam Soares), Sebastián Abreu decidiu trocar o dia. Agora, só conversa com a mídia dois dias antes das pelejas. E mais: é sempre o último a entrar no campo. Só depois de todos os demais companheiros terem entrado. É comum vê-lo na linha lateral esperando a passagem dos demais. De todos os reforços contratados no começo da temporada, “El Loco” é quem mais tem rendido espaço na mídia para o clube. Porém, dentro das quatro linhas é Germán Herrera quem detém a empatia maior com a cachorrada.
Alguém ainda duvida que ele é Alvinegro?
Futebol não é Supertrunfo

Foi épico! Uma saga digna de uma crônica do Armando Nogueira, o Homero Alvinegro. Com o título de ontem, o Glorioso deu uma surra moral nos jornalistas esportistas, metidos a videntes. Ter opinião até se exige de quem trabalha com notícias, mas expô-la exige cuidados extras. Não pode fazê-lo para simples e pura venda de jornais, mas sim para mostrar a sua dose de parcialidade. Também demos uma surra nos molambos, que se achavam capazes de ganhar a qualquer tempo e de qualquer modo. Ledo engano…
Somos CAMPEÕES justamente porque, como todo time do Joel, conseguimos mostrar por A + B que futebol não é supertrunfo: a definição de quem fatura o caneco não vai necessariamente para o lado de quem supostamente tem mais elenco, salários mais altos, é campeão nacional ou gosta de anões e jumentos. A única matemática que chega perto do futebol é que o jogo começa 11 contra 11.
Do contrário. A subjetividade de 22 jogadores é inerente ao futebol (vide o Santos de hoje ex-`quarta força` de São Paulo no início do ano) e é justamente aí aonde o Joel trabalha melhor. Ele sabe motivar e dar confiança aos jogadores. Sabe fazer um time jogar e sabe o que um time precisa para jogar bem. Na sua prancheta, leem-se roteiros e não esquemas. Tanto que ele, se desesperou ao final do jogo, quando se deu conta de que a tinha perdido.
O jogo de ontem foi uma prova de força coletiva que começou com a mobilização da Gloriosa Torcida, a gasolina aditivida da postura do time em campo. Um lateral era comemorado. Os combates se multiplicavam e as roubadas de bola eram incessantes. As estatísticas não negam: quando tinhamos 9 desarmes, os molambos ainda buscavam o seu primeiro.
Deus foi Deus, como lhe é habitual. Alessandro melhora a olhos vistos. O Trio de Zaga fez o que dele se espera: foi Compacto e Salvador, nas horas que mais precisamos. O `viado do Somália` deixou o Papai Joel e a Cachorrada orgulhosos e o Marcelo Cordeiro entendeu o conceito de elenco. Melhor para nós. Na meiuca, Leandro Guerreiro voltou ao seu jogo normal, apesar de estar jogando uma final e Renato Cajá e Tulio Souza de novidades: alguém esperava? Herrera foi ele mesmo versão final de campeonato: melhor só evitando a expulsão.
E o Loco? O que foi aquele pênalti, que transformou 11 metros em 1 maratona? Meu caro Abreu, pode costurar o escudo mais bonito do mundo na sua camisa da sorte. Ao escolher o Botafogo, os céus te mostraram o porquê e a resposta não está dificíl: o Glorioso é um clube de loucos e irreverentes, tais como Heleno, João Saldanha, Garrincha, Maurício, Marinho Chagas, Tulio e tantos outros. Teremos enorme prazer de ver ali a estrela solitária.
Enfim, a grande mágica do Papai Joel foi conseguir recuperar a confiança dos jogadores. Nisso ele é imbatível! E todos ali sabem jogar (o Alessandro já jogou com a canarinho!). Passaram por quinhentas peneiras e tiveram sucesso se tornando profissionais. Cabe, então, ao treinador, descobrir o esquema de jogo no qual ele obterá o melhor aproveitamento dos seus jogadores e, paralelamente e tão importante quanto, transmitir-lhes confiança para que possam executar cada tarefa sem erros, tal como o genial e humilhante pênalti do Loco.
De pior time do Campeonato, o Glorioso se tornou o Campeão, batendo todas as estrelas, surfistas, tatuados, funkeiros e aqueles que amarram mulheres em árvores. De quarta à primeira força, mostrando a todos que no futebol, uma vez Grande, basta acreditar e trabalhar inteligentemente. Como já escrito por aí: Yes, We Can!
Vídeo da Semana #2
Nessa semana, vou colocar aqui o vídeo da despedida do Nilton Santos do Maraca, aos 39 anos. Numa tarde de domingo de dezembro de 1964, no jogo contra os molambos, nosso Ídolo Maior decidiu se despedir do Glorioso e, logo, dos campos de futebol.
