Era uma vez o passado.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012 - Postado por Guilherme Figueira


Todo fim de semana no Engenho de Dentro é a mesma coisa. O ansioso sol, o primeiro a chegar, vai de casa em casa, porque lá elas ainda existem, convocando seus moradores a se juntarem a ele nas calçadas. As cadeiras são fincadas e, sob elas, os moradores se deliciam esperando sem pressa alguma a hora de dormir, para então dormirem, acordarem e repetirem o ritual.

Todo ritual tem seus símbolos. O fim de semana no subúrbio não é diferente. Para acompanhar o prazer do ócio, um bom papo com os vizinhos, uma cerveja gelada e um petisco. Está aí a única coisa que legitima levantar das cadeiras: a ida até o bar de alguém. Porque nos resquícios de antigamente guardados no subúrbio, os bares ainda são conhecidos pelos nomes dos seus donos.

Em dia de jogo, a rotina muda um pouco. As cadeiras continuam nas calçadas, mas as garagens são abertas como estacionamento e as janelas, abertas para a venda de camisas, cervejas e quitutes. E, por algumas horas, todos vivemos um tempo em que nem todos vivemos. Cada vez que chego às imediações do Niltão, renovo uma esperança de, assim que subir as voltas e voltas de rampa do estádio, ver Garrincha entrando em campo, ao lado de Nilton Santos.

Não bastasse o tempo voar e nos privar do passado, agora o choque de ordem vai chegar para nos privar da nostalgia. É a tentativa de estabelecer o controle até mesmo do tempo. A cerveja vai ser proibida, o salsichão vai ser proibido, a venda de camisas vai ser proibida. O presente vai se tornar uma prisão. A poesia do subúrbio periga acabar na fogueira.

Em protesto, colocarei minha cadeira na calçada hoje.

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Ainda não

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012 - Postado por Marc Guerin

No jogo passado, com 5 minutos de bola rolando, já estavam lá os cornetas oficiais do twitter falando que o Marcio Azevedo não dá! A transação com o Rojas ja tinha melado, e o Cortês faz parte do passado. Prezados, é com ele que nós vamos, pelo menos por enquanto. Então, ao invés de vaiar com 5 minutos de jogo, porque não tentamos levantar a moral do cara?

Sei que as vezes é dificil aguentar, mas no primeiro jogo, ele mostrou raça e se recuperou na maioria das cagadas que fez. Acho que vale o voto de confiança, afinal ele jogou bem durante alguns anos no Atlético-PR e quem sabe não volta a mostrar um bom futebol?

O que não pode é descartar o cara com 5 minutos de campeonato. Já que só tem ele, que nós possamos fazer algo pra ajudar, e não atrapalhar mais ainda! Ou vocês preferem a volta do Somália a lateral esquerda??

Saudações

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O reforço

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012 - Postado por Marc Guerin

Salve cachorrada! Após um pequeno periodo afastado do blog, muito por decepção do que aconteceu ano passado, voltou a hora de vestir a alvinegra e torcer (sofrer também) pelo nosso Glorioso. E como não discutimos muito esse assunto ainda no blog, gostaria de começar o ano falando dele, o nosso unico reforço, Andrézinho. Reforço pra mim é quem chega pra jogar, pra tornar o time mais forte. Brinner não é reforço, chega pra compor elenco.

No primeiro jogo, até que foi bem. Boa movimentação (aliás, parece um bonecão do posto correndo) e parece estar se entendendo bem com o Mago e o Elkeson. Mas não sei… Algo não me convence. Pode ser pelo passado mulambo (“uma vez mulambo, sempre mulambo” diz o hino do lixo). Talvez seja a fisionomia, um hibrido de Zé Roberto com Vagner Love. Realmente não sei!

Tomara que eu esteja enganado e que Andrézinho seja um craque, pois estamos precisando daquele algo mais na meia cancha. Só o tempo dirá!

Saudações

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Ídolo

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012 - Postado por Lucas Habib

Clique aqui

Ao ler a reportagem, vemos que além de ser botafoguense gênio (redundância necessária), ele ainda é macho pra cacete (redundância necessária, parte 2). Afinal, frequentar o mesmo ambiente que a mulambada acompanhado por um policial é sinal de coragem, ou não?
Todo mundo sabe que polícia e bandido juntos não dá certo…

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Cracatua (ou Cacatua) Ferreira

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012 - Postado por Marcelo Figueira

Como muitos ainda desconhecem (confesso que não sei como, pois vão regularmente ao Niltão) o apelido de nosso exótico zagueiro mencionado no post abaixo, segue a explicação:

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Resenhinha #1

terça-feira, 24 de janeiro de 2012 - Postado por Marcelo Figueira

Abrimos 2012 formalmente com a resenha do primeiro jogo do ano. Resenha rápida, pois o jogo não mereceu muito mais do que isso.

