Ídolos
O Número 1 da Canarinho
Boa matéria publicada por Marcelo Monteiro no seu blog Memória E.C., que relata o fato do Glorioso ser o clube brasileiro que mais cedeu jogadores para a seleção em copas do mundo. Quem já nao teve essa discussão com amigos de clubes rivais que teimam em esquecer tudo que o Botafogo já fez pela seleção, pelo Brasil?? Pois bem, podem avisar aos ignorantes de plantão que somos líderes isolados! Como diz bem o banner postado pelo GF no post “Os Meus 23”, o Fogão é o clube que formou os principais atletas nas conquistas de 58, 62, e 70. No total foram 46 jogadores, ou seja, formamos duas seleções completas. E precisa falar dos que foram campeões mundiais? Garrincha, Nilton Santos, Zagallo, Didi, Jairzinho, Amarildo, CA Torres… a lista não acaba. Mais uma prova de que a Estrela Solitária nunca para de brilhar! Rumo ao hexa Brasil!



Loco Alvinegro
Vejam o trecho que saiu no VA hoje:
Uma curiosidade: depois de ter dado entrevista na véspera do compromisso contra o Vasco da Gama (aquele que causou a demissão de Estevam Soares), Sebastián Abreu decidiu trocar o dia. Agora, só conversa com a mídia dois dias antes das pelejas. E mais: é sempre o último a entrar no campo. Só depois de todos os demais companheiros terem entrado. É comum vê-lo na linha lateral esperando a passagem dos demais. De todos os reforços contratados no começo da temporada, “El Loco” é quem mais tem rendido espaço na mídia para o clube. Porém, dentro das quatro linhas é Germán Herrera quem detém a empatia maior com a cachorrada.
Alguém ainda duvida que ele é Alvinegro?
Futebol não é Supertrunfo

Foi épico! Uma saga digna de uma crônica do Armando Nogueira, o Homero Alvinegro. Com o título de ontem, o Glorioso deu uma surra moral nos jornalistas esportistas, metidos a videntes. Ter opinião até se exige de quem trabalha com notícias, mas expô-la exige cuidados extras. Não pode fazê-lo para simples e pura venda de jornais, mas sim para mostrar a sua dose de parcialidade. Também demos uma surra nos molambos, que se achavam capazes de ganhar a qualquer tempo e de qualquer modo. Ledo engano…
Somos CAMPEÕES justamente porque, como todo time do Joel, conseguimos mostrar por A + B que futebol não é supertrunfo: a definição de quem fatura o caneco não vai necessariamente para o lado de quem supostamente tem mais elenco, salários mais altos, é campeão nacional ou gosta de anões e jumentos. A única matemática que chega perto do futebol é que o jogo começa 11 contra 11.
Do contrário. A subjetividade de 22 jogadores é inerente ao futebol (vide o Santos de hoje ex-`quarta força` de São Paulo no início do ano) e é justamente aí aonde o Joel trabalha melhor. Ele sabe motivar e dar confiança aos jogadores. Sabe fazer um time jogar e sabe o que um time precisa para jogar bem. Na sua prancheta, leem-se roteiros e não esquemas. Tanto que ele, se desesperou ao final do jogo, quando se deu conta de que a tinha perdido.
O jogo de ontem foi uma prova de força coletiva que começou com a mobilização da Gloriosa Torcida, a gasolina aditivida da postura do time em campo. Um lateral era comemorado. Os combates se multiplicavam e as roubadas de bola eram incessantes. As estatísticas não negam: quando tinhamos 9 desarmes, os molambos ainda buscavam o seu primeiro.
Deus foi Deus, como lhe é habitual. Alessandro melhora a olhos vistos. O Trio de Zaga fez o que dele se espera: foi Compacto e Salvador, nas horas que mais precisamos. O `viado do Somália` deixou o Papai Joel e a Cachorrada orgulhosos e o Marcelo Cordeiro entendeu o conceito de elenco. Melhor para nós. Na meiuca, Leandro Guerreiro voltou ao seu jogo normal, apesar de estar jogando uma final e Renato Cajá e Tulio Souza de novidades: alguém esperava? Herrera foi ele mesmo versão final de campeonato: melhor só evitando a expulsão.
E o Loco? O que foi aquele pênalti, que transformou 11 metros em 1 maratona? Meu caro Abreu, pode costurar o escudo mais bonito do mundo na sua camisa da sorte. Ao escolher o Botafogo, os céus te mostraram o porquê e a resposta não está dificíl: o Glorioso é um clube de loucos e irreverentes, tais como Heleno, João Saldanha, Garrincha, Maurício, Marinho Chagas, Tulio e tantos outros. Teremos enorme prazer de ver ali a estrela solitária.
Enfim, a grande mágica do Papai Joel foi conseguir recuperar a confiança dos jogadores. Nisso ele é imbatível! E todos ali sabem jogar (o Alessandro já jogou com a canarinho!). Passaram por quinhentas peneiras e tiveram sucesso se tornando profissionais. Cabe, então, ao treinador, descobrir o esquema de jogo no qual ele obterá o melhor aproveitamento dos seus jogadores e, paralelamente e tão importante quanto, transmitir-lhes confiança para que possam executar cada tarefa sem erros, tal como o genial e humilhante pênalti do Loco.
De pior time do Campeonato, o Glorioso se tornou o Campeão, batendo todas as estrelas, surfistas, tatuados, funkeiros e aqueles que amarram mulheres em árvores. De quarta à primeira força, mostrando a todos que no futebol, uma vez Grande, basta acreditar e trabalhar inteligentemente. Como já escrito por aí: Yes, We Can!