O jogo, para nós, não valia nada e, para eles, o campeonato. Se empatassem, iriam para um triangular contra bangu e bambis. Perderam e, por isso, colocaram o rabo entre as pernas e assistiram a final entre os dois outros.
Como não nos interessava o jogo, parece que levamos a campo um escrete bastante jovem, recheado de garotos e reservas. Resultado: 1 x 0, com gol de Roberto Mendonça.
Taí o vídeo:
A Sétima Maravilha do Mundo
Entrevista espetacular do Maravilha, publicada no Lance! de hoje:
Leo Burlá: Quais eram suas ambições no início de carreira?
Jogar em um time grande, com o Maracanã lotado, ser reconhecido como um ídolo e, posteriormente, chegar à Seleção.
Thiago Bokel: O gol 900 demorou a sair. Temeu que ele não acontecesse mais?
Não, sabia que ia sair. O pessoal até achou que a chuteira branca estava dando azar. É que fiz tanto marketing em cima do 900, que nenhum clube queria levar esse gol. Imagina como vai ser no gol 1000?
L.B.: Existe alguma possibilidade de você não concretizar o projeto do gol 1000?
Só se Deus não quiser. O gol pode sair até com 45 anos de idade. Sei que vai acontecer, seria uma covardia não buscar o milésimo, virou questão de honra.
T.B: Qual a previsão de gols para a temporada 2010?
Quero superar meu recorde de 63 gols (da temporada de 95). Vamos programar amistosos para acelerar isto, mas não serão jogos contra times de jornalistas e bombeiros, serão contra times das Séries A, B e C.
L.B: Você acha que ainda teria vaga para jogar em alto nível?
Só não tenho condições por causa da minha carreira política. Teria vaga inclusive no Botafogo.
L.B: Falando em Botafogo, você se coloca em que patamar na História do clube?
Estou entre os dez maiores. Garrincha e Nílton Santos estão à frente, mas depois estou na briga com Didi, Jairzinho, Zagallo…
T.B: Você acha que sua carreira já vale um livro?
Estou preparando um livro sobre o aspecto motivacional, tenho uma carreira de sucesso. Também quero uma biografia.
L.B: Faltou algo em sua carreira?
Um grande europeu e uma Copa. Mas sou um dos maiores marcadores de gols de todos os tempos. Esta será minha marca.
L.B: Já que você ofereceu seu gol à imprensa, qual seria a manchete perfeita para definir o Túlio?
A sétima maravilha do mundo
Lucio Flávio, o maestro
Incrível como a torcida do Botafogo não é coerente.
No sábado passado, falávamos que não teria para ninguém: a temporada já tinha dono. Seria dele, do maestro Lúcio Flávio, justamente porque fez uma excelente pré-temporada. Depois de ontem, volta à tona o papo de sempre: estamos lascados com a lentidão do LF.
Realmente, não há mente sã capaz de negar que ele fez uma grande partida no Godofredo Cruz e que ontem no Engenhão ficou muito abaixo do esperado.
Ocorre que poucos dos 7.474 pagantes perceberam o tamanho da grama do Engenhão. Que fique, então, o registro: está altíssima. Na linguagem técnica, foi trocada e ainda não pegou. Na prática, não tem toque de bola que dê certo por aquelas bandas.
Justamente aí é aonde vejo o primeiro problema da relação torcida – maestro (sim, ele ainda é o maestro). Não o esperem fazer grandes atuações aonde a grama é caótica ou alta (como exemplo, o Mineirão).
O segundo problema é mais embaixo. Depois que ele nos salvou no nacional de 2008, a cada jogo dele exigimos uma atuação de gala. Só que o Botafoguense que o chama de frouxo e acusa de se esconder é incapaz de compreender o que é o LF.
Ele é lento, sim. Mas ele é habilidoso demais e tem uma noção do jogo invejável. Literalmente, coordena o time mesmo sem a bola nos pés. Tanto é assim que por aqui já foi dito: no ano passado os outros jogadores pegavam a bola e o procuram para dela se livrar.
Logo, se o temos como camisa 10, precisamos entender como ele irá produzir melhor. Como lhe dar meios de atingir o auge. Não é difícil constatar que ele só chegará lá quando alguém rápido for jogar ao seu lado. Alguém que pegue a bola e parta para cima, que o complemente, como o Zé Roberto ou o Carlos Alberto. A combinação é perfeita para o terceiro e o quarto homens da meia-cancha.
Essa pessoa rápida é justamente quem falta no elenco de hoje. Renato Cajá está muito acima do peso e passa a impressão de não ter essa explosão. O Diguinho, por enquanto, passa a impressão de ser um novo Glauber. Na ainda sentida falta do Maicosuel, eu tentaria o jovem Caio ali na meiuca, mas com muito mego de queimar o garoto.
Enfim, que fique o registro: certamente, colocar todos os problemas do time na conta do maestro e dele exigir o que ele não é capaz de fazer sozinho não é o caminho que o fará render melhor.



