Ídolos
Vídeo da Semana #2
Nessa semana, vou colocar aqui o vídeo da despedida do Nilton Santos do Maraca, aos 39 anos. Numa tarde de domingo de dezembro de 1964, no jogo contra os molambos, nosso Ídolo Maior decidiu se despedir do Glorioso e, logo, dos campos de futebol.
O jogo, para nós, não valia nada e, para eles, o campeonato. Se empatassem, iriam para um triangular contra bangu e bambis. Perderam e, por isso, colocaram o rabo entre as pernas e assistiram a final entre os dois outros.
Como não nos interessava o jogo, parece que levamos a campo um escrete bastante jovem, recheado de garotos e reservas. Resultado: 1 x 0, com gol de Roberto Mendonça.
Taí o vídeo:
A Sétima Maravilha do Mundo
Entrevista espetacular do Maravilha, publicada no Lance! de hoje:
Leo Burlá: Quais eram suas ambições no início de carreira?
Jogar em um time grande, com o Maracanã lotado, ser reconhecido como um ídolo e, posteriormente, chegar à Seleção.
Thiago Bokel: O gol 900 demorou a sair. Temeu que ele não acontecesse mais?
Não, sabia que ia sair. O pessoal até achou que a chuteira branca estava dando azar. É que fiz tanto marketing em cima do 900, que nenhum clube queria levar esse gol. Imagina como vai ser no gol 1000?
L.B.: Existe alguma possibilidade de você não concretizar o projeto do gol 1000?
Só se Deus não quiser. O gol pode sair até com 45 anos de idade. Sei que vai acontecer, seria uma covardia não buscar o milésimo, virou questão de honra.
T.B: Qual a previsão de gols para a temporada 2010?
Quero superar meu recorde de 63 gols (da temporada de 95). Vamos programar amistosos para acelerar isto, mas não serão jogos contra times de jornalistas e bombeiros, serão contra times das Séries A, B e C.
L.B: Você acha que ainda teria vaga para jogar em alto nível?
Só não tenho condições por causa da minha carreira política. Teria vaga inclusive no Botafogo.
L.B: Falando em Botafogo, você se coloca em que patamar na História do clube?
Estou entre os dez maiores. Garrincha e Nílton Santos estão à frente, mas depois estou na briga com Didi, Jairzinho, Zagallo…
T.B: Você acha que sua carreira já vale um livro?
Estou preparando um livro sobre o aspecto motivacional, tenho uma carreira de sucesso. Também quero uma biografia.
L.B: Faltou algo em sua carreira?
Um grande europeu e uma Copa. Mas sou um dos maiores marcadores de gols de todos os tempos. Esta será minha marca.
L.B: Já que você ofereceu seu gol à imprensa, qual seria a manchete perfeita para definir o Túlio?
A sétima maravilha do mundo
Lucio Flávio, o maestro
Incrível como a torcida do Botafogo não é coerente.
No sábado passado, falávamos que não teria para ninguém: a temporada já tinha dono. Seria dele, do maestro Lúcio Flávio, justamente porque fez uma excelente pré-temporada. Depois de ontem, volta à tona o papo de sempre: estamos lascados com a lentidão do LF.
Realmente, não há mente sã capaz de negar que ele fez uma grande partida no Godofredo Cruz e que ontem no Engenhão ficou muito abaixo do esperado.
Ocorre que poucos dos 7.474 pagantes perceberam o tamanho da grama do Engenhão. Que fique, então, o registro: está altíssima. Na linguagem técnica, foi trocada e ainda não pegou. Na prática, não tem toque de bola que dê certo por aquelas bandas.
Justamente aí é aonde vejo o primeiro problema da relação torcida – maestro (sim, ele ainda é o maestro). Não o esperem fazer grandes atuações aonde a grama é caótica ou alta (como exemplo, o Mineirão).
O segundo problema é mais embaixo. Depois que ele nos salvou no nacional de 2008, a cada jogo dele exigimos uma atuação de gala. Só que o Botafoguense que o chama de frouxo e acusa de se esconder é incapaz de compreender o que é o LF.
Ele é lento, sim. Mas ele é habilidoso demais e tem uma noção do jogo invejável. Literalmente, coordena o time mesmo sem a bola nos pés. Tanto é assim que por aqui já foi dito: no ano passado os outros jogadores pegavam a bola e o procuram para dela se livrar.
Logo, se o temos como camisa 10, precisamos entender como ele irá produzir melhor. Como lhe dar meios de atingir o auge. Não é difícil constatar que ele só chegará lá quando alguém rápido for jogar ao seu lado. Alguém que pegue a bola e parta para cima, que o complemente, como o Zé Roberto ou o Carlos Alberto. A combinação é perfeita para o terceiro e o quarto homens da meia-cancha.
Essa pessoa rápida é justamente quem falta no elenco de hoje. Renato Cajá está muito acima do peso e passa a impressão de não ter essa explosão. O Diguinho, por enquanto, passa a impressão de ser um novo Glauber. Na ainda sentida falta do Maicosuel, eu tentaria o jovem Caio ali na meiuca, mas com muito mego de queimar o garoto.
Enfim, que fique o registro: certamente, colocar todos os problemas do time na conta do maestro e dele exigir o que ele não é capaz de fazer sozinho não é o caminho que o fará render melhor.
Nosso imenso prazer? – parte 2
Complementando o post do Habib, aqui, o Tulio Maravilha também convoca a torcida alvinegra ao jogo de domingo. Vejam o vídeo gravado no Engenhão:
Maravilha
Depois de assistir aos gols de Debraceni 3 x 4 Fiorentina pela Liga dos Campeões, me lembrei do jogo Itália x Chipre de semana passada, no qual o Gilardino fez três gols nos quinze minutos finais e virou o jogo que estava 2×0.
Quando dei conta, me peguei tentando responder a seguinte pergunta: será o Gilardino de hoje o Tulio Maravilha de meados de 90? Seus gols não são bonitos, mas sempre estão por aí, a eficiência de ambos é incontestável, a sorte não os abandona um jogo sequer. Precisou, bola para eles.
Mas aí, veio à cabeça a qualidade única do nosso artilheiro: ele é um gênio fora de campo…