Vídeo da Semana #2
Nessa semana, vou colocar aqui o vídeo da despedida do Nilton Santos do Maraca, aos 39 anos. Numa tarde de domingo de dezembro de 1964, no jogo contra os molambos, nosso Ídolo Maior decidiu se despedir do Glorioso e, logo, dos campos de futebol.
O jogo, para nós, não valia nada e, para eles, o campeonato. Se empatassem, iriam para um triangular contra bangu e bambis. Perderam e, por isso, colocaram o rabo entre as pernas e assistiram a final entre os dois outros.
Como não nos interessava o jogo, parece que levamos a campo um escrete bastante jovem, recheado de garotos e reservas. Resultado: 1 x 0, com gol de Roberto Mendonça.
Taí o vídeo:
A Sétima Maravilha do Mundo
Entrevista espetacular do Maravilha, publicada no Lance! de hoje:
Leo Burlá: Quais eram suas ambições no início de carreira?
Jogar em um time grande, com o Maracanã lotado, ser reconhecido como um ídolo e, posteriormente, chegar à Seleção.
Thiago Bokel: O gol 900 demorou a sair. Temeu que ele não acontecesse mais?
Não, sabia que ia sair. O pessoal até achou que a chuteira branca estava dando azar. É que fiz tanto marketing em cima do 900, que nenhum clube queria levar esse gol. Imagina como vai ser no gol 1000?
L.B.: Existe alguma possibilidade de você não concretizar o projeto do gol 1000?
Só se Deus não quiser. O gol pode sair até com 45 anos de idade. Sei que vai acontecer, seria uma covardia não buscar o milésimo, virou questão de honra.
T.B: Qual a previsão de gols para a temporada 2010?
Quero superar meu recorde de 63 gols (da temporada de 95). Vamos programar amistosos para acelerar isto, mas não serão jogos contra times de jornalistas e bombeiros, serão contra times das Séries A, B e C.
L.B: Você acha que ainda teria vaga para jogar em alto nível?
Só não tenho condições por causa da minha carreira política. Teria vaga inclusive no Botafogo.
L.B: Falando em Botafogo, você se coloca em que patamar na História do clube?
Estou entre os dez maiores. Garrincha e Nílton Santos estão à frente, mas depois estou na briga com Didi, Jairzinho, Zagallo…
T.B: Você acha que sua carreira já vale um livro?
Estou preparando um livro sobre o aspecto motivacional, tenho uma carreira de sucesso. Também quero uma biografia.
L.B: Faltou algo em sua carreira?
Um grande europeu e uma Copa. Mas sou um dos maiores marcadores de gols de todos os tempos. Esta será minha marca.
L.B: Já que você ofereceu seu gol à imprensa, qual seria a manchete perfeita para definir o Túlio?
A sétima maravilha do mundo
Lucio Flávio, o maestro
Incrível como a torcida do Botafogo não é coerente.
No sábado passado, falávamos que não teria para ninguém: a temporada já tinha dono. Seria dele, do maestro Lúcio Flávio, justamente porque fez uma excelente pré-temporada. Depois de ontem, volta à tona o papo de sempre: estamos lascados com a lentidão do LF.
Realmente, não há mente sã capaz de negar que ele fez uma grande partida no Godofredo Cruz e que ontem no Engenhão ficou muito abaixo do esperado.
Ocorre que poucos dos 7.474 pagantes perceberam o tamanho da grama do Engenhão. Que fique, então, o registro: está altíssima. Na linguagem técnica, foi trocada e ainda não pegou. Na prática, não tem toque de bola que dê certo por aquelas bandas.
Justamente aí é aonde vejo o primeiro problema da relação torcida – maestro (sim, ele ainda é o maestro). Não o esperem fazer grandes atuações aonde a grama é caótica ou alta (como exemplo, o Mineirão).
O segundo problema é mais embaixo. Depois que ele nos salvou no nacional de 2008, a cada jogo dele exigimos uma atuação de gala. Só que o Botafoguense que o chama de frouxo e acusa de se esconder é incapaz de compreender o que é o LF.
Ele é lento, sim. Mas ele é habilidoso demais e tem uma noção do jogo invejável. Literalmente, coordena o time mesmo sem a bola nos pés. Tanto é assim que por aqui já foi dito: no ano passado os outros jogadores pegavam a bola e o procuram para dela se livrar.
Logo, se o temos como camisa 10, precisamos entender como ele irá produzir melhor. Como lhe dar meios de atingir o auge. Não é difícil constatar que ele só chegará lá quando alguém rápido for jogar ao seu lado. Alguém que pegue a bola e parta para cima, que o complemente, como o Zé Roberto ou o Carlos Alberto. A combinação é perfeita para o terceiro e o quarto homens da meia-cancha.
Essa pessoa rápida é justamente quem falta no elenco de hoje. Renato Cajá está muito acima do peso e passa a impressão de não ter essa explosão. O Diguinho, por enquanto, passa a impressão de ser um novo Glauber. Na ainda sentida falta do Maicosuel, eu tentaria o jovem Caio ali na meiuca, mas com muito mego de queimar o garoto.
Enfim, que fique o registro: certamente, colocar todos os problemas do time na conta do maestro e dele exigir o que ele não é capaz de fazer sozinho não é o caminho que o fará render melhor.
Nosso imenso prazer? – parte 2
Complementando o post do Habib, aqui, o Tulio Maravilha também convoca a torcida alvinegra ao jogo de domingo. Vejam o vídeo gravado no Engenhão:

