Hoje é aniversário do Botafogo.

quarta-feira, 16 de maio de 2012 - Postado por Guilherme Figueira

Afinal, a história de Nilton Santos se confunde com a do clube. Parabéns e muito obrigado por tudo, mito.












1 Star2 Stars3 Stars4 Stars5 Stars (média: 5,00)
Loading ... Loading ...
2 Comentários

Direitos Humanos

quarta-feira, 16 de maio de 2012 - Postado por Francisco Figueira

Todo homem tem direito a vida, a liberdade de expressão e outros que costumamos chamar de Direitos Humanos. A partir de agora, eles tem uma data, 12 de agosto, aniversário do alvinegro da Venceslau Bras.

O Botafogo inclui vários dos humanos direitos: o Direito de liberdade de crença na virada, de ir e vir do estádio em jogos impossíveis, de reclamar um pênalti e de questionar a autoridade do apito. O Direito da liberdade de se expressar como quiser dentro do estádio – xingar o juiz, o bandeirinha e o adversário – desde que se respeite a honra da estrela solitária. O Direito de esperar a vitória e o supremo Direito de buscar a felicidade no gol.

Tags: ,

1 Star2 Stars3 Stars4 Stars5 Stars (média: 1,00)
Loading ... Loading ...
Nenhum Comentário

Um time (não um clube) perdedor!

terça-feira, 15 de maio de 2012 - Postado por Lucas Habib

Nesse texto do André Rizek está descrito tudo que eu queria dizer e não tinha condições de escrever antes.

Gostei principalmente porque 1) reconhece que esse time é bom tecnicamente e 2) não imputa os fracassos deste time ao clube Botafogo, algo fácil de se fazer depois de uma década tão perdida.

Se o time é bom tecnicamente ainda dá pra acreditar que com poucas mudanças podemos transformá-lo em vencedor.
Mas essas mudanças devem ser significativas e, sinceramente, não me arrisco a dizer quais seriam.
Fácil imaginar que o ciclo de liderança de Loco deve ser extinto. Fácil querer dispensar o Lucas (mas esse tem de ir mesmo). Fácil pensar em vender Mago e Elkeson…
Mas as mudanças certas serão aquelas que darão certo. Chega de achismo.
Concordarei com qualquer coisa que for feita e que apresente resultados práticos, porque é só disso que precisamos: resultado.
Mais uma década como essa e o neto do nosso amigo do texto aí embaixo (“O Segredo”) conhecerá o Botafogo como o time do vovô apenas.

1 Star2 Stars3 Stars4 Stars5 Stars (média: 5,00)
Loading ... Loading ...
2 Comentários

O Meu Garrincha.

segunda-feira, 14 de maio de 2012 - Postado por Guilherme Figueira

Amigos Botafoguenses, preciso confessar:
eu tenho o meu próprio Garrincha.
Também sou fã do outro,
o eterno dono da 7 mais bonita do mundo, mas o meu é especial.
Graças a ele, nasci com listras pretas e brancas tatuadas no corpo
e uma estrela colada no peito, com cola de nunca mais sair.

A primeira vez que fui a um estádio foi para assistir ao Meu Garrincha.
Ele não estava em campo, estava ao meu lado na arquibancada.
E foi decisivo. Porque ali ele é fora-de-série.
Dribla, corre, chuta, marca, dá carrinho e faz milagres debaixo das traves.
Tudo isso só com a voz.
Aquela voz meio rouca que, ali no estádio,
reverbera e faz o volume dos tambores ficar baixo.

Domingo para nós é dia de missa.
Uma missa rezada por onze fiéis devotos de uma Estrela.
A hóstia é redonda, e costuma morrer de mansinho no fundo do gol.
Duas, três, quatro vezes. Amém.

E foi assim que o meu craque particular me fez descobrir a dimensão infinita
que só o Botafogo tem.
Que nos arranca mais voz do que a garganta guarda.
Que nos tira mais alma do que cabe no corpo.
Que faz o céu descer ao gramado.

O Meu Garrincha não tem as pernas tortas, tem as palavras tortas.
Suas falas são desconcertantes.
Em pouco espaço, improvisa uma tirada
e deixa o interlocutor imóvel,
com o queixo humilhantemente no chão.
O ouvido alheio, ele chama de João.

Se o Meu Garrincha não é a alegria do povo, ele é a minha.
E, assim como o homônimo menos famoso (para mim),
é um às na arte de fazer filhos,
e não nega um golinho com teor alcóolico.
Ele não joga o futebol-arte.
Joga a vida-arte.

O Meu Garrincha está completando 84 anos hoje.
Para comemorar, vou colocar nele a faixa de campeão.
Com o título de melhor avô do mundo.