Afora com todos os blá-blá-blás de treinamentos físicos em excesso, musculatura presa, falta de ritmo de jogo (aliás que m#!@% é essa senão a maior invenção desde 1862), etc., o time jogou bem.

Discordando de certa forma do Francisco aí embaixo, a variação tática no primeiro tempo alternava entre o 4-2-3-1 e o 4-1-4-1, com o avanço do Renato para a linha dos nossos armadores. Isso ficou claro com o cruzamento para o primeiro gol e com o chute no travessão, coisa que não o víamos fazer em 2011. Essa mudança de posicionamento confundiu o pequeno adversário e permitiu que atuássemos com desenvoltura e até certa naturalidade para um primeiro jogo oficial. Jogadas saíram aos montes e éramos para ter arrebentado no primeiro tempo com pelo menos 5 gols.

Mas como o Botafogo é o Botafogo, aquele golzinho c@g@do do adversário emergiu das trevas no apagar das luzes do primeiro tempo…. Fazer o que, né? Aquele filmezinho trágico veio à cabeça, o coração apertou (aí Rojas!), a bola bateu na trave de Deus e o ano que começou no domingo já anunciava todo seu espírito de porco para nós, Gloriosos. Foi então que os Jeffersons do futebol entram em campo e colocam a justiça nas mãos do goleiro do resende, dando um pudinzinho para o Maicosuel só escorar para o gol.

Já que o Loco 40s depois resolveu nos tranquilizar, temos a certeza que 2012 será excelente! Mas como essa nossa certeza também tem algumas pulgas atrás da orelha, a torcida já elegeu o Marcio Varejão para substituto do Alessandro (que foi substituto do Lúcio Flavio), no papel de destinatário das já costumeiras vaias… Enfim, enquanto o rapaz não for responsável por 3 vitórias como o Jefferson (não Deus, mas aquele esquecível lateral esquerdo) nos deu no Rio-SP de 1998, ele continuará como eterno responsável por todos nossos problemas, com participação especial do Cracatua Ferreira.

De positivo, o Herrera, que ainda sabe cruzar para o Loco (e só!), o Lucas, que participou o tempo todo e mostra que quer essa camisa 2 só para ele, o Renato, como sempre, o Andrezinho, que fez uma boa estreia para quem estava acostumado a jogar só um tempo e o Loco, com aquela jogada quase tão espetacular quanto Tulio Maravilha contra o Americano (se não me engano) no Caio Martins.

De negativo….. deixamos isso para lá por enquanto! Vamos ser otimistas para 2012 que é o melhor que fazemos.

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O eletrocardiograma mais rigoroso do mundo.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012 - Postado por Guilherme Figueira

Tudo é sofrido.
Toda vitória é um alívio.
Toda derrota é uma pequena morte.
Toda bola que entra insistiu antes em não entrar por algumas vezes.
Todo jogo é decisão.
Toda goleada é um placar perigoso, e o adversário pode virar.
Todo título vale por campeonato mundial.
E todo fracasso é esperança.

O Botafogo não é para qualquer coração.
Desculpe-nos, Rojas. Mas é pela sua saúde.

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Coração em forma de estrela.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012 - Postado por Guilherme Figueira

“O lindo de jogar no Botafogo é que nunca é fácil, é sempre sofrido. Só quem está aqui sabe o que é jogar no Botafogo.”

Washington Sebástian Abreu Gallo

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Tudo de novo?

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012 - Postado por Francisco Figueira

O time não é o mesmo. Nem é novo. É um 4-5-1 com cara de meio de campo, com jogadas laterais e posse de bola. Menos ataque, mais controle sobre o adversário. E cabeçadas do Loco.

Trocamos um homem de briga por outro de articulação. Deu certo parcialmente, mas a substituição que mudou o jogo foi a entrada argentino bom de briga. No lugar da articulação. Não significa que um tem que ter a vaga do outro. Mas que os dois precisam estar disponíveis para o 4-5-1 funcionar: o bom de briga e o articulador.

Gostei, para um primeiro ensaio.

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Quem sabe, sabe.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012 - Postado por Guilherme Figueira


Que prazer seria ver esses dois jogando juntos.
Ainda sonho com o neymar se naturalizando uruguaio e formando o ataque com o Locão.
Ou então, com o Botafogo comprando o passe dele junto ao santos, com o dinheiro das vendas de Lucas Zen para o milan, Vitinho para o barcelona e Jóbson para o real madrid.

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