1 Star2 Stars3 Stars4 Stars5 Stars (média: 5,00)
Loading ... Loading ...
Nenhum Comentário

O segredo.

sexta-feira, 11 de maio de 2012 - Postado por Guilherme Figueira

O filho mal tinha nascido e já vestia a camisa do time do pai.
Se tinha uma coisa que o pai não admitia,
era o filho não torcer para o seu time.
Chegava a dizer que esse era o único teste de paternidade que confiava.
E o filho cresceu sob duas regras muito rígidas:
torcer para o time do pai e nunca entrar naquele quarto que vivia trancado.
Só que, para o desgosto profundo do pai,
o filho nunca obedeceu a primeira regra.
Desde que aprendeu a falar,
repetia em alto e bom som que torcia para o rival.
Palavras que o pai não escutava com o ouvido, mas com a alma dilacerada.
A outra regra, de nunca entrar naquele quarto,
o filho só obedecia porque os cadeados impediam a transgressão.
A curiosidade fazia o filho empurrar em vão aquela porta sempre que passava pelo corredor.
Mas quis um dia que, em um daqueles descuidos que só a desesperança pode trazer, o pai esquecesse a porta aberta.
E o filho, enfim, descobriu o que tinha naquele quarto proibido.
Era ali que o pai guardava a sua coleção de vergonhas.
O filho olhou uma a uma, cuidadosamente.
Sentiu ódio ao olhar as eliminações para americano e avaí.
Sentiu uma profunda tristeza ao olhar a virada do river plate.
Sentiu uma certa vontade de morrer quando viu o tri-vice do carioca.
Por fim, descobriu uma ferida aberta assim que se deparou a última obra da coleção, a eliminação para o vitória.
E assim foi descoberto o segredo que ninguém sabia – nem pai, nem filho -
estar trancafiado ali naquele quarto por tantos anos.
O filho também amava o Botafogo.
Esse amor não existe sem a dor.

A linda ilustração é do Glorioso Julio Marcello.

1 Star2 Stars3 Stars4 Stars5 Stars (média: 5,00)
Loading ... Loading ...
5 Comentários

O Evento

quinta-feira, 10 de maio de 2012 - Postado por Marcelo Figueira

Passei o dia tentando escrever, mas com esse time tá foda. O ânimo para criar um debate é mínimo. Sai daqui e morre na esquina. Igual à gente.

O jogo de ontem reabriu todas aquelas feridas que, de tanto que são expostas, mal têm tempo para crescer uma casquinha. Vexatório, isso sim, ele foi só um novo replay do que vimos nos acostumando: a derrota em seu formato ainda etéreo, sem corpo ou mesmo sequer consumada.

Uns dizem que é “falta de tesão”, outros “queremos raça!”, ainda há aqueles que filosofam sobre eventuais motivos para a saga. Sim, há aquelas doses especiais de história, misticismo e crença no impossível que Tolkien nenhum põe defeito.

No nosso caso, porém, antes mesmo do final sabemos o que acontecerá. E sempre temos um culpado. Falamos que o pênalti não foi marcado, que o gol foi ilegal, que a expulsão foi injusta, que o zagueiro deu mole logo naquele lance, etc. Enfim, é sempre um culpado externo, do jogo. Nunca olhamos para dentro e procuramos a razão mediata.

Bicho, repara só: é sempre um evento. Um único evento que desencadeia a merda toda. Um simples fato que impõe a derrota ao Botafogo, muito antes dela chegar, muito antes de a plaquinha com os acréscimos do segundo tempo aparecerem. Às vezes ainda no primeiro tempo, como ontem.

Depois desse evento, é igual a situação de morte, como dizem. Passa o filminho na sua cabeça e o Botafoguense se lembra de tudo. Nesse momento é que ele coloca a viola no saco e sua alma se encaminha para a saída, apesar de seu corpo ter que esperar o demorado apito final.

Voltemos alguns anos.

1) Sulamericana de 2006: Aos 47’ do segundo tempo, um gol impedido do marcão. O william ia bater o pênalti. Fudeu.

2) Carioca de 2007: Expulsão do Dodô contra os molambos. Pênaltis logo em seguida com o mito bruno (que nós criamos) do outro lado. Fudeu.

3) Copa do Brasil de 2007: 65.000 no Maraca. Os dois impedimentos dados pela bandeirinha            ana paula ainda no primeiro tempo, impedindo que fossemos para o intervalo com 4×0. Fudeu. Frango do goleiro que nos custou a final da Copa do Brasil.

4) Brasileiro de 2007. Time exuberante. Revolucionando o futebol sulamericano. Tudo lindo. Maraca cheio, torcida cantando. Tudo a favor. Túlio acerta um bico na cara do leandro. Fudeu tudo.

5) Sulamericana de 2007: Max franga aos 28’do segundo tempo e dá o empate em 2×2 com o river, na Argentina, mesmo com um jogador a mais. Fudeu.

6) Carioca de 2009: Contusão do Renato e do Maicosuel no mesmo lance no primeiro jogo da final contra os molambos. Apesar de ninguém acreditar, levamos o segundo jogo para os pênaltis. Mas aí o bruno estava do outro lado. Mito que criamos. Fudeu.

7) Brasileiro de 2011. Loco perde um gol incrível contra o São Paulo no Engenhão. Fudeu título e até libertadores.

8) Carioca e Copa do Brasil de 2012. Lucas foi expulso. Fudeu o ano.

Eu realmente queria lembrar de grandes jogos aqui, mas como ultimamente ficamos pelo caminho, não temos mais hábito de disputá-los. Muitos, místicos, ainda culpam o desconhecido: “o destino é cruel com o Botafogo”. Eu não, eu acho justamente o oposto: nós somos crueis com o nosso destino.

E quer saber: eu vou domingo! Absolutamente descrente, mas vou. E vou só por um motivo: não tenho nada a perder. Só a ganhar.

1 Star2 Stars3 Stars4 Stars5 Stars (média: 5,00)
Loading ... Loading ...
2 Comentários

Um por todos.

quarta-feira, 9 de maio de 2012 - Postado por Guilherme Figueira

Passarinho sobrevoou a concentração hoje e ficou impressionado: o grupo está fechadíssimo.
E mais: Oswaldo ainda disse que nunca viu coisa igual, tamanho o comprometimento de todos os jogadores.
A ideia é buscar uma vitória maiúscula hoje para dar moral e partir com tudo para cima do único time de futebol feminino carioca no domingo.

A primeira vitória nós já conquistamos. Estão todos olhando na mesma direção.

*com Marcelo Figueira.

1 Star2 Stars3 Stars4 Stars5 Stars (média: 5,00)
Loading ... Loading ...
12 Comentários

De 1962 para 2012.

quarta-feira, 9 de maio de 2012 - Postado por Guilherme Figueira

Fica a inspiração. Para hoje e para domingo.

Dica do Glorioso Victor Marcello.

1 Star2 Stars3 Stars4 Stars5 Stars (média: 5,00)
Loading ... Loading ...
Nenhum Comentário

Naquela época,

segunda-feira, 7 de maio de 2012 - Postado por Francisco Figueira

a gente tinha o Garrincha e Nilton Santos, que acabou o jogo quase sem camisa depois de tantos gols, rasgando um pouco a cada nova comemoração. E o Telê, do outro lado, pediu para o nosso meio de campo Didi fazer o Mané parar de driblar, porque o título já era nosso.

 

Link para os gols do jogo na foto.

Foto do Manequinho depois do 6 x 2 na final de 1957. Título com quatro gols de diferença.

Tags: , , , , ,

1 Star2 Stars3 Stars4 Stars5 Stars (média: 5,00)
Loading ... Loading ...
Nenhum Comentário

O Contraste

segunda-feira, 7 de maio de 2012 - Postado por Marc Guerin

Confesso, e tenho certeza que muitos concordam, que eu não acredito na virada no próximo domingo (que venham as pedras). Pensando racionalmente, 3 gols de diferença, num classico regional, valendo o campeonato, contra uma equipe de qualidade, acho muito, mas muito dificil mesmo. E é aí que está o problema. Ao longo dos meus 34 anos, NUNCA, mas NUNCA mesmo, em se tratando de Botafogo, seguí a razão. O contraste entre a razão e a emoção é o que move o futebol e mais que isso, é o que move o Botafogo. O coração do alvinegro, sempre espera o apito final antes de decretar a derrota e principalmente a vitória. Quantos jogos não tomamos aquele empate no final ou até mesmo a virada? Já perdemos campeonatos ganhos (Copa do Brasil de 99, Brasileiro de 92 nosso time era infinitamente superior)… E num futuro recente, em que fomos brindados por mais derrotas dessas “que só acontecem com o Botafogo”, passei a acreditar ainda mais naquela vitória improvável.

E ressaltando o que o Guilherme disse no post abaixo, esta é A Grande Chance. A razão diz ser improvável, mas a emoção já me fez cancelar qualquer aniversário, churrasco ou passeio no próximo domingo, para estar colado na tela da TV(moro muito longe senão estaria no Engenhão!!), fardado com a Gloriosa camisa, gritando, xingando, mas torcendo até o último minuto, mesmo que seja pra ver a provável perda do campeonato. Mas até então, o coração vai acreditar sim!

Saudações

 

1 Star2 Stars3 Stars4 Stars5 Stars (média: 5,00)
Loading ... Loading ...
3 Comentários